sexta-feira, 10 de agosto de 2018

"...TENHO SEDE..."


Todos nós, de uma forma ou de outra já experimentámos ter sede. Mas seja qual for o tipo de sede que já experimentámos, abrasadora, debilitante, etc., não pode ser comparada à sede da crucificação, que foi um longo processo de desidratação (João 19:28).
A começar no Getsémani, onde o Senhor Jesus suou a ponto de derramar gotas de sangue (Lucas 22:44), passando pela prisão e pelos julgamentos, primeiro diante de Anás e Caifás (João 18:13,24), depois perante Pilatos e Herodes (Lucas 23:1-8). Tudo isto com açoites, escárnio, zombaria e ainda a obrigação de carregar a cruz! Um sofrimento desta natureza esgotou com certeza todos os líquidos do Seu corpo. E há a acrescentar as horas que Ele ficou pendurado na cruz sem ter acesso a qualquer líquido!
Como é possível que o Criador dos rios e dos mares tivesse os lábios ressequidos?! Como é possível que o Omnipotente estivesse sedento? Como é possível que Aquele que acalmou o mar com as Suas palavras ansiasse por algumas gotas de refrigério?
Ele que se recusou a transformar pedras em pão quando estava faminto no deserto, agora na cruz, recusava-Se a criar água para matar a sede!
Ele já nos tinha ensinado como viver, agora, na cruz, ensina-nos como morrer!
As gotas que Ele ansiava tornaram-se rios de benção para nós!
A Sua sede não era apenas o desejo de beber água. Mas expressava o Seu anseio de tornar a ter comunhão com o Pai, após as horas terríveis de separação (“Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; Quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” Salmo 42:1,2).
Ele teve sede para que fossemos salvos da sede eterna!
Um dos primeiros sinais de vida é a sede. Todos nós nascemos sedentos. Mas, assim como entramos neste mundo trazendo connosco a sede física, também trazemos a sede espiritual embutida na nossa alma.
Mas a questão não é se temos sede, pois todos temos, mas sim até quando teremos sede.
O último convite que aparece na Bíblia é este: “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve diga: Vem. E quem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida.” Apocalipse 22:17

sábado, 4 de agosto de 2018

QUEM DIZEIS QUE EU SOU?


O Senhor Jesus foi Aquele que causou uma grande revolução nas nossas vidas!
Foi Ele que despertou o ânimo e o sentido da nossa vida. Ensinou-nos a amar a verdade e a sermos fieis à nossa consciência.
É Ele que nos ensina contra o individualismo e a agressividade. Leva-nos a pensar na brevidade da vida e a buscar aquilo que transcende o tempo (a eternidade).
É Ele que agita os nossos corações. Ele é para nós a Luz do mundo. Brilha onde a luz do sol nunca penetra. Lança fora todos os nossos temores e enche-nos de esperança quando estamos abatidos.
Ele faz-nos perceber que a vida humana, embora seja bela, se evapora como uma gota de água no calor do dia. Ele faz-nos “ver” um mundo que ultrapassa a esfera material, além dos limites físicos.
Ele não quer que deixemos de ser ambiciosos, mas que ambicionemos acumular um tesouro que a traça não corrói e nem os ladrões roubam!
Ele foi Aquele que não usou violência com os Seus inimigos, deixou que o humilhassem, ficou em silêncio no auge da Sua dor…POR AMOR A NÓS!
Ele é Aquele que nós queremos a reinar no nosso coração, pois só Ele nos pode ensinar a vivermos a nossa curta vida aqui.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

PACIÊNCIA

Por natureza não somos muito pacientes. Tendemos a ser refilões, apressados e a ultrapassar tudo e todos. Robert Levine inventou uma palavra a que chamou "honko-second". É o tempo entre o momento que o semáforo muda e a pessoa atrás de nós buzina. Por vezes, esperar é a coisa pior que nos podem pedir. Só no Velho Testamento, é-nos ordenado quarenta e três vezes "espera no Senhor!" Aprender a esperar bem é um teste de maturidade. Scott Peck escreveu: "A gratificação retardada é um processo de programar a dor e o prazer da vida de tal maneira que reforça o prazer satisfazendo e experimentando primeiro a dor e ultrapassando-a depois. É a única forma decente de viver". Esperar obriga-nos a reconhecer que não estamos no controle das coisas. Humilha-nos na medida em que precisamos de ser humilhados.
Veja-se o que acontece com o trapezista. Por um momento, que deve assemelhar-se à eternidade, fica suspenso no vazio. Não pode voltar para trás, mas é demasiado cedo para ser agarrado por quem o irá segurar. Tem de esperar com confiança absoluta. Se não o fizer, poderá morrer. Neste exacto instante, podes estar a viver um momento muito vulnerável. Tens de fazer o que Deus te ordenou, mas ainda não consegues sentir a Sua mão a segurar-te. Moisés esperou 80 anos por um ministério que durou 40 - dois terços da sua vida foram gastos a preparar-se! A tua vida não é medida pela sua extensão, mas pela sua eficácia e pelo impacto para com Deus. Por isso, espera, que Deus não te irá desapontar.

sábado, 21 de julho de 2018

O VALOR DO TEMPO


Todos vivemos confinados pelo tempo (Eclesiastes 3:1): 60 segundos num minuto, 60 minutos numa hora, 24 horas num dia, sete dias numa semana, 365 dias (ou 366) num ano. Não importa o que façamos, não podemos escapar da influência do tempo. Com frequência presumimos que o tempo está ao nosso dispor. Mas vejamos uma perspectiva contundente sobre o valor do tempo:
Ø Para conhecer o valor de 1 ano, perguntemos a um estudante que não passou de ano lectivo.
Ø Para conhecer o valor de 1 mês, perguntemos a uma mãe que deu à luz um bebé prematuro.
Ø Para conhecer o valor de 1 semana, perguntemos a um editor de um jornal semanal.
Ø Para conhecer o valor de 1 dia, perguntemos a um trabalhador contratado por um dia e que tem dez filhos para alimentar.
Ø Para conhecer o valor de 1 hora, perguntemos a um casal de namorados que esperam para se encontrar.
Ø Para conhecer o valor de 1 minuto, perguntemos a uma pessoa que perdeu o comboio, o autocarro ou o avião que o levaria a um lugar importante.
Ø Para conhecer o valor de 1 segundo perguntemos a uma pessoas que sobreviveu a um choque frontal numa colisão de carros.
Ø Para conhecer o valor de 1 milésimo de segundo, perguntemos a um atleta que ganhou “apenas” a medalha de prata, nos Jogos Olímpicos, por terminar em segundo lugar.

A importância das virtudes relacionadas com o tempo, como a prontidão e o sentido de oportunidade, variam de uma cultura para a outra.
Mas vivamos em que lugar for, algumas realidades sobre o tempo afecta-nos a todos. O tempo não pode ser poupado! Não podemos comprar tempo adicional. Cada um de nós tem apenas 24 horas num dia. Todos nós temos um tempo finito de dias para viver sobre esta Terra (“A duração de uma vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam aos oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos.” Salmo 90:10). Por esta razão façamos o que fizermos, gastemos o tempo da maneira que gastarmos deveríamos ter sempre em mente que precisamos de ser cuidadosos com o tempo que temos, porque uma vez perdido, o tempo não pode ser recuperado (“Remindo o tempo, porquanto os dias são maus. Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.” Efésios 5:16,17).
O Senhor Jesus foi O único que teve sempre o tempo controlado. Ele era Senhor do Seu tempo (“Disse-lhes pois Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.” João 7:6).
Nós não sabemos quando vai ser o nosso último ano, o nosso último mês, a nossa última semana, o nosso último dia, a nossa última hora, o nosso último minuto, o nosso último segundo, ou até o nosso último milésimo de segundo. Mas sabemos que, se estivermos preparados, seja em que altura for, iremos para a glória! (1Tessalonicenses 5:1-10).
Para conhecermos melhor o Valor do Tempo, precisamos de fazer a nós próprios uma pergunta: “Que tenho feito com Jesus?” Eu penso que esta é uma excelente pergunta, porque grande parte do que fazemos em cada dia, consiste em actividades que têm pouca ou nenhuma consequência eterna (“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da Terra. Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Colossenses 3:1-3).
A utilização mais produtiva do tempo que temos, requer mais atenção da nossa parte para as coisas de Deus e menos para as coisas do mundo (“Mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6:33).