quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

QUESTÕES PARA O ANO NOVO

É muito mau tentar desempenhar um papel para o qual não fomos talhados. É como caminhar com sapatos que não nos servem.
Então, neste próximo ano perguntemos: "No que é que eu sou bom? O que mais gosto de fazer? Que realizações me fazem sentir melhor?" Façamos uma lista de momentos da nossa vida em que tivemos a plena consciência desta sensação. Será que isto revela alguma coisa acerca dos nossos objectivos? Se o dinheiro não foi uma das hipóteses o que queremos fazer para preencher os nossos dias? Como é que isso se relaciona com a forma como a nossa vida está agora? Que pequeno passo podemos dar neste preciso momento - uma chamada telefónica, uma carta, um e-mail - para fazer-nos chegar ao nosso verdadeiro objectivo? O que aprendemos sobre os nossos objectivos, com os nossos erros e falhanços? Quem se admira pela forma como temos aplicados os nossos talentos? De que forma nos identificamos com essas pessoas? O que podemos aprender com elas? Como descreveriamos a nossa visão, para a nossa vida este ano que está a chegar? Quem são as pessoas na nossa vida que realmente nos conhecem? Já lhes perguntámos o que é que eles pensam sobre os objectivos que deveríamos ter? Eles já nos deram indicações sobre a forma como pensam que deveríamos usar os nossos talentos? Se pudessemos escrever o nosso próprio obituário o que gostaríamos que dissesse? Como gostaríamos de ser recordados?
Enquanto não chegamos ao nosso destino final nesta vida, podemos sempre entrar na rota certa, com as ferramentas certas, fazendo as escolhas certas ao longo do caminho!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SEJA SÁBIO, TENHA PRIORIDADES!

A Bíblia diz: "Oxalá eles fossem sábios! Que isto entendessem, e atentassem para o seu fim! (Deuteronômio 32:29). Um dos desafios maiores da vida é pensar e fazer as coisas que realmente importam e trazem sucesso. Uma vida em que nada se passa, é uma vida que não está a avançar. Sabedoria significa ter a disciplina para dar prioridade e ter a capacidade de trabalhar em direcção a um objectivo. A questão não é "Será que a minha agenda está preenchida?", mas "Quem a preencherá?" Para saber as prioridades da sua vida tem de frequentemente parar e perguntar: "Senhor que queres que eu faça?"; "O que é que me é pedido e que mais ninguém pode fazer?"; "O que é que trará um maior retorno?" Deus não recompensa um esforço desperdiçado.
A história é contada por um faroleiro num rochedo de uma linha costeira que cada mês recebia uma nova provisão de petróleo para manter a luz a brilhar. Estando perto da costa tinha muitos visitantes. Uma mulher da aldeia precisava de algum petróleo para manter a sua família quente, um agricultor pedia algum para o seu tractor, um mecânico também precisava de algum. Todos os pedidos pareciam tão importantes que o faroleiro tentava aceder a todos. Antes do final do mês o petróleo tinha acabado e o farol apagou-se. Como resultado, vários navios naufragaram e perderam-se vidas. Quando as autoridades investigaram, o homem estava muito arrependido, mas já era tarde demais. Mas perante as suas desculpas e pedidos a resposta obtida foi: "Foi-lhe dado petróleo para um propósito: manter a luz a brilhar!"
Seja sábio, tenha prioridades!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

TEM PROCURADO?

É difícil imaginar circunstâncias mais humildes do que aquelas que rodearam o nascimento do Senhor Jesus. Max Lucado ilustra esta imagem: "O estábulo cheira mal, o chão é duro. Teias de aranha cobrem o tecto e um rato corre pelo chão. Maria olha para a face do seu filho. O seu Senhor. Sua Majestade. Neste momento, o ser humano que melhor compreende quem é Deus, e o que Ele está a fazer, é uma adolescente num estábulo mal-cheiroso. Ela lembra-se das palavras do anjo "O Seu reino será eterno". Majestade no meio da Terra. Santidade na imundície do estrume e do suor. A Divindade entrando no mundo no chão de um estábulo.

Este bebé já dominou o Universo. Os Seus mantos de eternidade foram trocados pelos trapos que o mantêm quente. O Seu trono dourado foi abandonado por um curral de ovelhas. Anjos adoradores substituídos por pastores. Entretanto, a cidade adormecida não tem consciência de que Deus visitou o seu planeta. O dono da hospedaria nunca acreditaria que tinha acabado de mandar Deus para o frio. E as pessoas zombariam de qualquer pessoa que lhes dissesse que o Messias descansava nos braços de uma adolescente na periferia da sua cidade.

Todos estavam demasiados ocupados para considerar a possibilidade. Mas aqueles que perderam a chegada de Sua Majestade naquela noite, perderam-na não por causa de actos de malícia ou de maldade, perderam-na porque não estavam a olhar para Ele!"

Pouco mudou em dois mil anos. a Bíblia diz: "Assim, também, Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação."

Este Natal olhe para Ele!

domingo, 20 de dezembro de 2009

A ESTRELA de NATAL

Alguma vez se perguntou porque razão homens cultos teriam deixado tudo para seguir uma estrela durante centenas de quilómetros? Não é o único. Tem havido muita especulação sobre a estrela. Pensemos no que ela representa:
1) Esperança (2Tessalonicenses 2:16). Esperança por toda a eternidade, que dádiva! Esta estrela não se limitou a guiar os homens sábios para o cumprimento das suas expectativas, aponta a cada um de nós a única esperança de Salavação: Jesus Cristo!
2) Alegria. A Bíblia diz que quando viram a estrela alegraram-se muito com grande alegria. Porquê? porque o Senhor Jesus é a fonte da alegria transcendente, o tipo de alegria que nos levanta sejam quais forem as circunstâncias e faz os outros pensar: "Seja o que for que tu tens, é disso que eu preciso!"
3)Direcção. A estrela uniu pastores e filósofos, ricos e pobres, intelectuais e pessoas que mal sabiam ler - à volta de Jesus - a resposta do Céu para o dilema da Terra. Reparemos que depois dos homens sábios adorarem o Menino e deixarem os tesouros aos Seus pés, a Bíblia diz que eles partiram para a sua terra por outro caminho (Mateus 2:12). Percebamos isto: é impossível conhecer o Senhor Jesus e voltar para casa igual! (2Coríntios 5:17). Então quando alguém lhe perguntar: "O que recebeste no Natal?" Sorria e diga:
a) Esperança que fica mais forte a cada dia.
b) Alegria maior do que qualquer ameaça ou circunstãncia.
c) Direcção para cada passo do caminho.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

VEMO-NOS NA IGREJA NO DOMINGO!

Que desculpa tem para faltar à Igreja? Antes de responder, leia "As 10 razões porque nunca tomo banho!"
(1) Obrigavam-me a tomar banho quando eu era pequeno.
(2) As pessoas que tomam banho são todas umas hipócritas, pensam que são mais limpinhas do que as outras.
(3) Há tantos tipos de gel duche diferentes; não consigo decidir-me.
(4) Eu costumava tomar banho, mas fartei-me disso e desisti.
(5) Só tomo banho em ocasiões especiais como o Natal e a Páscoa.
(6) Nenhum dos meus amigos toma banho.
(7) Hei-de começar a tomar banho, mas só quando for mais velho e estiver mais sujo.
(8) Não tenho tempo para tomar banho.
(9) A casa de banho é demasiado fria no Inverno e muito quente no verão.
(10) As pessoas que produzem o gel duche só querem fazer dinheiro!
Reconhece estes argumentos?
Referindo-se à Igreja, Paulo diz: "Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular." (1Coríntios 12:25,27).
Somos membros do corpo de Cristo, a Igreja, por isso precisamos de estar presentes nas celebrações!
Watchman Nee diz: "Não conseguimos servir o Senhor de forma eficaz sozinhos, e Ele não nos vai poupar no que toca a esta lição. Conduzir-nos-á a becos sem saída, permitindo que as portas se fechem e que batamos com a cabeça na parede até que aceitemos que precisamos tanto da ajuda do Corpo de Cristo como do socorro do próprio Deus."
Há verdades que só aprendemos na casa do Senhor. Na Igreja encontraremos a família espiritual à qual pertencemos, a fé pela qual regemos a nossa vida e o propósito que nos dá alento - servir a Cristo! Por isso, vemo-nos na Igreja no próximo domingo!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

PALAVRAS QUE NOS GUIAM

A Bíblia diz que a glória e beleza dos velhos é a sabedoria e a experiência, então tome atenção! Um homem idoso dá-nos palavras segundo as quais podemos viver:
"O tempo tem uma forma muito própria de o apanhar despercebido. Parece que ontem eu era jovem, acabado de casar, embarcando na minha nova vida. Para onde foram os anos? Sei que os vivi todos, e tenho "vislumbres" de como era naquela altura...as minhas esperanças e sonhos. Mas aqui está ele, o Inverno da minha vida. Como cheguei aqui rapidamente? Lembro-me de ver as pessoas mais velhas e pensar que o Inverno estava tão longe que nem eu conseguia vislumbrá-lo ou imaginá-lo. Mas cá estou eu! Os meus amigos estão reformados e com os cabelos cinzentos. Movem-se lentamente, vejo grandes mudanças. Lembro-me de quando eles eram jovens e vibrantes e agora somos os "velhotes" que nunca pensámos que seríamos. Cada dia sinto que tomar duche é um verdadeiro alvo e dormir a sesta já não é uma ameaça, mas sim uma obrigatoriedade, porque senão adormeço onde quer que me sente! Não estou preparado para as dores nem para a perda de força e capacidade para fazer coisas que desejava ter feito e não fiz. O Inverno está aqui e não tenho a certeza do tempo que irá durar. Seja o que for que gostava de conseguir na vida, faça-o hoje. Não o adie, porque nunca poderá ter a certeza se este não é o seu Inverno. Não há garantia de que verá todas as estações da vida, então diga tudo o que quer que aqueles que ama saibam e recordem. A sua vida é uma dádiva de Deus, a forma como vive é a sua dádiva para Ele e para as gerações vindouras."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

PULSEIRAS DO SEXO. ATENÇÃO PAIS e PROFESSORES


À primeira vista, uma colorida pulseira de plástico nos pulsos de crianças parece inocente.Mas na realidade elas são um código para as suas experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até ao sexo propriamente dito. Poderia confundir-se com mais uma daquelas modas que pega, uma vez que é usado por milhares em várias escolas primárias e preparatórias no Reino Unido e custam apenas uns centavos em qualquer banca ao virar da esquina. Mas as diferentes cores das ditas pulseiras de plástico – preto, azul, vermelho, cor-de-rosa, roxo, laranja, amarelo, verde e dourado – mostra até que ponto os jovens estão dispostos a ir, se proporcionar, desde dar um beijo até fazer sexo. Andam uns atrás dos outros nos recreios das escolas, na tentativa de rebentar uma das pulseiras. Quem a usa terá de “oferecer” o acto físico a que corresponde à cor. É o “último grito” do comportamento promíscuo que sugere, cada vez mais, que a inocência da infância pertence a um passado distante.Quase tão chocante como as “festas arco-íris” – encontros com muito álcool e droga à mistura, em que as meninas usam batons de cores diferentes para deixar a “marca” nos rapazes após o sexo oral -, as “pulseiras do sexo”, que custam apenas um euro (um pacote com várias), têm um custo maior que foge ao alcance de muitos pais.
Significado das cores:
Amarela – é a melhor porque significa dar um abraço no rapaz;
Laranja – significa uma “dentadinha do amor”;
Roxa – já dá direito a um beijo com língua;
Cor-de-rosa – a menina tem de lhe mostrar o peito;
Vermelha – tem de lhe fazer uma lap dance;
Azul – fazer sexo oral praticado pela menina;
Verde– são as dos chupões no pescoço;
Preta – significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira;
Dourada – fazer todos citados acima;
Símbolo de respeito como quase em tudo nestas idades, existe um estigma por detrás das pulseiras: quem não as usar é excluído e quem usar as cores preto e dourado é mais respeitado. “No meu grupo da escola, a líder – que serve de exemplo para todos – só usa pulseiras pretas e douradas. Todos os rapazes da minha turma usam pretas e se uma rapariga também usa, eles gostam todos dela”, conta uma criança de 12 anos.
Shannel Johnson, de 32 anos, descobriu através da filha, de oito, o significado das pulseiras e admitiu ao The Sun que nunca suspeitaria do código subjacente. Quando a filha Harleigh lhe disse que se alguma rebentasse, tinha de fazer um “bébe com um rapaz”, Shannel teve uma conversa com a filha, chamando-a à realidade.Esta mãe, preocupada, começou a pesquisar na Internet e descobriu sites onde se vendiam as pulseiras, grupos no Facebook e fóruns de menores a discutir quem usava que cores. Enquanto alguns pais já confiscaram as pulseiras, muitos continuam na ignorância do significado destes acessórios aparentemente da moda.

domingo, 6 de dezembro de 2009

PRESTANDO ATENÇÃO AOS SINAIS!

Os sinais de esgotamento incluem: raiva, irritação, hábitos compulsivos, desilusão, decisões irreflectidas, baixa moral e depressão. Podem também incluir falhas morais, pois quando a sede não é saciada da forma certa, procura alívio noutras fontes.
Não é estranho que pessoas capazes de gerir grandes empresas e desenvolver orçamentos complexos, não tenham o bom senso de perceber que precisam de um intervalo ou não saibam usar os seus recursos sem os esgotar?
Se formos inteligentes, não vamos só marcar na nossa agenda os nossos compromissos, mas vamos também marcar os momentos para relaxar.
Um tempo de descanso bem programado restaura a nossa energia para que possa funcionar com todas as suas capacidades por inteiro. Por outro lado, ser puxado para muitas direcções pode sugar-nos toda a nossa alegria e levar-nos a dar menos do que o nosso melhor!
Porque é que estamos sempre a auto destruir-nos? Será que não estamos conscientes da necessidade de descanso da nossa alma ou dos preocupantes sinais de esgotamento? Somos como o condutor que está tão preocupado com o sítio para onde tem de ir, e com a forma mais rápida de lá chegar, que nem se apercebe de que o motor está a fazer um barulho estranho, que os pneus estão em baixo e que o depósito está quase vazio. Depois, quando o carro avaria pergunta: "O que aconteceu?"
A resposta é: ele devia ter dado atenção aos sinais. E nós também!

sábado, 5 de dezembro de 2009

CONSTRUAMOS A NOSSA FÉ!

O escudo de um soldado romano protegia-o da cabeça aos pés. Era feito de ferro, forrado com grossas camadas de tecido, e mergulhava-se em água antes de ir para a batalha. Desta forma, as setas flamejantes do inimigo apagavam-se ao seu contacto. Percebemos assim melhor o que Paulo quer dizer ao afirmar: "Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do inimigo." (Efésios 6:16).
Satanás não pode penetrar num coração puro. Foi por isso que o Senhor Jesus disse a Pedro: "...Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça." (Lucas 22:32). É a nossa fé que está a ser atacada; é a nossa fé que precisa de ser alimentada e nutrida. É a nossa fé que nos sustém nas batalhas da vida! O Senhor Jesus disse: "Tende fé em Deus." (Marcos 11:22). Repare, Ele não disse "Tende fé em algo maior." Não, Ele disse "Tende fé em Deus."
Se hoje estamos a ser atacados, clamemos pela Sua promessa (Isaías 40:29-31). Deus dá a cada um de nós a "medida da fé" (Romanos 12:3). Mas Judas diz que devemos desenvolvê-la (Judas vs.20).
A fé que está a ser atacada é uma fé que está a ser construída. É nas batalhas da vida que descobrimos se alimentámos ou negligenciámos a fé!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

HONRADOS, MAS NÃO EXALTADOS!

Quando Deus nos chama para fazer algo, significa que fomos chamados para um nível mais alto de responsabilidade (Lucas 12:48). Mas é aqui que, por vezes, nos enganamos.
Pensamos que aqueles que são chamados são diferentes dos outros. Errado! Só porque alguém ora poderosamente e administra o trabalho do Senhor habilmente, não quer dizer que não tenha lutas em algumas áreas. As suas lutas parecem invisíveis, mas ainda assim são reais. Temos de ter cuidado ao fazer a distinção entre o tesouro e o vaso de barro (2Coríntios 4:7)!
Se você é um líder, nunca permita que os outros esperem que seja o tesouro. Controle o seu ego! Paulo diz "temos este tesouro", não disse que somos o tesouro!
Sejamos realistas. Deus usa as pessoas que nós não usaríamos, como Raabe. Mas quando ela colocou a sua fé em Deus, Ele usou-a para vencer a batalha em Jericó e depois incluiu-a na família de Cristo. E, se pensarmos em Jefté, filho de uma mãe solteira, rejeitado pela família, que viveu numa gruta com o seu gang privado de mercenários? Deus usou-o para livrar Israel e para se tornar o juiz mais jovem da nação. A graça não é fantástica?
Deus é especialista em restaurar vasos de barro partidos. Ele pega em coisas que não são produtivas - casamentos que não funcionam, pessoas com problemas, etc - e ensina-os a ser vitoriosos e úteis aos Seu serviço.
Saber isto dá-nos força e tenacidade de que precisamos para enfrentar seja o que for que apareça na nossa vida, pois sabemos que quando Deus coloca o Seu tesouro dentro de nós, Ele estima-o, protege-o e fá-lo prosperar!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O NOSSO TEMPO A SÓS COM DEUS

Nenhum hábito é tão difícl de manter como nosso tempo a sós com Deus. Quando a pressão aumenta, qual é a primeira coisa que somos tentados a pôr de lado? Satanás sabe que se conseguir afastar-nos desse hábito já começou a ganhar a batalha, porque terá pouca oposição da nossa parte. Cristãos desviados dir-lhe-ão: "Tudo começou quando comecei a neglegenciar o meu tempo a sós com Deus."
"Mas então como ultrapassar este problema?", perguntamos nós.
(1) Façamos uma aliança com Deus. E levemo-a a sério (Eclesiastes 5:4,5).
(2) Vamos pôr esse tempo na nossa agenda. Reservemos tempo para nos encontrarmos com Deus, tal como agendamos uma consulta no médico, uma ida à piscina ou ao ginásio. Consegue imaginar um compromisso mais importante do que este? (3) Estejamos preparados para as desculpas e os ataques provenientes do diabo. Estar de sobreaviso é estar prevenido.
O Drº Robert G. Lee costumava dizer: "Se acordar uma manhã e não encarar o diabo de frente, é porque estamos os dois a caminhar na mesma direcção." (4) Deixemos a nossa Bíblia aberta, de véspera, na página que tencionamos ler de manhã. Quando acordarmos, isto vai servir-nos de lembrete para o nosso tempo a sós com Deus.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PRÍNCIPE da PAZ

Entre os vários nomes atribuídos ao Messias que os judeus esperavam, "Príncipe da Paz" era um dos mais formosos que ornariam a Sua fronte. Exactamente por corresponder àquilo que o nosso coração é mais grato, àquilo que toda a Humanidade mais deseja: A paz na sua vida, a tranquilidade nos lares.
Paz com Deus é o primeiro aspecto, o mais importante que nos era necessário. O homem, ao pecar, tornou-se inimigo de Deus (Romanos 5:10). A este homem não só faltava a paz exterior, mas principalmente a paz interior. E foi isto que Jesus veio fazer. Foi reconciliar-nos com Deus. A paz entre Deus e nós foi feita pela morte do Príncipe da Paz na cruz do Calvário.
Sem Deus não pode haver tranquilidade na nossa consciência. Sem Deus o homem não pode ter paz interior. Há um vazio, uma ansiedade permanente na nossa alma. Milhões buscam paz através de muitos meios, mas em vez de paz as suas vidas são mais um tormento. Mas o Príncipe da Paz veio trazer paz ao nosso espírito. Ele dá-nos o Seu perdão. A expressão "...perdoados te são os teus pecados..." é a expressão que Ele continua a dirigir a todos aqueles que se dirigem a Ele. Quando a tua alma sentir este perdão terá tranquilidade, porque terá paz com Deus.
Para merecer o título de "Príncipe da Paz", Jesus tinha que trazer-nos a paz em toda a sua grandeza, em todos os seus aspectos. Aquele que é salvo por Jesus passa a ter um ideal, o ideia da paz, em todo o seu significado. Cada discípulo do Senhor Jesus é um pacificador. Aquele que antes só trazia "guerra" onde passava, agora manifesta paz na sociedade onde vive, porque Jesus O Príncipe da Paz veio à sua vida!
Príncipe da Paz. Não há outro! Não há paralelo entre Ele e os homens. A Sua paz é diferente: Espiritual, segura e eterna. Esta paz visa a alma, e é de tal modo segura que ninguém no-la pode tirar, porque nenhum poder nos pode separar do amor de Cristo (Romanos 8:39).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

APRENDENDO A ESPERAR

Todos queremos a benção de Deus; o problema é que, por vezes, não queremos sujeitar-nos ao Seu tempo! Esperar significa confiar que Deus sabe o que está fazer, mesmo quando não o partilha connosco.
Talvez sejas solteiro e anseias por intimidade. É compreensível. Vivemos numa sociedade que assume ser normal estar acompanhado e não sozinho, pelo que sentes a dor desse estigma. Talvez haja um relacionamento potencial à tua espera, mas sabes que não agradaria a Deus. No teu coração, sabes que não é de facto a pessoa certa, porque não partilha os teus valores, os teus alvos ou o teu compromisso com Deus. Talvez estejas a ser pressionado para te envolveres sexualmente, apesar de ainda não serem casados. Provar ou experimentar o produto antes de comprar poderá ser a norma do mundo, mas sabes que não é a de Deus. Contudo, és tentado a pensar: "Estou à espera há demasiado tempo. Estou cansado de esperar. Vou procurar toda a satisfação e preocupar-me depois com as consequências."
Encontras-te numa situação perigosa! É melhor querer o que não tens do que ter o que não queres. Não vás por aí! Em vez disso, ora: "Senhor, não quero envolver-me em qualquer relação que sei que Te desonra, que me prejudica e que traz dor à vida dos outros. Disseste que os planos que tens para mim são bons, pelo que, mesmo que por vezes sinta que ninguém percebe como tudo isso é duro, vou confiar em Ti e esperar."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DOIS TIPOS DE DADORES

Há dois tipos de dadores: Os que dão do que lhes sobra e os que dão mais, a transbordar. Os do primeiro grupo não são necessariamente forretas, apenas se guiam por diferentes princípios. Vêem-se como responsáveis por satisfazer as suas necessidades pessoais, pelo que, para a obra de Deus, vai o que lhes resta. O problema em dar as sobras é que a nossa generosidade pode nunca exceder a nossa capacidade de satisfazer as nossas necessidades pessoais. No momento em que enfrentamos a incerteza financeira, a generosidade sofre um revés. Deus diz que devemos "...dar com alegria." Mas se o nosso coração estiver ocupado apenas em satisfazer as nossas necessidades pessoais, como podemos responder ao apelo de Deus para sermos generosos?
Por outro lado, os que dão a "transbordar" compreendem que Deus possui e controla tudo, pelo que se sentem livres de investir primeiro nos interesses de Deus e depois nos seus. Os dadores das sobras lutam sempre por entrar nesta área. Ouviram as pregações, leram os versículos e ouviram os testemunhos. Mas têm família para sustentar, uma reforma para financiar, pelo que se retraem, receosos de não poderem satisfazer todas as suas responsabilidades financeiras e dar também para a obra de Deus.
O medo tem o poder de fazer com que actuemos contrariamente às nossas crenças. Em essência, o medo torna-nos irracionais. Não é racional confiar em Deus com as nossas finanças, uma vez que elas Lhe pertençem por inteiro? Não é racional confiar a Deus algo que de algum modo ultrapassa o nosso próprio controlo? Não é irracional confiar a Deus o nosso destino eterno e rejeitar o Seu convite para ser O nosso parceiro financeiro?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

GRAÇA CONTÍNUA

No princípio da Igreja os crentes praticarm o ter todas as coisas em comum (Actos 2:44,45). Essa prática depressa acabou, pois os problemas começaram a surgir e não muito tempo depois daquela vida em comum, essa prática terminou.
Quando chegamos às Epístolas de Paulo, vemos que a vida cristã adequada não é uma vida em comum, mas um viver de contínuo ofertar motivado pela graça. Sim, precisamos da graça para vencer a usurpação das possessões materiais. Dar continuamente é mais difícil e requer mais graça do que vender todas as nossas coisas e ter tudo em comum com os irmãos. É por isso que na primeira Epístola aos Coríntios no capítulo 16, Paulo diz que no primeiro dia da semana deviam pôr de lado uma certa quantia a fim de ofertar. Essa maneira de ofertar é contrária à nossa natureza caída e por isso requer mais graça, motivando-nos continuamente.
Ao falar sobre a questão de ofertas materiais, Paulo não era um angariador de fundos para uma obra. O que ele queria era incentivar os santos a participar de tão elevado ministério. Ter tal ministério, que vence "Mamon" e as possessões materiais para usá-las para o propósito de Deus, requer graça especial!

sábado, 14 de novembro de 2009

QUANDO DEUS NOS PÕE EM ESPERA

Quem costuma viajar de avião está familiarizado com o termo "espera". É quando o avião fica impossibilitado de aterrar ou levantar devido a vários factores, ficando à espera de autorização da torre de controlo para que possa continuar. Isso ocorre regularmente, e por isso os aviões precisam de ter combustível suficiente para estes casos, para que possam ou levantar ou aterrar em segurança.
A Bíblia diz: "Espera no Senhor, anima-te e Ele fortalecerá o teu coração; espera pois no Senhor." (Salmo 27:14). Quando Deus nos coloca em "espera", não se trata apenas de ter fé suficiente para receber as Suas promessas, trata-se também de ter uma condição espiritual suficiente para permanecer à espera até que algo aconteça. É por isso que precisamos de carregar "combustível espiritual" suficiente para lidar com os atrasos e esperar pela direcção de Deus.
A Bíblia refere-se ao Espírito Santo como um "vento impetuoso" (Actos 2:2). Depois de Deus ter feito Noé esperar tempo suficiente para realizar o Seu propósito, "Ele enviou um vento" (Génesis 8:1). Sempre que um vento sopra vindo da presença de Deus, não importa como, Ele sopra para longe todos os impedimentos e obstáculos, e prepara o terreno para que possamos seguir em frente. Ele derruba o espírito do medo que nos quer fazer desistir. Mesmo em tempo de frustração e espera, Deus ainda está a pensar em nós e a operar para o nosso bem. As Suas demoras não são recusas. Então, quando sentirmos uma brisa divina no nosso espírito, rejubilemos, pois é sinal de que Ele está a preparar-nos para "aterrar ou levantar" e que coisas boas estão para acontecer!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DE ONDE VEIO DEUS? O QUE ELE FAZIA ANTES DE CRIAR O UNIVERSO?

Estas perguntas pressupõem que tudo, inclusive Deus, está sujeito às limitações de tempo e espaço, como está o homem; que não há nada fora do tempo e espaço, pressuposição que a comunidade científica tem questionado e virtualmente descartado, a partir da teoria da relatividade de Albert Einstein.
Einstein demonstrou que o tempo pode ser realmente alterado, diminuído, acelerado, quando objectos começam a se mover a uma velocidade extremamente alta. Isto sugere que o conceito comum de que todas as coisas se originam e operam dentro do contexto de um tempo e espaço fixados, que nada existe fora do tempo e do espaço, não é obrigatoriamente correcto.
Embora tal declaração não seja totalmente compreensível, ela nos ajuda a aceitar os ensinamentos bíblicos sobre a existência de Deus fora do tempo e do espaço como sabemos (Salmo 90:4; Colossenses 1:17; 2Pedro 3:8).
Para aceitarmos que Deus existe fora da estrutura do tempo e do espaço como a conhecemos, temos de admitir algumas perguntas como, de onde Ele veio; e o que conhecemos como Universo torna-se inteiramente sem sentido.
Essas perguntas podem ser legítimas se Deus fosse sujeito ao tempo e ao espaço, o que Ele não é. A Bíblia ensina que Deus não é amarrado pelo tempo ou espaço, e que Ele não escolheu revelar-nos (do nosso ponto de vista) tudo o que aconteceu antes de criar o Universo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

PERSEVERE

Quando perseveramos paramos porque terminámos e não por cansaço. Robert Strauss escreveu: "O sucesso é como lutar com um gorila de 100 quilos. Não desistimos quando nós estamos cansados, mas sim quando o gorila está cansado." Quando estamos despertos, entusiasmados e enérgicos, dedicamo-nos a uma tarefa com afinco. Só quando nos começamos a cansar é que precisamos de perseverança. Paulo reconheceu isto (Gálatas 6:9). A fadiga e o desencorajamento não são motivo para desistirmos, mas sim para nos aproximarmos mais de Deus, demonstrarmos carácter e continuarmos em frente. Às vezes não nos apercebemos do custo do sucesso e enfrentamos os desafios com um interesse vago; mas Deus quer um compromisso total!
A preseverança não exige mais do que temos, mas sim, tudo o que temos. Frank Tyger disse: "Cada vitória resulta de inúmeras tentativas." Mas a perseverança é mais do que tentar ou trabalhar arduamente. Trata-se de um investimento. É a disponibilidade para nos ligarmos emocionalmente, intelectual, física e espiritualmente a uma ideia, propósito ou tarefa até a completarmos.
A perseverança exige muito; mas também há boas notícias: Tudo o que damos é um investimento com retorno pessoal. Cada vez que agimos correctamente, buscando a Deus, trabalhando com afinco, tratando os outros com respeito, aprendendo e crescendo, investimos em nós mesmos. Fazer isto a cada dia requer perseverança, mas a vitória é garantida pelo Senhor Jesus. Alguém disse: "Os sonhos só se tornam realidade quando são acompanhados pelo nosso compromisso."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

QUANDO DEUS NOS PÕE EM ESPERA

A Bíblia diz que tudo tem o seu tempo determinado (Eclesiastes 3:1). Então, não importa o quanto possamos orar, pois não conseguiremos impedir as mudanças na nossa vida. Há algumas situações que não são para nós mudarmos, são apenas para que possamos sobreviver a elas! O Apóstolo Paulo chama a esses tempos de "...leve e momentânea tribulação..." (2Coríntios 4:17). Quando não podemos mudar as circunstâncias, devemos aprender como crescer através delas. No inverno, as árvores aproveitam a estação para refazerem as suas forças e preparem-se para serem frutíferas na próxima estação. A sua seiva corre por baixo da terra. Então, na primavera ela faz o seu percurso de volta na forma de um novo crescimento. Olhando para a nossa vida em retrospectiva, descobriremos que as nossas realizações foram sazonais. Após o crescimento vem a luta, e vice-versa. Cada estação tem o seu propósito. Deus tem uma razão para não querer que sejamos produtivos o tempo todo. Quando Ele permite que os ventos do inverno soprem sobre a nossa vida, está a preparar-nos para a primavera vindoura. Uma das coisas que vamos nos deparar no tempo da espera é a ansiedade em apressar-nos, tomando por vezes decisões permanentes com base em circunstâncias temporárias. Não façamos isso! Nem toda a situação requer acção imediata. Lembremo-nos que a paciência vem da confiança, e não podemos confiar num Deus que não conhecemos. É por isso que precisamos de dedicar mais tempo relacionando-nos com Ele através da leitura da Sua Palavra e da oração.

domingo, 1 de novembro de 2009

PEQUENAS SEMENTES, GRANDES COLHEITAS!

O Pastor Tony Evans escreveu: "Nasci e fui criado na cidade interior de Baltimore. Quando tinha cerca de dez anos, meus pais estavam à beira do divórcio. Mas então, um dia tudo mudou; alguém testemunhou de Cristo ao meu pai e ele aceitou o Senhor Jesus como Salvador pessoal. A partir daí o meu pai desenvolveu o hábito de levantar-se a meio da noite, para orar a Deus que salvasse a sua família. Isso durou algum tempo. Uma noite, a minha mãe desceu as escadas até à sala onde o meu pai estava a orar. Ela começou a chorar antes de chegar à sala. Quando o meu pai perguntou o que se passava, com lágrimas de angústia e um coração cheio de desespero, ela disse algo inesquecível: "Quanto mais te trato mal, melhor me tratas, portanto, seja o que for que tens, deve ser verdadeiro. Como posso ter isso também?" Naquela noite a minha mãe aceitou também o Senhor Jesus como Salvador. Não muito depois disso, meus pais levaram também os seus quatro filhos a Cristo. Eu era o mais velho. Fui salvo aos 11 anos, senti a chamada para o ministério a tempo inteiro quando entrei na adolescência, e fui totalmente dirigido para o ministério quando cheguei aos 18 anos."
Desde aquele dia, Tony Evans, com a ajuda do Senhor, levantou uma igreja em Forth Worth, Texas, prega diariamente para milhões de pessoas através da rádio, e todos os anos milhares de pessoas são salvas pelo Senhor através das suas mensagens!
André levou o seu irmão Pedro e apresentou-o a Jesus. E mais tarde Pedro levou multidões a Cristo. Mais qual foi a contribuição mais importante? Ambas! Então oremos, incentivemos, testemunhemos e estendamos a mão para ajudar conforme a direcção de Deus. Nuca se saberá que grande colheita a nossa pequena semente produzirá!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

UMA NOVA CRIATURA

Não conhecer os outros segundo a carne (2Coríntios 5:16) significa que não os conhecemos de acordo com a vida natural. Na vida adequada da igreja, não devemos considerar os irmãos conforme o homem exterior. Por exemplo, as pessoas podem ser conhecidas pela sua profissão, posição, talento e capacidade. Isso é comum no mundo. Mas na Igreja, ao contrário, devemos conhecer uns aos outros segundo o homem interior, segundo o espírito, isto é, na nova criação.
É por isso que, prosseguindo, o Apóstolo Paulo diz que se alguém está em Cristo é uma nova criatura. Ser uma nova criatura é ser uma pessoa regenerada com a vida de Deus. Uma pessoa que vive no homem exterior está na carne, na velha criação. Portanto, ela é velha. Mas aquele que vive para o Senhor, no homem interior, está na nova criação.
A diferença entre a velha e a nova criação é que na velha criação Deus não fora adicionado ao homem, mas na nova criação Ele mora dentro do Seu povo. Não importa quão bom ou inteligente alguém possa ser no seu homem exterior, isso é velha criação; está sem o elemento de Deus e não devemos reconhecer como bom aquilo que vem da velha criação, antes devemos rejeitá-la. Por estarmos em Cristo, as coisas velhas já passaram e somos uma nova criação!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MANTENHA O SEU SENSO DE HUMOR

Um das melhores formas de reduzir o stress é manter o sentido de humor. Não entrar em pânico, não reagir com exagero e não utilizar força desnecessária são algumas das coisas que precisamos de evitar para que as pessoas não fujam de nós. As pessoas felizes realizam muito mais do que aquelas que são "oh, tão sérias!"
A Bíblia diz que "O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos." (Provérbios 17:22).
No entanto, tenhamos em mente duas coisas no que diz respeito ao humor:
(1) Certifiquemo-nos de que o nosso humor não é à custa de outra pessoa. Procuremos evitar brincadeiras sobre coisas que podem ferir os outros. Graves problemas, penteados esquisitos por exemplo, podem fazer algumas pessoas rir, mas para outras isto não tem graça nenhuma. Ninguém gosta de ser alvo de brincadeiras que magoem o íntimo. É sempre sábio focalizar a brincadeira em nós mesmos; assim sabemos que não vamos ofender ninguém.
(2) Lembremo-nos de que tudo tem o momento certo (Eclesiastes 3:14). Se as pessoas não acreditam que nos interessamos por elas, o nosso humor só provocará uma resposta superficial e forçada. Cada relacionamento, cada caminho que cruzarmos, toda a conversa que tivermos, pode ser usada por Deus para cumprir os Seus propósitos. Seja no trabalho, em casa, ou no lazer, tenhamos sempre estas coisas em mente.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

COMO VAI A SUA VIDA DE ORAÇÃO?

A oração não é um monólogo onde somente uma pessoa fala; não é um ritual onde devemos dizer as coisas na ordem correcta; ou ainda uma tarefa rotineira a ser eliminada, como lavar os dentes antes de dormir. O Senhor Jesus rejeita este entendimento sobre a oração que se baseia no nosso "desempenho".
Encontre um lugar calmo e reservado, para que não seja tentado a fazer uma encenação diante de Deus. Apenas fique lá tão simples e sinceramente quanto puder. O foco mudará de si para Deus, e começará a sentir a Sua graça (Mateus 6:6).
Para muitos, a oração tem pouco a ver com as realidades da vida. Eles pensam nela como se fosse o Hino Nacional num jogo de futebol: uma bonita abertura, mas sem qualquer relação com o que acontece no campo logo a seguir. Outras pessoas tratam a oração como uma "pata de coelho" que esfregam quando as coisas ficam difíceis: "uma oração por dia mantém o diabo à distância."
Paulo escreveu: "Orai sem cessar." Isto não soa como algo que se deva fazer de vez em quando, ou um socorrro que dispara durante uma crise. Tente substituir a palavra respirar pela palavra orar: "respirar sem cessar." Parece uma boa idéia, não? Não respiramos somente quando sentimos vontade. Não decidimos "hoje não me apetece ter oxigénio", e paramos de respirar. Nem ficamos frustrados e dizemos: "Isto não me está a levar a lugar nenhum. Não vou fazer mais isto." Nós não fazemos isso! Pelo contrário, nós agarramo-nos à respiração como à própria vida. Então, assim como respirar é parte indispensável da nossa vida natural, a oração é parte indispensável da nossa vida espiritual. Sem ela, morremos espiritualmente!

sábado, 24 de outubro de 2009

QUEM TEMOS NÓS?

Edward Farrell disse: "Ouvir é raro. Há certas pessoas com quem sentimos que podemos falar porque elas têm uma capacidade profunda de ouvir, não somente as nossas palavras, mas de ouvir-nos como pessoas. Elas permitem que comuniquemos a um nível que nunca alcançámos antes. Elas capacitam-nos a sermos como nunca fomos antes."
Nunca nos conheceremos realmente a não ser que encontremos pessoas que possam nos ouvir, que possam capacitar-nos a emergir, a sair de nós mesmos, a descobrir quem somos. Não podemos descobrir-nos por nós próprios. Observe as palavras de Farrell: "há certas pessoas...que nos capacitam a sermos como nunca fomos antes." É dessas pessoas que mais precisamos.
Pense nestas perguntas: Quem o treina? Que pessoa mais velha, mais sábia e mais experiente fica nas laterais da sua vida a observar, tendo o resultado final em mente? Um treinador não corre a corrida pelo seu atleta. Na verdade, ele estabelece o padrão para a corrida e faz um julgamento do desempenho do atleta. Quem faz isto por si? Quem amplia a sua mente? Quem o faz recuar quando os outros expõem as várias facetas da sua ignorância; quem não o deixará safar-se com superficialidade espiritual e intelectual? Quem ouve os seus sonhos e os incentiva? Sonhos não são propostas intelectuais que precisam de ser provadas. Eles são o trabalho de visionários; são imprevisíveis, geralmente péssimos e ocasionalmente bons. Essas são as pessoas que, quando os outros riem e dizem que está a construir castelos no ar se lembram que "...Deus chama as coisas que não são como se já fossem" (Romanos 4:17). É dessas pessoas que precisamos!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

UMA DOSE DIÁRIA DA BÍBLIA

Os dois peregrinos a caminho de Esaús descobriram o poder das Escrituras naquele dia de páscoa. Eles estavam com o coração partido por causa da crucificação do Senhor Jesus. A Bíblia diz que eles estavam tristes (Lucas 24:17). Eles permitiram que a sua dor os cegasse para a presença do Senhor Jesus. Ele tinha ressuscitado dos mortos e embora eles ainda não O tivessem reconhecido, Ele tinha vindo para tirar a sua tristeza. Como faria Ele isto? "E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas Escrituras." (Lucas 24:27). O Senhor Jesus abriu os olhos deles usando as Escrituras (Velho Testamento), retirando o enorme peso que havia nos seus corações. Ele escolheu a única coisa que nunca falha: A Palavra de Deus! Isso faz a diferença? Para aqueles dois fez, sim: "...porventura não ardia em nós o nosso coração, quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?" (Lucas 24:32). Tentar viver uma vida cristã sem uma dose diária das Escrituras é como tentar fazer o carro funcionar com o depósito vazio ou trabalhar a semana inteira com o estômago vazio!
Steve Farrer escreveu: "Preciso que me lembrem daquilo que é verdadeiro. A Palavra de Deus dá-me essa dose de realidade. O meu encontro matinal com a Palavra de Deus dá-me essa perspectiva que não recebo do mundo. Preciso dos comentários de Deus sobre a minha vida quotidiana. Um cristão, nesta sociedade, está a nadar contra a corrente. Sem a nutrição constante da Palavra de Deus, ele logo se cansará e será arrastado pela força impetuosa da corrente."
Dediquemos todos os dias tempo à Bíblia!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A COROA da VIDA

A Bíblia tem muito a dizer sobre a brevidade da vida e a necessidade de nos prepararmos para a eternidade. Precisamos de ter presente do facto de que a morte está a aproximar-se rapidamente para todos nós, e que a Palavra de Deus tem muitos avisos sobre a necessidade de nos prepararmos para o encontro final com Deus. Os ricos com toda a sua riqueza não podem comprar a suspensão da sentença de morte que pende sobre todas as pessoas. O pobre não pode mendigar um dia extra de vida do "ceifeiro inflexível" que busca todo o homem do berço para a cova.
A Bíblia diz: ""Que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece." (Tiago 4:14). Até mesmo o cínico e o secular de vez em quando pensam profundamente sobre a vida e a eternidade. Estou convencido de que, se as pessoas pensassem mais sobre a morte, a eternidade e o julgamento, existiriam mais pessoas santas e uma maior percepção de Deus.
Muitos cristãos tentam não pensar na morte nem no dia em que todos os filhos de Deus vão estar diante de Deus, vão estar diante do tribunal de Cristo para dar contas de como passaram o seu tempo aqui na Terra.
Jó diz que os seus dias são mais rápidos do que a lançadeira do tecelão, que se move com a velocidade de um raio, quase invisível a olho nu. A Bíblia diz que esta é a cronologia da eternidade.
Mesmo que vivamos 70, 80 ou 90 anos, isto é um estalar de dedos comparado com a eternidade.
Coloque a mão sobre o seu coração e sinta-o bater. Ele está a dizer: "Rápido! Rápido! Rápido!"

terça-feira, 20 de outubro de 2009

UM CORAÇÃO DILATADO

Um sinal de ter uma vida amadurecida, é ter um coração dilatado (2Coríntios 6:11-13), capaz de acolher todas as pessoas, não importando a condição deles.
Deus quer dilatar o nosso coração. Isso não significa que Ele quer tornar-nos grandes pessoas, exteriormente falando. Há grandes pessoas aos olhos do mundo cujo coração é muito estreito. É preferível ser uma pessoa pequena na concepção dos outros e ter um coração grande, largo como um oceano, capaz de receber todos aqueles a quem Deus perdoa e acolhe.
Ter o coração dilatado requer crescimento e maturidade em vida. Todas as crianças são muito estreitas nas suas afeições e facilmente ofendidas por aqueles que as corrigem.
Se somos capazes de perdoar uma ofensa, isso é um sinal de que nos tornámos numa pessoa cujo coração é dilatado. Tanto na vida familiar como na vida da Igreja, provavelmente já fomos ofendidos muitas vezes. Mas será que ainda temos na memória o registo dessas ofensas? Precisamos de pedir ao Senhor graça para perdoar e esquecer todas as injúrias.
Ter um coração dilatado é também ser flexível com os outros, não tendo por medida o nosso próprio padrão. Há pessoas que são muito estritos e correctos, mas em geral, eles possuem um coração limitado. Frequentemente é preciso rogar-lhes a serem mais flexíveis, mais dilatados.
Sim, precisamos ser rigorosos e justos. Entretanto, isso deve ser aplicado primeiramente a nós mesmos. Para com as outras pessoas devemos ter um coração alargado, acolhedor. Se esse é o nosso agir, então Deus tem, de facto trabalhado em nós a fim de nos tornar capazes de reconciliar outros com Deus.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

GLORIANDO-SE NAS FRAQUEZAS

A maneira do Apóstolo é a maneira divina. O que ele escreveu no capítulo onze da segunda carta aos Coríntios corresponde ao viver do Senhor Jesus. Quando estava na Terra, o Senhor sofreu aflição. Embora fosse o Filho de Deus, a Sua vida não era de prosperidade ou bençãos exteriores. Aparentemente, o Senhor Jesus não era abençoado por Deus, pois não tinha onde repousar a cabeça, tinha de comer em casa dos amigos e não tinha meio de transporte próprio.
Quando na cruz, os judeus O ridicularizaram e diziam que, se Ele fosse Deus, Deus o livraria. Mas em vez de enviar anjos para resgatar o Seu Filho, Deus permitiu-Lhe morrer ali. Em princípio, a experiência de Paulo era a mesma. Ao escrever o capítulo onze, Paulo queria deixar claro, não apenas aos crentes em Coríntio, mas a todos os que crêem em cristo, por todos os séculos, qual é a maneira de Deus. A maneira de Deus é vista nos Apóstolos genuínos, nos servos verdadeiros da Nova Aliança, e não nos chamados "super-apóstolos". Os "super-apóstolos" podem ser prósperos e não ter necessidade de escapar num cesto, como aconteceu com Paulo (Actos 9:25; 1Coríntios 11:32), mas os verdadeiros crentes experimentam adversidade e sofrimento, porque o Senhor Jesus avisou para isso. Ainda mais, este tempo em que vivemos não é o tempo para prosperarmos economicamente. Antes, é o tempo para sofrermos pelo Corpo de Cristo.
Na cruz o Senhor Jesus sofreu pela nossa redenção. Seria uma blasfémia dizer que podemos participar de tais sofrimentos. Entretanto, devemos compartilhar os sofrimentos de Cristo pela edificação do Seu corpo, a Igreja. Isso significa que devemos seguir a Sua maneira, o Seu caminho, andar nas Suas pegadas e tomar a nossa cruz.

sábado, 17 de outubro de 2009

UMA VIDA FRUTÍFERA

O capítulo sete da segunda epístola de Paulo aos Coríntios é o quadro de uma pessoa, Paulo, em cujo coração havia uma genuína preocupação pelos outros. Isso tornou o seu ministério frutífero. Se temos habilidade para realizar uma obra, mas nos falta esse profundo interesse pelas pessoas, a nossa obra será infrutífera. O que é necessário para haver uma boa vida familiar, com bons filhos, e também uma boa vida na Igreja, é ter uma preocupação íntima com eles.
Ao pregarmos o Evangelho, tal atitude é até mais importante do que palavras ditas. Dennis McKendrick esteve diante de um grupo de incrédulos, chorando, sem nada conseguir dizer. Um grande número deles foi salvo. Eloquência, dons e sabedoria não podem tocar as pessoas tão profundamente como um genuíno interesse por elas.
Porque alguns cristãos são "santos", "espirituais" e "vitoriosos", mas são infrutíferos? Não é estranho que alguém possa ser espiritual sem ser frutífero? De acordo com a Bíblia, ser espiritual é com o propósito de ser frutífero. Em João, capítulo 15, o Senhor Jesus não nos encarrega de sermos espirituais, santos e vitoriosos, mas de dar fruto, até mesmo muito fruto!
No entanto, não é essa a realidade da maioria dos cristãos hoje. Muitos estão preocupados em adquirir conhecimentos e fazer boas pregações. Não há um interesse real pelas pessoas. Eles pregam, mas a sua preocupação, os seus motivos podem ser apenas expor os seus conhecimentos. O resultado disso é a morte. As pessoas são mortas não por palavras erradas, mas por palavras correctas.
Precisamos em nós da expressão de Deus, um ministrar de vida. Isso mostra que não apenas sabemos falar Dele, mas que O conhecemos de facto!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

UM HOMEM EM CRISTO

Um homem em Cristo tem uma característica particular: ele não oculta a sua fraqueza. Embora não fosse de facto grande a sua fraqueza, o Apóstolo Paulo ainda assim preferiu exibi-la (2Coríntios 12). Nesse respeito ele tomou o Senhor Jesus como padrão. O Senhor Jesus não era fraco, pelo contrário, Ele era muito poderoso. Entretanto, quando foi capturado e levado à cruz, Cristo parecia fraco. Ele não lutou. Ele não teve qualquer reacção. Aquela era a Sua demonstração de fraqueza. Paulo, como um homem em Cristo, era tal como Ele. Quando escreveu aos coríntios, relembrou-lhes as muitas maneiras pelas quais eles foram injustos com ele. Entretanto, Paulo nunca reagiu a eles. Ele sempre mostrou-lhes a sua fraqueza. O sinal de um homem em Cristo é a fraqueza. Isso é oposto ao nosso sentimento natural. Podemos considerar que o sinal de um homem em Cristo é seu poder e força. Parece que tal homem deve ser muito grande. No entanto, Paulo como um homem em Cristo, era, na verdade, tão pequeno.
Um verdadeiro homem em Cristo, ainda que, na maior parte das vezes, se encontre em situações com as quais ele é incapaz de lidar, ele não desespera, pois esse tipo de fraqueza proporciona um óptima oportunidade para a graça suficiente de Cristo. Se fôssemos fortes e perfeitos em tudo, não necessitaríamos da graça de Cristo. É por isso que "o poder se aperfeiçoa na fraqueza". Ao vermos isso, de boa vontade mais nos gloriaremos nas fraquezas, para que sobre nós repouse o poder de Cristo!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

FESTA

A Festa dos Pães Asmos era uma continuação da Festa da Páscoa (Êxodo 12:15-20). Essa Festa tinha um período de duração de sete dias. Em tipologia, os sete dias da Festa dos Pães Asmos representam toda a nossa vida cristã, desde o dia da nossa conversão até ao dia do arrebatamento. Quando fomos salvos desfrutámos a Festa da Páscoa. Mas agora por toda a nossa vida cristã devemos guardar essa "Festa dos Pães Asmos", não com o pecado da nossa velha natureza, o velho fermento (1Coríntios 5:7,8), mas com o pão asmo que é o Cristo da nossa nova natureza. Apenas Ele é o suprimento de vida cheio de sinceridade e verdade, absolutamente puro, sem mistura e cheio de realidade.
Em 1Coríntios, Paulo compara a história dos filhos de Israel com a nossa vida cristã hoje na Igreja. Ele diz "Cristo nossa Páscoa", trazendo algo da história dos filhos de Israel à nossa experiência actual.
Os filhos de Israel não viviam de maneira individualista, ao contrário, eles viviam, acampavam, viajavam e lutavam juntos. Essa vida corporativa tipifica a nossa vida na Igreja. Portanto, quando lemos a história dos filhos de Israel, devemos perceber que estamos lendo a nossa própria história. O que aconteceu a eles é um tipo da nossa experiência hoje. Eles comeram maná no deserto, nós também comemos o "Maná". Eles bebiam da água da vida, nós também bebemos da "Água Viva". Eles experimentaram a Páscoa, nós também temos a nossa "Páscoa", que é o próprio Cristo. Além do mais, após a Páscoa, eles guardavam a Festa dos Pães Asmos. Isso indica que também nós devemos guardar essa festa. O nosso viver na Igreja é uma festa de pães asmos. Por essa razão, qualquer fermento deve ser eliminado. Desde que Cristo, nosso "Pão Asmo", é sem fermento, se O festejarmos diariamente podemos ter uma vida da Igreja sem maldade, nem malícia, mas plena de sinceridade e verdade!

domingo, 11 de outubro de 2009

AMAR a DEUS e SER CONHECIDO por ELE

Amar a Deus é a base da nossa vida cristã. O conhecimento é como um vapor, que desaparece rapidamente. O amor de Deus, entretanto, é sólido e substancial; por isso ele pode ser a base que sustenta a nossa vida cristã.
"...mas se alguém ama a Deus esse é conhecido por Ele." (1Coríntios 8:2,3). É mais necessário para nós sermos conhecidos por Deus do que conhecermos a Deus. A expressão "conhecido por Ele." é muito significativa. Ser conhecido por Deus significa ser possuído por Ele. Aquele que é conhecido por Deus torna-se a possessão, o prazer e a satisfação de Deus. O nosso conhecimento meramente objectivo não agrada a Deus. Mas se amamos a Deus, nós O faremos feliz. Ele nos conhecerá, desfrutará e estará feliz connosco. Ele até mesmo encontra em nós a Sua satisfação. Tudo isso está implícito nas palavras "conhecido por Ele".
Dizer que Deus não conhece alguém significa que Ele não aprova a sua maneira. De acordo com Mateus 7:22,23 muitos dirão ao Senhor na Sua segunda vinda: "Senhor, Senhor! porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expulsamos demónios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?" E o Senhor responderá: "Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade." Como pode o Omnipotente e Omnipresente Senhor dizer que Ele não conhece alguém, quando Ele conhece tudo a nosso respeito? A razão é que a afirmação: "Nunca vos conheci?", significa "nunca aprovei a maneira como fizeram"
Portanto, ser conhecido por Deus implica que Ele nos aprova e desfruta de nós como um tesouro!

sábado, 10 de outubro de 2009

QUEM NOS JULGA É O SENHOR

Ser julgado é ser examinado, criticado. O Apóstolo Paulo considerava de pouca importância ser criticado pelos homens ou por um tribunal humano, nem a si mesmo ele julgava (1Coríntios 4:3).
Há aqui duas questões que precisamos de observar. Primeiro é que não deveríamos nos importar de sermos criticados ou julgados pelos outros. Muitos acham insuportável ser julgados ou criticados, demonstrando que para eles isso é uma grande coisa, e não algo pequeno como na experiência de Paulo.
A melhor maneira de evitar críticas é não fazer nada. Mas tão logo somos activos em cuidar da Igreja de Deus, devemos estar preparados para as críticas. Na verdade, ser julgado e criticado deve tornar-se algo até mesmo comum na nossa vida. Se nunca fomos criticados, é duvidoso que estejamos sendo fiéis ao chamamento do Senhor.
Em segundo lugar, precisamos de aprender com Paulo a não criticar ou examinar a nós mesmos no sentido de nos empenharmos na autocrítica. Isso não é uma prática saudável. Ao agirmos dessa maneira, podemos, podemos nos tornar muito desapontados com nós mesmos, sentindo-nos desqualificados, tentados a retrodecer.
Embora Paulo se sentisse certo, não se condiderava justificado. Sabendo que Aquele que nos examina é o Senhor, ele estava disposto a deixar a questão do julgamento com Ele.
Se nos importamos com a crítica dos outros ou se nos empenhamos na autocrítica, não seremos fiéis. Ao contrário, seremos políticos tentando evitar críticas a dim de nos sentirmos melhores. Preocupemo-nos apenas com o julgamento do Senhor. Assim seremos fiéis para com Ele.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

CONSTRANGIDOS PELO AMOR DO SENHOR

"A ciência incha, mas o amor edifica" (1Coríntios 8:1)
O amor é tão maravilhoso porque é prático. O amor edifica. Enquanto o conhecimento teórico se orgulha de saber o que deve ser feito, o amor faz o bem, esquecendo se sabe ou não. Por isso o amor edifica, enquanto o saber tenta descobrir.
O amor possui dois lados: A vida humana e a vida divina. A vida humana é a força prática do amor, e a vida divina, a sua base e origem. Sem todas as dificuldades da vida humana, não pode haver amor, porque o amor é prático. Se vemos alguém padecer necessidades e fechamos a ele o nosso coração, que amor será o nosso? Ninguém ama a Deus, a quem não vê, se não ama a seu irmão, a quem vê. Amar é chorar com os que choram, e alegrar-se com os que se alegram. É suprir os necessitados; é dar de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede e de vestir a quem tem frio; é visitar os que sofrem; é não cobrar de quem toma emprestado; é perdoar todas as injúrias; é amar ao próximo como a si mesmo. O conhecimento quer tudo: glória, honra, admiração. Conhecer é querer receber; amar é querer dar.
A Igreja, portanto, só é edificada com o amor, jamais com o conhecimento. É muito fácil ferir os irmãos com verdades ditas sem amor. Mas um só momento, uma só palavra falada com amor pode edificar um irmão para sempre. Quão divino é o amor! Deus é amor!
Precisamos de nos lembrar que a base do amor é a vida divina. O amor só é sólido porque tem as suas raízes profundamente implantadas na vida de Deus. Sem tal base, o amor viraria emocionalismo. A grande verdade da pregação cristã é que nós amamos, porque Ele nos amou primeiro!

CRISTO COMO GRAÇA

A maioria de nós possui um entendimento bastante superficial a respeito da graça. Muitos consideram que a graça é apenas um favor não merecido, algo dado a nós pelo Senhor gratuitamente tal como o perdão, a justificação, etc.
Cristo não veio apenas fazer algo por nós objectivamente, isto é, trazer coisas boas de Deus para nos dar de maneira gratuita.
O propósito da obra de Cristo é que Ele mesmo pudesse vir para dentro de nós a fim de podermos desfrutá-Lo como a nossa vida, o nosso suprimento de vida, a nossa força e O nosso tudo. Isso é graça!
Um bom exemplo de graça está no capítulo doze da 2ª epístola de Paulo aos Coríntios. Nos versículos 7 a 9, Paulo disse: "E, para que não me exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de satanás para me esbofetear, a fim de me não exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo."
Podemos pensar que se o espinho fosse tirado aquilo seria de facto uma graça. Mas não é isso que se passou. A graça que Paulo experimentou estava relacionada a um espinho na carne que o atribulava e o esbofeteava todo o tempo. O Senhor não queria tirar o espinho mas disse a Paulo que a Sua graça era suficiente. Se estivessemos no lugar de Paulo poderíamos ter argumentado: "Senhor, se a tua graça é suficiente, então, tem de ser suficiente para tirar o espinho." Entretanto, se o espinho fosse tirado, Paulo jamais poderia provar quão suficiente é essa graça. A graça aqui mencionada não é algo feito pelo Senhor. É simplesmente o próprio Senhor dentro de nós, sustentado e fortalecendo-nos para enfrentarmos os problemas e resolvermos as situações. Essa é a graça viva, uma graça real.
O pensamento divino é muito diferente do nosso. Nós esperamos que certas coisas possam ser realizadas pelo Senhor por meio da "Sua graça". Mas, por fim, nada é feito. Nada é realizado. Nosso ambiente e situação não mudam. Dizemos a nós mesmos que estamos absolutamente desapontados o suficiente. Precisamos estar ainda mais desiludidos até que aprendamos a depender da graça do Senhor.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

COMO POSSO ENCONTRAR DEUS?

Segundo a Bíblia são estes os 4 passos fundamentais:
1. Conhecer o plano de Deus para ti (João 10:10)
Deus ama-te e quer que tenhas paz e uma vida cheia de significado. Ele deseja que confies n'Ele.
2. Deves reconhecer que tens um problema (Isaías 53:6)
Todos temos voltado as costas a Deus e seguimos o nosso próprio caminho; o resultado é a separação de Deus. Por isso estás perdido e sem esperança.
3. Aceitar a solução de Deus (João 14:6)
Não solucionas o teu problema com mais moralidade, religião ou boas obras, pois nunca farás o suficiente para chegares a Deus. No entanto, Jesus Cristo, pela Sua morte na cruz, em teu lugar, apagou a tua enorme culpa para com Deus.
4. Confiar em Jesus Cristo como teu Salvador e Senhor (João 1:12)
Para seres uma pessoa perdoada e salva é preciso confiares em Jesus como teu Único e suficiente Salvador e Senhor.
CONCLUSÃO: O que é fundamental não é pertencer a uma determinada igreja ou fazer coisas religiosas, mas sim entregares a tua vida a Jesus Cristo, confiar n'Ele e segui-Lo no teu dia a dia até ao fim!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O ÚNICO FUNDAMENTO

Como o Cristo e o Filho do Deus vivo, o Senhor Jesus é o Único fundamento lançado por Deus para a edificação da Igreja. Ninguém pode lançar outro fundamento.

Embora o fundamento seja único e a grande maioria dos cristãos sabe disso, ao edificar sobre esse fundamento cada um de nós pode estar a usar diferentes materiais.

Todos os cristãos em Corinto haviam aceite Cristo como o único fundamento. Entretanto, ao edificar sobre esse fundamento alguns crentes estavam usando como "materiais" as práticas judaicas, e para os crentes gregos a sabedoria e a filosofia eram os seus "materiais". Eles não eram como os Apóstolos que edificaram com as suas experiências e o conhecimento que tinham de Cristo. A Bíblia ensina-nos a não edificar sobre a nossa experiência ou cultura, mas sim a edificarmos na medida da nossa experiência e conhecimento, com e de Cristo. Esse deve ser o "material" que devemos usar.

Ainda que não tenhamos intenção, é muito fácil tentar edificar a Igreja com algo natural ou a nossa própria cultura. Podemos estar edifcando a Igreja com costumes portugueses, brasileiros, outros com certos elementos da cultura japonesa, chinesa, alemã, inglesa, etc. Devemos atentar a isso. A Igreja deve ser edificada sobre Cristo como o único fundamento, e também com Cristo como os "materiais". Para isso é necessário ter um espírito vivo, cheio das riquezas Cristo. Quando contactamos outros dessa maneira, edificamos sobre Cristo e com Cristo!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

UM DESTINO GLORIOSO

Ao escrever aos Coríntios, o Apóstolo Paulo certamente sabia que os crentes em Corinto estavam longe de serem "perfeitos", tanto que ele mesmo qualificou-os como "crianças" em Cristo. Porque razão, então, ele diz que iria expor sabedoria entre os perfeitos? (1Coríntios 2:6) A intenção do Apóstolo Paulo era subjugar os coríntios que reputaram-se sábios a fim de mostrar que para Deus a sabedoria deles, na realidade, não era sabedoria, era tolice. A filosofia do mundo torna as pessoas tolas porque as leva a rejeitar Deus e negar Cristo. O que poderia ser mais tolice do que isso?
Dentro de Deus há algo que Paulo descreve como "sabedoria em mistério" (1:24). Essa sabedoria é Cristo, o centro da economia de Deus e a porção do nosso desfrute que foi preordenda desde a eternidade para a nossa glória.
Deus fez com que essa sabedoria misteriosa e oculta se tornasse o nosso destino. E tu sabes qual é o teu destino como cristão?
Sabemos que Cristo é o nosso Redentor, Salvador, Senhor, Mestre e até mesmo a nossa vida. Mas, provavelmente, nunca percebemos que Cristo é o nosso destino. Entretanto, esse facto maravilhoso está revelado em 1Coríntios 2:7.
Que destino temos! Esse destino, por fim nos levará para dentro da glória. Se virmos isso nos curvaremos diante do Senhor e O adoraremos oferecendo-Lhe louvores e acções de graças!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

UMA ADVERTÊNCIA

Edificar a Igreja com madeira, feno e palha é edificar com a nossa constituição natural, o nosso ser e os nossos actos. Essas coisas não têm parte na verdadeira edificação. Como membros vivos da Igreja devemos participar na sua edificação. Contudo, não podemos permitir que a nossa natureza, nosso ser e nossos feitos, enfim, tudo aquilo que pertence à velha criação, sejam trazidos para a Igreja. Isso não é algo pequeno. Precisamos de ter um profundo sentimento de quão abominável e condenável isso é.
Alguns têm um carácter muito forte e uma maneira peculiar de pensar. Outros, ao contrário, não são tão fortes. Eles nuncam criticam ninguém e podem adaptar-se a todas as situações. Contudo, é extremamente difícl lidar com eles. Pessoas assim, extraordinariamente boas, são como borracha, que não podem ser quebradas. Nada parece tocá-las. Não importa o quanto são tratadas, elas jamais perdem a calma.
Na verdade essas pessoas são as mais naturais e perigosas para a edificação, pois devido à apreciação de todas, elas insconscientemente introduzem a sua natureza e o seu ser para dentro da vida da Igreja. É muito difícl achar qualquer utilidade para a palha numa edificação, mas certos tipos de madeira podem ser úteis. Muitos crentes são como esse tipo de madeira. Todavia, nem mesmo a madeira de uma humanidade naturalmente boa é útil para a edificação da Igreja de Deus.
É claro que aqueles que são rudes e inflexíveis por natureza também não são os materiais adequados para a edificação.
Edificar a Igreja com coisas naturais é destruir o santuário de Deus. Talvez nunca tenhamos percebido que ao trazermos a nossa natureza caída, o nosso ser, e até mesmo os nossos actos, quer sejam bons ou ruins, para dentro da Igreja, estamos arruinando e corrompendo o santuário de Deus.
Uma vez que o templo de Deus é santo, os materiais e o empenho com o que o edificamos devem também ser santos, correspondendo à natureza de Deus, à redenção de Cristo e à transformação do Espírito.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CADA UM VEJA COMO EDIFICA

O edifício de Deus não é algo comum, é o santuário do Deus Santo, o templo no qual o Espírito Santo habita. Nós, os edificadores de tal templo santo, devemos ser cuidadosos para não edificar com materiais sem valor, tal como madeira, feno e palha, mas com ouro, prata e pedras preciosas (2Coríntios 3:10-13).
Madeira refere-se à nossa natureza, nossa constituição natural; feno diz respeito ao nosso ser, e palha aos nossos actos. Não devemos usar a nossa natureza, o nosso ser e os nossos actos para edificar a Igreja. Antes, devemos renunciar a todas essas coisas e rejeitá-las. Para uma edificação adequada necessitamos desfrutar e possuir a natureza de Deus o Pai, e a obra de redenção do Filho. Quando experimentamos o Pai e o Filho dessa maneira, estaremos no nosso espírito unidos ao Espírito de Deus. Espontaneamente o resultado será pedras preciosas. Se edificarmos com ouro, prata e pedras preciosas estaremos edificando com os materiais apropriados e em Cristo como o Único fundamento.
É comum vermos hoje os cristãos edificando com madeira, feno e palha. O resultado é que o Senhor não consegue ter a edificação adequada. Assim, não há como o Senhor voltar. Entretanto, um dia Ele voltará, e nesse dia os materiais preciosos serão, sem dúvida, em pequena quantidade. Mas haverá certamente uma grande quantidade de madeira e palha. Entre muitos dos cristãos hoje há uma abundância de coisas naturais, mas muito pouco de materiais condizentes com a edificação de Deus. Portanto, no tempo que o Senhor vier para testar a nossa obra, muitos sofrerão perda. Alguns entretanto, serão recompensados, pois edificaram com ouro, prata e pedras preciosas. Estes materiais preciosos são os produtos da nossa participação e desfrute de Cristo no nosso espírito, através do Espírito Santo!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MAS UMA COISA FAÇO...

Em Filipenses 3:12-14, o Apóstolo Paulo está nos dando a sua filosofia de vida. Ele está permitindo que descubramos o segredo da sua vida e nos dizendo o que o fez o tipo de pessoa que foi. Conta-nos como viveu a sua vida em relação ao passadp, presente e futuro. Quanto ao passado, havia um esquecimento sábio: "...esquecendo-me das coisas que atrás ficam..."; quanto ao futuro, uma antecipação sábia: "...avançando para as que estão diante de mim..."; e no presente uma concentração perseverante: "...mas uma coisa faço..." E estas coisas são as que fazem sucesso em qualquer campo do esforço humano.
Há duas verdades distintas, mas paralelas nas quais cada crente precisa de ser firmado: A soberania de Deus, incluindo o Seu propósito eterno na graça e a responsabilidade do homem envolvendo o arrependimento e a fé, e boas obras. Negar qualquer uma delas vai levar inevitavelmente à paralisia espiritual e morte dos crentes.
Paulo certamente tinha estas convicções e elas explicam a sua humildade diante de Deus e o seu trabalho incansável pela salvação das pessoas.
Deus tem um objectivo ou propósito na nossa conversão. Precisamos de descobrir este objectivo e fazer dele também o nosso. Este objectivo para Paulo foi a perfeição; um carácter como o de Cristo e que agrada a Deus (Colossenses 1:28). Ele começou uma boa obra em nós com o propósito de tornar-nos iguais a Seu Filho. Para Paulo esta não foi uma aquisição para se vangloriar, mas uma meta a ser alcançada. Ele diz que mesmo sem ter atingido a perfeição, estava prosseguindo: "...para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus..."
A providência de Deus na nossa vida deve contribuir para a perfeição. Para isto toda a disciplina da vida é posta em funcionamento. Para isto experimentam-se alegrias e tristezas. Para isto acendem-se esperanças, medos e amores. Para isto fomos redimidos. Para isto Cristo viveu, sofreu e morreu. Deus quer nos fazer iguais a Ele. Ver e aceitar isto dará nobreza às nossas vidas. Como toda a nossa estimativa dos acontecimentos seria diferente, se mantivéssemos diante de nós que o propósito de Deus não é simplesmente o de nos fazer felizes e alegres, mas sim nos fazer iguais a Cristo! (1Coríntios 11:1; 1Tessalonicenses 1:6).
Todas as experiências do salvo são para contribuir para a perfeição futura e glória eterna (Romanos 8:28). Algumas plantas precisam de congelar para produzirem sabor; do mesmo modo os salvos precisam de tristezas e problemas para produzir neles graças e virtudes cristãs (Romanos 5:3). Paulo ia prosseguindo na sua luta pela perfeição e concentrava-se numa única coisa: "Mas uma coisa faço..."
Todas as ocupações legítimas na vida são consistentes com este único objectivo. Se estivermos comprometidos com qualquer tipo de negócio inconsistente com a luta pela santidade, é melhor desistirmos dele!
Não é fácil prosseguir na vida cristã. Deve haver concentração de todos os nossos poderes. Deve haver mira e alvo na nossa vida. Se quisermos cavar um buraco, iremos usar um instrumento bem amolado, não um cego. A concentração de esforços, tendo como objectivo a santidade cristã dará mira e alvo à nossa vida. A palavra dominante é: "Mas uma coisa faço...".

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

COMUNHÃO COM CRISTO

Frequentemente compreendemos, como diz Isaías, que os nossos pecados fazem separação entre nós e o Senhor. Mas, se formos sinceros, reconheceremos também que, mesmo quando confessamos cabalmente todos os nossos pecados, por vezes ainda podemos sentir que alguma distância, alguma barreira permanece entre nós e a glória maravilhosa do Senhor.
Quando o Senhor Jesus esteve na Terra, Ele foi visto no véu da carne, de modo que os Seus discípulos contemplavam aquele Verbo da vida, pois a vida se manifestara e estava à exposição diante dos seus olhos e ao alcance das suas mãos. Contudo, nenhum deles compreendia ou conseguia penetrar o mistério daquele Verbo da vida.
Ora, quantas vezes somos assim, e ainda piores que os doze galileus! Não apenas os nossos pecados podem fazer separação entre nós e Aquele que é a sabedoria de Deus, a saber, a nossa justificação, santificação e redenção, como até mesmo a nossa visão turva ainda pode separar-nos do Senhor que contemplamos!
Saibamos, porém, que em Cristo "o véu é retirado". Quando confessamos cabalmente ao Senhor a nossa visão nebulosa, quando nos esvaziamos de toda a justiça própria, então vemo-Lo face a face com os olhos do nosso coração.
Nesta Dispensação, Cristo, no Espírito, Se oferece à nossa visão, ao nosso olhar directo sem nenhum véu, até mesmo sem o véu da carne conforme havia entre Ele e os Seus discípulos por cerca de trinta e três anos aqui na Terra. Não necessitamos mais de permanecer com véu algum, ou qualquer outro obstáculo entre nós e o Senhor. No Espírito Santo, a glória divina é completamente desvendada a nós.
A mais rica realidade é desfrutarmos que nada há entre nós e o Senhor!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

EMBAIXADORES de CRISTO

O Apóstolo Paulo era um embaixador de Cristo (2Coríntios 5:20). Um embaixador é alguém que representa a mais alta autoridade do seu país noutro país.

A mais alta autoridade do Universo é Deus, e Deus tem dado toda a autoridade no Céu e na Terra a Cristo (Mateus 28:18). Deus designou o Senhor Jesus Cristo para ser o Rei dos reis, e o Senhor dos senhores (Apocalipse 17:14). Hoje o Senhor Jesus é o Senhor de todos, a mais alta autoridade. Para essa mais alta autoridade, que ascendeu ao Céu depois de ressuscitar e está agora à direita do Pai, há a necessidade de alguns embaixadores estarem prontos a representá-Lo aqui na Terra. O ministério desse embaixadores não é uma questão que se resume apenas a ser um pregador ou um mestre, mas ser alguém que está outorgado com a autoridade celestial para representar a mais alta autoridade em todo o Universo.

Podemos pensar que isto é demais para nós. Talvez pensemos que somos vasos frágeis demais para tal grande função. Mas não importa o que somos, mas o que Ele é! A mais alta autoridade é Cristo e nós os seus representantes. Como tal somos seus embaixadores.

Como um embaixador de Cristo, Paulo percebia que o tudo que estava dentro dele, tudo o que ele era e tudo o que tinha em seu homem natural era mortal. Algo que é sujeito à morte é mortal. A nossa sabedoria é mortal; a nossa habilidade é mortal. Tudo o que podemos fazer, tudo o que somos e tudo o que temos, morrerá. É por isso que não deveríamos ter qualquer confiança no que somos. Temos de perceber que somos seres mortais, mas Deus tem trabalhado dentro de nós algo que é eterno, algo que nunca morrerá, algo que permanecerá para sempre. Porque temos recebido do Senhor Jesus e Ele vive em nós, possuímos a Sua divina imortalidade.

É essa vida que nos qualifica e nos equipa para sermos os embaixadores de Cristo. Uma pessoa não é qualificada a ser um embaixador de Cristo pelo poder, por dons ou por conhecimento, mas pela vida de Cristo dentro dela. Precisamos de esquecer acerca de nós mesmos, desistir de tudo o que podemos fazer e de tudo o que somos e colocar a nossa confiança nessa vida imortal que é o próprio Deus em Cristo. Então podemos representar Deus nesta Terra, falando Dele às pessoas e trazendo-as a serem reconciliadas com Ele.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

UM CORAÇÃO QUENTE

Christmas Evans evangelizou grandes região do País de Gales até se ver diante de um pregador eloquente e instruído, que chefiava uma seita herética na ilha de Anglesey. Na luta contra o erro dessa seita, Evans começou a esfriar espiritualmente. Passados alguns anos, o seu zelo e espírito de oração haviam desaparecido.

Foi quando Evans dispôs-se arduamente de novo a buscar preenchimento interior do Espírito Santo. Ele próprio relata, nos seus escritos, que não suportava mais aquela sensação de um coração frio ao orar, ao estudar e até mesmo ao pregar. Conforme Evans buscasse foi, então, sendo-lhe de novo concedida uma vida cheia do Espírito Santo. Em várias ocasiões, ele tornou a sentir o seu gelo interior sendo queimado e uma alegria borbulhante transbordando-lhe do coração.

Assim foi que o País de Gales se viu novamente submetido pela Palavra de Deus. Justamente a partir da ilha de Anglesey, um "terramoto" percorreu todo o país. Tal foi o âmbito da penetração da Palavra, que a morte de Evans, em 1838, verificou-se um evento de solenidade nacional, chorado de norte a sul do país.

O exemplo de Evans ensina-nos como qté mesmo os mais fervorosos estão sujeitos a um esfriamento espiritual. Por bem pouco podemos perder a plenitude do Espírito, depois a alegria exultante e, por fim, até o gosto pela Palavra de Deus e pelos cultos ao Senhor. Tudo depende de onde estão os nossos olhos. Quando eles repousam em Cristo como o nosso alvo fixo, a ser buscado com toda a diligência, por nada, nada deste mundo perdemos a unção. Quando eles se fixam sobre as palavras dos adversários, contudo, é o nosso fracasso, todo o nosso zelo se vai. Tudo depende da atenção diligente; buscar determinadamente as coisas lá do alto leva-nos a ser cheios do Espírito lá do alto

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ENCORAJADOS POR DEUS

Provavelmente, alguma vez já nos perguntámos porque temos tantos problemas na nossa vida. Temos problemas com o nosso cônjuge, com os nossos filhos, com o nosso trabalho e até com o nosso próprio corpo. Para sermos seguidores de Cristo, cheios das riquezas de Deus, é necessário trilharmos o caminho da cruz.

Na segunda carta aos Coríntios (1:1-4) o Apóstolo Paulo diz que nós consolamos aqueles que estão em aflição por meio da consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Se você nunca sofreu, nem foi encorajado por Deus, não será capaz de encorajar outros. As suas palavras de encorajamento serão vazias. Será como preencher um cheque de grande valor sem ter dinheiro no banco.

Sem sofrimento não há realidade, experiência, enfim, não há capital espiritual. Primeiro é necessário provarmos a cruz, pelo interesse do Senhor, e sermos consolados pelo próprio Senhor. Então teremos capital espiritual para encorajar os outros.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FEITOS JUSTIÇA de DEUS

O ministério da Nova Aliança é um ministério do Espírito e da justiça. Esse ministério dispensa o Espírito da vida para dentro dos salvos resultando num estado que se chama justiça. Antes de sermos salvos, estávamos numa condição que era totalmente condenada por Deus. Nada era correcto, e Deus não podia justificar a condição em que estávamos. Mas após termos sido salvos, fomos justificados por Deus.

Deus, no entanto, deseja mais do que simplesmente ter um povo justificado. Ele quer pessoas, que, aos Seus olhos, aos olhos do maligno, dos anjos e dos demõnios, sejam a própria justiça de Deus (1Coríntios 5:21). Estar justificado diante de Deus é uma coisa, ser feito a própria justiça de Deus é uma outra coisa. O primeiro é um estado exterior, não muda a nossa natureza; mas, para sermos feitos a justiça de Deus, implica numa transformação do nosso velho ser por meio de uma infusão do próprio Deus justo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A VIDA DA RENÚNCIA

Os cristãos actualmente ouvem muito pouco a respeito da vida de renúncia. Mas o que é que isto significa exactamente? A vida de renúncia é o acto de devolver ao Senhor Jesus a vida que Ele nos concedeu. É abandonar o controle, os direitos, o poder, a direcção, tudo o que fazemos ou dizemos. É entregar totalmente a nossa vida nas Suas mãos, para que Ele a conduza como quiser.

O próprio Senhor Jesus viveu uma vida de renúncia (João 6:38; 8.50). Ele nunca fez algo de vontade própria. Ele nunca deu um passo, nem disse uma palavra, sem ser instruído (João 8:28,29). A submissão total do Senhor Jesus é um exemplo de como todos nós deveríamos viver. Podemos dizer: "O Senhor Jesus era Deus na forma humana. A Sua vida estava entregue antes mesmo de vir à Terra." Mas a vida de renúncia não é imposta a ninguém, incluindo o Senhor Jesus.

Cristo veio ao mundo, não para viver como Deus, mas como ser humano igual a nós. Ele viveu a vida do mesmo modo que nós. E, como nós, tinha vontade própria. Ele optou por entregar esta vontade totalmente ao Pai (João 10:17,18).

Deus dá-nos a todos nós este mesmo direito: O privilégio de escolhermos uma vida de renúncia. Ninguém é obrigado a abrir mão da sua vida para Deus. O nosso Deus não nos faz sacrificar a nossa vontade, devolvendo-lhe a nossa vida. Ele nos oferece livremente uma "terra prometida", cheia de leite e mel, mas podemos optar por não entrar neste lugar de plenitude. A verdade é que podemos ter tanto de Cristo quanto quisermos. Podemos nos aprofundar nEle o quanto optarmos, vivendo plenamente segundo a Sua Palavra e direcção.

Se tomarmos o caminho da renúncia, da submissão completa, sofreremos mais do que o cristão mediano. Mas esse sofrimento poderá eventualmente ser um grande conforto para outros (2Coríntios 1:3-6). Paulo está falando de sofrimentos que são permitidos pelo Senhor. Ele permite estas dores nas nossas vidas para nos tornar testemunhas da Sua fidelidade, diante dos outros. Ele quer confirmar que é o "Deus de toda a consolação" (vs3). O objectivo do nosso sofrimento não é apenas nos levar a uma completa entrega à Sua vontade. Também é para "vossa (dos outros) consolação e salvação" (vs6). Resumindo: Os maiores ministérios de consolação são fruto dos nossos maiores sofrimentos.

Paulo não tinha outra ambição, outra força que o impulsionava na vida, do que esta: "Que possa ganhar a Cristo" (Filipenses 3:8).

Pelos padrões actuais de sucesso, Paulo foi um fracasso total. Ele não construiu nenhum templo. Ele não tinha uma organização por trás dele. E os métodos que ele usava eram desprezados por outros líderes. Na verdade, a mensagem que Paulo pregava ofendia muitos dos seus ouvintes. Até foi apedrejado por isso. O seu assunto: A cruz!

Esta é absolutamente a questão: Quando chegarmos juntos de Deus, não seremos julgados segundo os nossos ministérios, o que fizemos ou o número de convertidos pela nossa pregação. Haverá apenas uma medida para o sucesso neste dia: "Os nossos corações estavam totalmente entregues a Deus? Pusemos de lado as nossas próprias vontades, para aceitar as dEle? Sucumbimos à pressão dos outros e seguimos a multidão, ou buscámos apenas a Sua vontade para nos guiar?"

O mundo hoje poderia dizer a Paulo: "Estás no fim da vida. Não tens economias, nem investimentos. Tudo o que tens é uma muda de roupa." Eu sei qual seria a resposta de Paulo: "É verdade, mas ganhei a Cristo!"

Que os nossos corações possam ser também assim, enquanto buscamos a vida de renúncia.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A PRECIOSIDADE DE SE POSSUIR CRISTO

Mateus diz que o Senhor Jesus falou às multidões através de parábolas (Mateus 13:34,35).

Para vários cristãos de hoje em dia, as parábolas soam muito simples. Contudo, segundo o Senhor Jesus, cada parábola contém um incrível segredo. Há uma verdade relacionada ao reino de Deus que está oculta em todas as parábolas que o Senhor contou.

Mas penso em paticular em duas parábolas que o Senhor Jesus contou aos Seus discípulos. Na minha opinião, tais parábolas contêm algumas das verdades mais profundas das quais qualquer crente salvo pode apropriar-se.

Na verdade, a imagem desesperada destes dois homens, o que cava o chão e o negociante obstinado, deixa claro o significado que o Senhor quer trazer: Os segredos de Deus devem ser desejados mais do que tudo na vida!

A Bíblia afirma claramente que há segredos no Senhor (Provérbios 3:32). Tais segredos têm estado desconhecidos desde a fundação do mundo. Mas Mateus diz que estão embutidos ou enterrados nas parábolas do Senhor Jesus. Tais verdades ocultas têm poder para libertar verdadeiramente os cristãos.

Na parábola do semeador (Mateus 13:19-23), o Senhor Jesus adverte que nem todo aquele que O confessa prosseguirá na fé. Segundo a parábola, umas sementes (o evangelho) cairão sobre solo bom. Estas sementes formarão raiz, crescerão e produzirão frutos. Mas outras sementes cairão em solo pedregoso e secarão antes de formarem raízes. E outras sementes cairão sobre terreno cheio de espinhos e satanás rapidamente as roubará.

Foi por isso que o Senhor Jesus convocou uma sessão particular com o Seu círculo particular de desicípulos (Mateus 13:36). Ele quis abrir os olhos dos Seus seguidores para os significados mais profundos das parábolas. Ele sabia que eles necessitariam da verdade que os sustentaria durante os tempos mais difíceis.

Nessa reunião particular, Cristo falou de duas parábolas, uma sobre o tesouro no campo e a pérola de grande preço. Estas duas parábolas só têm três versículos da Bíblia. Contudo, embutidos nelas estão segredos do Senhor, os quais Ele disse que estavam ocultos desde a fundação do mundo (Mateus 13:35).

Eu pergunto: Quem está disposto a trabalhar arduamente para descobrir esses segredos? Quem esperará pacientemente que o Senhor lhes revele os Seus segredos? Quem se demorará com o Espírito Santo o tempo suficiente para se apropriar das Suas verdades doadoras de vida?

Estas duas parábolas, na minha opinião, tratam da Preciosidade de se possuir Cristo.

Muitos cristãos passam pela vida satisfeitos apenas com uma fé suficiente para prosseguir. Desejam apenas o suficiente do Senhor para chegar aos céus. Eles podem procurar algumas verdades práticas das parábolas, mas jamais acham a verdade produtora de vida, que está enterrada profundamente nelas. Em comparação, estas duas parábolas nos dizem que a preciosa verdade de Cristo é encontrada só por cristãos famintos e consagrados. Os que O seguem de todo o coração terão os olhos abertos totalmente aos segredos da vida abundante.

Na primeira parábola (Mateus 13:44) que tesouro é que aquele homem procura? É a incrível descoberta de que Cristo é tudo aquilo que ele necessita. O seu tesouro é saber que toda a alegria, toda a orientação e propósito, e em verdade as próprias riquezas dos céus , são dele em Jesus (2Coríntios 4:6,7). Não importa quais são as lutas e provações lançadas contra ele. Ele sabe que em Cristo lhe foram concedidos todos os recursos (1Coríntios 15:57). O Senhor Jesus é para ele tudo em todos os sentidos!

A segunda parábola fala de uma pérola de grande valor(Mateus 13:45,46). Sabemos que o Senhor Jesus é a pérola de grande valor. Ele é caríssimo, de valor incalculável, pois o negociante da parábola vende tudo para adquiri-la. Mas a pergunta que se pode fazer é: Quem era o proprietário original desta pérola de grande valor? E porque estaria querendo desfazer-se dela? Obviamente, a pérola pertencia ao Pai. Ele possuía Cristo. Em verdade, o Senhor Jesus é a posse mais valiosa e rica do Pai (1Pedro 2:4).

Só uma coisa levaria o Pai a abrir mão desta pérola de grande valor. Ele o fez por amor. Ele e o Filho haviam feito um acordo antes da criação do mundo. E, nesse acordo, o Pai concordou em se desfazer do Filho. Ele o deu como sacrifício, com o propósito de remir a Humanidade (João 3:16). O Apóstolo Pedro fala do alto preço dessa preciosa doacção (1Pedro 1:18). No entanto, quando os principais dos sacerdotes examinaram essa pérola, O avaliaram por meras trintas moedas de prata (Mateus 27:9). Pensemos nisto: O Deus do Universo havia tornado a Sua preciosa pérola acessível a todos. Contudo, tais homens colocaram pouco ou nenhum valor nEle. Alguns até o acharam de falso (João 6:42).

Deus deve sofrer hoje ao ver o quanto o Seu povo desvaloriza essa pérola sem preço. Para alguns, Cristo não é mais que uma peça de museu; Ele está colocado debaixo de um vidro, indisponível para ser tocado. As pessoas O visitam uma vez por semana para admirá-Lo ou louvá-Lo. Elas olham a Sua cruz e dizem: "Que beleza. Que glória". Mas nunca possuem a pérola. Não negociam com o proprietário, determinadas a possuírem-na a qualquer custo. Deus planeia que a Sua pérola seja achada!

Ainda estamos no processo de vender tudo o que temos. Ainda podemos dar ao Pai todo o nosso tempo, os nossos pensamentos, a nossa vontade, os meus planos, etc. Negoceio isso para comprar água viva, o pão da vida, o leite e o mel da alegria e da paz. E estou fazendo tudo isso sem dinheiro. O custo para mim é o amor, a minha confiança, a minha fé na Sua Palavra.

Abro mão dos meus trapos de imundícia da auto-suficiência e das boas obras; deixo de lado os meus sapatos velhos dos esforços; deixo para trás as noites sem sono nas ruas da dúvida e do medo. E em troca sou adoptado por um Rei!

É isso que acontece quando se busca a pérola. O Senhor oferece tudo o que Ele é. Ele traz paz, alegria, propósito, santidade. E se torna o nosso tudo: O nosso despertar, o nosso dormir, a nossa manhã, tarde e noite!

Então, quanto vale Ele para si?

HÁ TANTAS INTERPRETAÇÕES DA BÍBLIA, EM QUAL DEVO CRER?

Uma das queixas mais frequentes entre os que têm a Bíblia como o seu livro de referência é que cada um tem uma interpretação diferente da Bíblia. Pelo facto de muitos chegarem a diferentes conclusões quando lêem a Bíblia, supõe-se que não há meio de se chegar a um consenso. As pessoas apontam para as muitas denominações como um exemplo de que não pode haver unanimidade de interpretação entre os que crêem na Bíblia.

Essa idéia não leva certos factos em consideração. A grande maioria dos leitores da Bíblia não tem problema em concordar com os ensinamentos centrais da Bíblia. Mesmo os que não crêem ser a tradução verdadeira não têm dificuldade em perceber a sua mensagem central.

Em todos os ramos do Cristianismo, encontramos a mesma compreensão básica do que a Bíblia ensina. Normalmente aceitam os mesmos credos que afirmam verdades básicas, tais como: Deus fez o homem à Sua imagem, com liberdade de escolha, e que o homem escolheu revoltar-se contra Deus, introduzindo, assim, o pecado no mundo.

Deus, por causa do Seu eterno amor, fez-se homem na Pessoa do Senhor Jesus Cristo e morreu em nosso lugar, pagando a pena do pecado. A Humanidade, pode assim, ter o seu relacionamento com Deus restaurado, bastando para isso aceitar o Senhor Jesus como Único e Suficiente Salvador.

A mensagem da Bíblia é clara para aqueles que a lêem e procuram descobrir o seu significado. O problema surge quando as pessoas levam para a Bíblia os seus preconceitos e procuram adequar a Palavra às suas idéias preconceituosas. Isto não é falha da Bíblia, mas das pessoas que forçam a Bíblia a dizer tudo o que elas querem que ela diga.

Com relação às várias denominações é preciso acentuar que elas não se formam por causa de divergências sobre os ensinamentos centrais do Cristianismo. As diferenças são a resultante de uma variedade de factores incluindo culturais, étnicos e sociais. Comparadas de perto entre si, as diferenças doutrinárias nem sempre são o mais importante.

Algumas pessoas usam este argumento como desculpa para não crer em Jesus, mas este, como os demais, não prova ser válido. Muitas vezes a discórdia não está tanto na interpretação das Escrituras, mas na sua aplicação!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LENTES PARA OS OLHOS

Havia um estudante que sempre trocava a lição da escola, quando a lia sem óculos. Descuidado e desatento por natureza, o rapaz lia as palavras e letras trocadas pela falta das lentes, de modo que, quando a professora ia tomar-lhe a lição, recebia tudo confuso e fora de ordem.

O mesmo estudante, porém, quando se dava ao trabalho de pôr as lentes para ler, saía-se admiravelmente bem na hora da chamada oral. Tudo era uma questão de usar ou não os óculos.

Ora, alguém disse que as Escrituras são como lentes de excepcional precisão que Deus proveu a fim de corrigir a nossa visão defeituosa. A revelação que a natureza ministra e a razão natural apreende, embora importante, está sujeita a desvios por causa da fabilidade do nosso entendimento. Daí necessitarmos desesperadamente da correcção da Bíblia. Não é o caso de rejeitarmos o que com a razão natural podemos compreender, mas sim de o submetermos ao juízo retificador da Bíblia. Não precisamos de deitar fora os nossos olhos, mas pôr sobre eles lentes de precisão que corrijam as suas distorções.

Reconheçamos a grande verdade de que a nossa razão é fraquíssima e insuficiente; oremos para que o Espírito da verdade nos ilumine o entendimento e aproximemo-nos da Bíblia a cada dia, e então Deus nos revelará os tesouros da Sua Palavra.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

UM LIVRO INDISPENSÁVEL

Alguém disse: "A Bíblia tem sido a Carta Magna de Deus para os homens. A raça humana não está em condições de dispensá-la."

Impressão profunda e correcta! Eis realmente de todo um livro indispensável. Estatísticas feitas em grandes centros urbanos revelam que mais de noventa por cento das pessoas de hoje creem em Deus, e que a Bíblia é o livro mais lido por todos. Dois séculos de pregação materialista, de certo mesmo, apenas provaram uma coisa: Que a Bíblia é um livro de todo indispensável para as pessoas.

A frase acima citada, não é de um crente, mas de Thomas Huxley, o famoso cientista defensor do Darwinismo nos primórdios deste. Sem dúvida, um livro que até os seus opositores consideram indispensável e a Carta Magna de toda a Humanidade, é um repositório de maravilhosos tesouros, muito acima do que os seus opositores escreveram.

Talvez nem mesmo os cristãos avaliem adequadamente toda a importância da Bíblia. Abrir este livro é o início de toda a benção. Quanto mais o fazemos, e com quanto mais fervor o fazemos, mais e mais colhemos o presente supremo do próprio Deus. Talvez não haveria civilização hoje sem o amor à Bíblia. Mas o mais importante de tudo é que esse livro nos revela Deus mesmo. O maravilhoso da Bíblia é transmitir não só a letra do que revela, mas até mesmo o Espírito que a inspirou. Aproximar-se dela é ser cheio; lê-la é sentir uma plenitude borbulhando no interior. Conhecê-la de verdade não enche a nossa cabeça, mas a nossa alma de uma vida impressionante e sem igual!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A NOSSA FÉ VAI PASSAR PELO FOGO

INTRODUÇÃO

Satanás tem enviado um ataque poderoso na fé dos escolhidos. Isso se tornará mais quente e mais intenso nos últimos dias (1Timóteo 1:18,19; 1Pedro 1:6,7). Devemos lutar para manter a nossa fé. Não podemos ceder quando vier o ardente teste, ou isso nos levará certamente ao naufrágio.

1. FÉ NÃO É AUSÊNCIA DE AFLIÇÃO e SOFRIMENTO

Não é expressão de dúvida chorar ou ser esmagado por um problema. Nós negamos os nossos sentimentos, e tentamos apagar todos os pensamentos de aflição. Alguns cerram os dentes, respiram fundo e permanecem imóveis, imperturbáveis, e dizem com um sorriso: "O meu coração está tranquilo; eu creio; estou bem, está tudo bem, etc." Mas com o passar do tempo os seus corações os condenam, porque na realidade estão pesados e aflitos. Aflição e dúvida não são a mesma coisa. Dúvida é a crença ou o medo de que a aflição vencerá, que irá esmagar e destruir, que a provação o derrubará.

Fé é o meio pelo qual nos livramos da aflição. É a firme crença de que o "tempo" de pesar ou da tentação não nos irá ferir. A fé descansa na promessa de que Deus dará o escape.

A aflição pode cair subitamente sobre nós na forma de imprevisíveis ataques demoníacos, tempestades que agitam as ondas e batem no meu barco, provocando um período de peso no coração, ou momentos de pânico. Mas olhando para o Senhor Jesus a fé diz: "Eu não estou em perigo porque Ele está comigo no barco!".

2- A FÉ NÃO SE PODE DIVORCIAR DO ETERNO PROPÓSITO de DEUS

Desde o início Deus tem procurado um povo que Ele pudesse trazer para o Seu descanso, para a plenitude em Jesus (Hebreus 4:8,9). O que Deus prometeu, na maioria das vezes, ainda não foi reclamado.

O propósito de Deus não é simplesmente livrar as pessoas dos seus pecados e tirá-las do "Egipto", nem testar a sua lealdade no deserto. Isso não é nem a metade. Deus está interessado em muito mais do que livrar-nos de alguma crise actual. Há uma glória maior! O propósito eterno de Deus é trazer ao Seu Filho Jesus Cristo um povo que O considere como sendo tudo aquilo que alguma vez necessitarão. Ele deve ser o fim da fé. Ele é um Pai amoroso e não nos deixará sofrer além do que possamos suportar, mas dará o escape; mas isso não é suficiente! Simplesmente escapar das provações não é triunfar na fé.

Muitos de nós temos sido livrados várias vezes dos perigos, dos problemas, mas estamos "fora" do descanso. Nós não temos aprendido de como descansar em Jesus porque falhamos em ver o propósito eterno de Deus nessas coisas pelas quais passamos. As nossas lutas não são acidentes, elas são permitidas por Deus porque Ele está tentando produzir algo em nós. Ele tem um plano e um propósito para nos levar a algum lugar.

Quando caímos em provações ou problemas, a nossa reacção é: "Ai! devo ter entristecido Deus. Eu fiz alguma coisa errada e agora estou pagando pelo pecado ou falha cometida, seja ela qual for." No entanto, mais importante do que o motivo pelo qual veio a provação, é como reagimos a ela. Os gigantes da Terra Prometida não eram resultado do pecado de Israel. Eles eram oportunidades para se contemplar o poder de Deus sobre os inimigos. Muitas das nossas aflições não são resultado de pecado, mas, como os gigantes, são poderes opositores para nos conservar fora do lugar de descanso em Cristo..

Todas as riquezas estão em Cristo Jesus. N'Ele reside toda a plenitude da Divindade (Colossenses 1:19) e nós quando entramos verdadeiramente em Cristo, descobrimos verdadeiras riquezas. Nós perdemos totalmente o fio da meada se pensamos que a herança de Israel era só terra, propriedades, etc. Era muito mais. O Senhor mesmo devia ser a herança deles (Deuteronômio 10:9).

Deus os trouxe a lugar onde teriam oportunidade para viver inteiramente consagrados ao Senhor, sem necessitarem de outra fonte para suprir as suas necessidades. Era um lugar onde Deus poderia revelar-se como o Todo Suficiente. Esse ainda é o propósito de Deus para nós: Fazer-nos ingressar em Jesus e a uma total dependência d'Ele, sem nenhuma confiança firmada na carne.

Há literalmente hoje milhões de cristãos exactamente neste lugar. Deus os tem trazido a um lugar de decisão, chamando-os para um caminhar mais profundo, um andar de fé completa, deixando para trás a morte do deserto. É uma chamada para a obediência, devoção e dependência, através da submissão ao Senhor. São aqueles cuja fé suporta o fogo. São aqueles que se mantêm firmes quando o quadro é desesperador. O Senhor tem um povo que confia n'Ele no meio do fogo, e que o glorifica quando é testado!

TODA A NOSSA SALVAÇÃO

Simeão era um homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo havia-lhe revelado que não haveria de morrer, sem que antes visse o Cristo prometido (Lucas 2:26).

Certa vez, movido pelo Espírito Santo, foi ao templo. Naqueles dias, o Senhor Jesus estava sendo levado pelos seus pais para ser apresentado perante o Senhor, segundo o mandamento na Lei de Moisés.

Ao ver o menino, Simeão tomou-O nos braços e louvou a Deus, dizendo:

"Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a Tua palavra, pois já os meus olhos viram a Tua salvação." (Lucas 2:29,30).

De facto, aquele frágil menino que Simeão tomou nos braços, é tudo o que podemos almejar, ou seja, o próprio Deus. Vê-Lo, abraçá-Lo, justifica toda a nossa existência. Para nada mais existimos, senão para Ele, para vê-Lo e estar com Ele. Como Simeão disse, os seus olhos viram não somente o Salvador prometido, mas toda a salvação do nosso Deus!

Tudo o que precisamos está nessa Pessoa. Ele é a totalidade da salvação que almejamos. Que mais podemos querer, se já O temos visto? De que valerá esta nossa vida, se não for para O encontrarmos e envolvê-Lo em nossos braços? Este abraço é o sentido de toda a nossa existência. O valor da nossa vida não é ela própria, mas Ele! Que são estes breves anos, se não for para nos levarem a tão maravilhoso encontro com o Cristo prometido de Deus? Apenas Ele vivendo em nós dá sentido à nossa existência.

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