terça-feira, 10 de abril de 2018

A GRANDEZA NO REINO (1)


 O Evangelho de Mateus estabeleceu claramente que o Reino que era esperado há séculos estava próximo, mas muitos mal-entendidos apareceram com respeito ao domínio de Deus, através de Cristo. Talvez não houvesse maior equívoco do que como ser grande no Reino de Deus. O Senhor Jesus, para preparar os Apóstolos enquanto Ele se aproximava do tempo dos conflitos públicos entre Ele e os líderes judeus sobre o Reino, ensinou diversas lições para corrigir tais pontos de vista errados sobre a grandeza. Ele tratou de três áreas de grandeza e ambição mundanas, problemas com os quais ainda lidamos hoje em dia.
- POSIÇÃO. Os líderes judeus estavam sempre a disputar uns com os outos para serem reconhecidos como os mais importantes. O Senhor Jesus solucionou o problema (Mateus 11:11). João Batista era o maior! Apesar de João Batista ser o percursor do Senhor Jesus, e mesmo nessa grande posição, ele não era tolerante para com os governantes, nem alguém dado a uma vida luxuosa. Ele humildemente servia, apontando Jesus aos perdidos.
Mas o menor no reino é maior do que ele.” Jesus não queria dizer que, no Reino de Deus, um homem que tivesse um valor moral inferior ficaria mais alto no favor de Deus do que João. Jesus estava realçando a grandeza do Reino. Se a multidão recebesse os ensinos, os milagres de Jesus, poderia gozar maiores privilégios do que João: cidadania no Reino! Homens como João abandonaram tudo, dedicando-se a preparar o caminho para Cristo; contudo, não tiveram a oportunidade de experimentar o que gozamos em Cristo. Em vez de lutar por posição, como os líderes judeus, os cidadãos do Reino devem sentir-se humildes e agradecidos pelo exaltado privilégio que Deus lhes proveu em Cristo.
- PODER. Os Apóstolos tinham disputado entre eles quem seria o maior dentre eles. O que provocou essa contenda? Pedro fez uma confissão e foi abençoado (Mateus 16:16-19). Seis dias mais tarde, o Senhor Jesus levou três Apóstolos ao monte e transfigurou-se diante deles (Mateus 17:1,2). Quando Jesus desceu do monte, soube que os outros que ficaram foram incapazes de expulsar um demónio (Mateus 17:17-21). Pedro ficou novamente no centro das atenções quando encontrou a moeda dentro do peixe (Mateus 17:24-27). Todos esses eventos combinados causaram alguns atritos entre eles.
         Os Apóstolos, então, conduziram a disputa ao ponto crucial, perguntando: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” (Mateus 18:1). Eles formularam a pergunta de maneira bastante geral para disfarçar os seus motivos reais, mas Jesus sabia tudo sobre as suas “brigas pessoais” e os expõe com uma pergunta: “Que estáveis vós discutindo pelo caminho?” (Marcos 9:33). Eles ficaram calados e envergonhados porque, no mesmo tempo em que o Senhor Jesus falava sobre a Sua morte, eles estavam discutindo sobre grandeza, como herdeiros disputando uma propriedade antes da morte do dono.
         Jesus sentou-se e chamou-os (Marcos 9:35). Os Apóstolos esperaram, ansiosamente, que Jesus nomeasse o maior entre eles. Pedro estava pronto para dar um passo em frente, e Tiago e João, por sua vez, estavam pensando que eles é que seriam os primeiros a ser chamados. Mas Jesus chamou uma criança e disse: “…se não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no Reino dos Céus.” (Mateus 18:3). Deve ter sacudido o orgulho deles! Mas se eles não se livrassem do seu orgulho, o problema já não era quem seria o maior, mas se eles entrariam no Reino!
         Muitos querem ser celebridades em vez de servos! São orgulhosos e querem poder. Mas para Deus dominar o nosso coração, precisamos de não reivindicar, não insistir em nenhum direito, não exigir nada, mas curvar-nos humildemente à vontade do Senhor e estarmos contentes em fazer isso.
-POSSES. Mais tarde outras crianças foram trazidas a Jesus e Ele disse: “…porque dos tais é o Reino dos Céus.” (Mateus 19:13,14). Os Apóstolos devem ter mais uma vez ficado chocados. O que eles achavam é que o Reino precisava era de pessoas ricas. Jesus, então, falou com um jovem que possuía muitas riquezas, bondade e até pureza (Marcos 10:17-22). Parecia que Deus estava governando a vida dele! Mas, Jesus conhecia o seu coração e disse-lhe que vendesse todas as suas propriedades e o dinheiro que viesse dai o desse aos pobres. Basicamente, o Senhor Jesus estava dizendo: “Confia plenamente em Mim e deixa tudo.” O acto externo evidenciaria uma mudança interna. O Senhor Jesus exigia um compromisso total, mas o jovem preferiu confiar nas riquezas (Marcos 10:24).
Conclusão: Para sermos grandes do Reino, precisamos de ser como o nosso Rei. Temos que eliminar a ambição e humilharmo-nos para servir

sábado, 17 de março de 2018

EDIFICAR A IGREJA


Edificar a Igreja com madeira, feno e palha (1Coríntios 3:14-17), é edificar com a nossa a nossa natureza carnal. Na verdadeira edificação da Igreja não entra nada natural. Como membros vivos da Igreja devemos participar na sua edificação. Contudo, não podemos permitir que a nossa natureza, nosso ser e nossos feitios, ou seja, tudo aquilo que pertence à velha natureza, sejam trazidos para a Igreja. Isso não é algo pequeno. Precisamos de ter um profundo sentimento de quão abominável e condenável isso é.
- Algumas pessoas têm um carácter muito forte e uma maneira muito própria de pensar. Outros, ao contrário, não são fortes. Eles nunca criticam ninguém e podem adaptar-se a todas as situações. Contudo, é extremamente difícil lidar com eles. Pessoas assim, extraordinariamente boas, são como borracha, que não podem ser quebradas. Nada parece tocá-la. Não importa como são tratadas, elas nunca perdem a calma.
- Na verdade essas pessoas são as mais naturais e perigosas para a edificação, pois devido à apreciação de todos, elas inconscientemente introduzem a sua natureza e o seu ser para dentro da Igreja. É muito difícil achar qualquer utilidade para a palha numa edificação, mas certos tipos de madeira podem ser úteis. Muitos são como esse tipo de madeira. Todavia, nem mesmo a madeira de uma humanidade naturalmente boa é útil para a edificação da Igreja do Senhor.
- É claro que aqueles que são rudes e inflexíveis por natureza também não são os materiais adequados para a edificação. Entre os coríntios havia coisas boas do ponto de vista humano como a sabedoria, a filosofia, e coisas ruins como ciúmes, contendas e invejas. É por isso que Paulo mostrou a eles primeiramente a necessidade de serem uma lavoura para crescer em vida, porque crescendo seriam transformados em materiais preciosos para a edificação.
- Edificar a Igreja com coisas naturais é destruir o santuário de Deus. Talvez nunca tenhamos percebido que ao trazermos a nossa natureza caída e os nossos actos, quer sejam bons ou ruins, para dentro da Igreja, estamos arruinando e corrompendo o santuário de Deus. Uma vez que o Templo de Deus, a Igreja, é santo, os materiais com que o edificamos também devem ser santos, correspondendo à natureza de Deus, à redenção de Cristo e à transformação do Espírito.

terça-feira, 13 de março de 2018

A IGREJA VERDADEIRA


- É a Igreja Bíblica
. Edificada, alimentada e dirigida pela Palavra de Deus (1Timóteo 4:6).
- É fiel e guarda a Palavra de Deus (Apocalipse 2:10,26).
- É expositora unicamente da mensagem bíblica (Isaías 21:10; Gálatas 1:8).
- É a Igreja Comprada com o Sangue de Jesus
. O mais alto preço pago por algo (Apocalipse 5:9).
. Ela foi resgatada para ser de Cristo (Romanos 5:9).
. Ela é santa porque foi purificada com o sangue de Jesus (Actos 20:28).
- É a Igreja que Louva e Adora
. O louvor é parte fundamental da Igreja Verdadeira (Salmo 146:2; 149:1).
. Que expressa gratidão e alegria (Salmo 149:2).
. Cada membro adora a Deus em espírito e em verdade (João 4:23,24).
- É a Igreja Cristocêntrica
. Cristo é o Único Cabeça (1Coríntios 11:3)
. Cristo é quem faz a obra em nós (Romanos 15:18)
. Cristo é que está edificando a Igreja e voltará para buscá-la (1Pedro 2:5).

sábado, 3 de março de 2018

O CARÁCTER DO CRISTÃO


O verdadeiro cristão salienta-se no meio da sociedade, corrompida e perversa, por possuir um carácter distinto. (Colossenses 3:8-17) Somos exortados a brilhar neste mundo. Para que isso aconteça, precisamos de desenvolver um carácter cristão. As pessoas nascem com o carácter formado. Quando nascem possuem um potencial, que em contacto com o meio em que vivem, vai desenvolver os aspectos que formarão o carácter. O lar, a escola, a Igreja e outros grupos são responsáveis pelo desenvolvimento do carácter.
-De que nos devemos Despojar (vs.8).
. Ira (Eclesiastes 7:9; 1Timóteo 2:8)
. Malícia (1Coríntios 14:20; Tito 3:3)
. Palavras torpes (1Samuel 3:19; Malaquias 3:16).
- Do que nos devemos Revestir
. Do novo homem (2Coríntios 5:17)
. Humildade (Mateus 5:3)
. Mansidão (Tiago 1:21; 3:13).
Conclusão: O carácter do crente salvo deve ser o carácter de Jesus Cristo Homem. É nossa obrigação seguir o exemplo de Jesus.

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