quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

ESTE NATAL...PROCURA-O!


É difícil imaginar circunstâncias mais humildes do que aquelas que rodearam o nascimento do Senhor Jesus. O estábulo certamente cheirava mal, o chão duro, o feno era escasso. Teias de aranhas penduradas no tecto e ratos a correr pelo chão. Maria olha para o seu filho. Seu Senhor, Sua Majestade. Nesta altura, o ser humano que melhor entende quem Deus é, e o que Ele está a fazer, é uma rapariga adolescente num estábulo mal cheiroso. Ela recorda-se das palavras do anjo: "O Seu Reino nunca terá fim." A Majestade no meio do mundo. A Santidade no meio do estrume. A Divindade chega ao mundo, tendo como cenário um estábulo! Este bebé já tinha criado o Universo. As Suas vestes de eternidade foram trocadas por trapos que o mantinham quente. A Sua sala do trono foi abandonada em troca de um estábulo sujo. Os anjos que O adoravam foram substituídos por pastores. Entretanto, a cidade sussurra, sem sequer saber que Deus visitou o seu planeta. O homem da estalagem nunca iria acreditar que tinha acabado de enviar Deus para o frio. As pessoas iriam gozar se alguém lhes dissesse que o Messias estava nos braços de uma adolescente, nos subúrbios da cidade. Estavam todos ocupados demais para pensar nessa possibilidade. Mas aqueles que perderam a chegada de Sua Majestade, naquela noite, perderam-na não por causa da sua maldade ou dos seus maus actos. Não, eles perderam porque não estavam à procura d'Ele! Pouco mudou em 2000 anos. A Bíblia diz para O buscarmos e Ele se revelará! Neste Natal, procura-O! (Jeremias 29:13).

sábado, 8 de dezembro de 2018

A MULHER CANANÉIA


No capítulo sete de Marcos, o Senhor Jesus louva a fé de uma mulher cananéia. A mulher mostrou-se sábia, humilde, mansa, paciente, perseverante. Mas o Senhor realçou antes de tudo a sua fé. Podemos ver como esta mulher, para chegar a Jesus, removeu obstáculo após obstáculo.
            O 1º obstáculo foi a doença da sua filha, que estava miseravelmente endemoninhada (“E eis que uma mulher cananeia, que saíra daquelas cercanias, clamou dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.” (Mateus 15:22).
            O 2º obstáculo foi a tomada de posição dos discípulos (“Mas Ele não lhe respondeu palavra. E os Seus discípulos, chegando ao pé d’Ele, rogaram-Lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós.” Mateus 15:23). Estranho, que para chegar à presença do Senhor Jesus tem de enfrentar o “obstáculo” da oposição dos Seus discípulos!
            O 3º obstáculo foi a sua nacionalidade. A mulher era gentia, não pertencia à nação de Israel. Mas Jesus Cristo veio remover a separação que havia, e de dois povos fazer um! (“Portanto, lembrai-vos de que noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pelas mãos dos homens; que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e derribando a parede da separação que estava no meio.” Efésios 2:11-14).

sábado, 1 de dezembro de 2018

HÁ MAIS!


Quais são as áreas na tua vida que desejas ver Deus expandir, ou mesmo transformar?
 Quais são algumas das coisas que tu precisas de superar em 2019?
 As nossas expectativas só podem ser tão grandes quanto as fundações nas quais elas são construídas.  
 No versículo 10 do capítulo 3 aos Efésios, Paulo fala sobre o papel da Igreja no plano de Deus, e a reacção de Paulo à bondade intensa de Deus foi uma oração de gratidão (vs.14-21).
 Neste versículo 20, Paulo explica que Deus realiza “MAIS” nas nossas vidas quando nos associamos ao Espírito de Deus. O que isso diz sobre a nossa própria responsabilidade, quando se trata de ver "MAIS" acontecer na nossa vida?
Em 1Crônicas 1:7-10. Salomão sabia que precisava de MAIS sabedoria e conhecimento para realizar os planos de Deus. E pediu, e Deus deu-lhe MUITO MAIS do que ele pediu! “Então Deus disse a Salomão: Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, fazenda ou honra, nem a morte dos que te aborrecem, nem tão pouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento, para poderes julgar a meu povo, sobre o qual te pus rei, sabedoria e conhecimento te são dados; e te darei (acrescentarei MAIS) riquezas e fazenda, e honra, qual nenhum rei antes de ti teve, e depois de ti tal não haverá.”
No capítulo dois da carta de Paulo à Igreja em Éfeso, o Apóstolo lembra os crentes do amor de Deus pela Humanidade. E lembra que agora não andamos mais nos desejos da nossa carne, mas nos vivificou juntamente com Cristo para nos mostrar as abundantes riquezas da Sua glória, ou seja, para entrarmos no "MAIS" que Deus tem para nós!
Para que isso seja uma realidade precisamos de viver MAIS, esperar MAIS, aprofundarmo-nos MAIS.
 Se nos comprometermos com tudo isso, como Paulo nos encontraremos no lugar onde não podemos deixar de dar a Deus toda a glória!

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O QUE PODEMOS DAR A JESUS?


O que podemos dar a quem não só possui tudo, mas tudo criou?
Os magos provavelmente fizeram a mesma pergunta. Como sábios eram suficientemente inteligentes para viajarem centenas de quilómetros, guiados apenas por uma estrela; eram suficientemente influentes para conseguirem uma audiência com o rei Herodes, e suficientemente ricos para fazerem tal viagem e transportando presentes de um valor quase incalculável.
Mas, juntamente com o “ouro, incenso e mirra”,  (Mateus 2:11), eles deram a Jesus algumas prendas que não têm preço:
- O seu tempo. Muito anos antes do Seu nascimento, investiram anos a pesquisar e a prepararem-se, não contando com o tempo que gastaram a viajar até ao local onde o Senhor Jesus estava. Nós hoje estamos tão perto de Deus quanto o queremos estar. Quanto do nosso tempo temos gasto nisso?
- A sua adoração. Assim que O encontraram prostraram-se e adoraram-No. A adoração muda-nos profundamente quando estamos na presença de Deus e deixamos o Espírito Santo trabalhar em nós. Paulo diz: “Mas todos nós, com cara descoberta, reflectindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, pelo Espírito do Senhor.” 2Coríntios 3:18.
- A sua esperança. Enquanto os que os rodeavam apenas viam trevas, estes homens reconheceram a “luz que brilha nas trevas” (João 1:5). E isso ainda não mudou. O amor de Deus continua a brilhar nas trevas dos nossos sonhos.

O NOSSO "EU" INTERIOR


Um dia Deus enviou o Profeta Samuel para encontrar alguém que pudesse ser o próximo rei de Israel. Samuel viu um homem com uma aparência bastante impressionante e pensou. “Deve ser este” (1Samuel 16:6). Mas Deus tem parâmetros diferentes: “Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado, porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor atenta para o coração.” 1Samuel 16:7.
Uma das críticas com que Paulo viveu foi dizerem que a sua aparência não era impressionante (“…a presença do corpo é fraca…” 2Coríntios 10:10). O seu corpo não estava apenas a envelhecer, tinha sido chicoteado, apedrejado, tinha passado fome, tinha sido agredido e fechado numa cela.
Mas isso não o preocupava. Para ele o que se passava no seu interior é que era importante, pois era o oposto do que se passava no exterior. Ele reconhecia que exteriormente, estava todos os dias a morrer um pouco. Mas interiormente, estava tornando-se mais forte. Continuava a amar as pessoas cada vez mais, mesmo até aqueles que lhe fizeram mal. Paulo dominava o seu interior!
Os seus pensamentos fluíam constantemente em direcção ao céu. Sendo um homem velho, na prisão, estava mais vivo do que alguma vez tinha estado e então escreveu: “Quem nos separará do amor de Cristo?” Romanos 8:35.
A tribulação e as dificuldades podem ganhar o jogo exterior. Mas existe um “eu” dentro de nós, que ninguém pode tocar. É a esse que temos de prestar atenção, pois é esse que tem de ganhar! (2Coríntios 4:16).


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

ESPERANÇA


Jó 11:18
E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta e repousarás seguro.”
            E esperança é uma força poderosa, pois leva a nossa mente a explorar todos os ângulos possíveis. Capacita-nos para ultrapassar os obstáculos assustadores. É essencial para a vida que queremos viver. É o combustível que alimenta o nosso coração. É simplesmente a maior diferença entre os que preservam e os que desistem.
A esperança é o que faz os casais dizerem “Sim” sem qualquer garantia, e mais tarde apanhar os cacos e tentar de novo sabendo que pode ser melhor.
            Foi a esperança que fez Abraão deixar a sua casa sem saber onde Deus o levava. Fez também com que Paulo desafiasse o poder de Roma e deu coragem aos profetas do Antigo Testamento para enfrentar as adversidades. E isto não é um optimismo cego, mas é uma esperança concentrada em Deus. O salmista diz: “Tu és a minha esperança desde a minha mocidade.” (Salmo 71:5).
            Podemos sobreviver à perda de muitas coisas, mas não à perda de esperança. Poucos passaram por maior perda do que Jó, no entanto ele pôde dizer: “E terás confiança, porque haverá esperança…”
            Então vamos manter a nossa esperança viva, confiando em Deus!

NÃO HÁ COMO VOLTAR ATRÁS!


Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” (Hebreus 11:8)
            Abraão na fazia ideia nenhuma do lugar para onde Deus o levava; simplesmente sabia que não podia estar onde estava! Tentemos explicar isto aos nossos amigos! Mas em vez de questionar Deus ele, pela fé, saiu!
Nem por um minuto ele pensou em voltar para casa quando as coisas, mais tarde, ficaram difíceis. Ele sabia que Deus não estava lá atrás!
Jefté é recordado nas Escrituras pela sua espectacular vitória sobre os amonitas, e por causa de um voto que fez a Deus antes da batalha, um voto que se recusou a quebrar: “E, aconteceu que quando a viu, rasgou os seus vestidos, e disse: Ah! Filha minha, muito me abateste, e és dentre os que me turbam! Porque eu abri a minha boca ao Senhor, e não tornarei atrás.” Juízes 11:35
Uma das razões porque a nação de Israel ficou presa no deserto era porque continuava a pensar no Egipto, que tinha ficado para trás. Deus sempre os mandava avançar, mas eles contrapunham e sempre lembravam o que tinham deixado para trás.
Alguns não conseguem gozar a vida cristã porque sempre estão a pensar no quão divertido o mundo é (era). Tal como o povo de Israel, pensam nos legumes enquanto estão presos no deserto com o maná.
Se somos assim, vamos sempre andar aos círculos! Lá atrás muitos nos seduzem, mas Deus não está lá, Ele está no nosso futuro!
Quando caminhamos com Deus, não há como voltar atrás!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO


Um bêbado não se embebeda apenas a falar sobre álcool, ou a olhar para os anúncios de bebidas. Ele precisa de beber! E quanto mais ele bebe mais o álcool o controla. Dizemos que essa pessoa “está sobre a influência do álcool”. Um outro poder assume a direcção e transforma-o em alguém que ele não era antes. Às vezes ele está bem e tranquilo, outras vezes ele fala alto e faz barulho.
            E aquilo que o álcool faz com o seu corpo de maneira negativa, o Espírito Santo faz, na sua nova natureza, de maneira positiva!
            Quando estamos sobre o controle do Espírito Santo, Ele faz-nos andar por caminhos que não andaríamos normalmente e falar de maneira que não falaríamos normalmente.
            Muitas pessoas que estão sendo controladas pelo álcool têm gastos fortunas a tentar mudar, mas os resultados são nulos. É por isso que o Apóstolo Paulo recomenda que devemos encher-nos do Espírito Santo (Efésios 5:18). O poder que Ele traz à nossa vida é canalizado para uma vida que não seria possível de nenhum outro modo. E esse poder está disponível para nós hoje!

sábado, 3 de novembro de 2018

JESUS: O PRINCÍPIO DE TUDO


Pois também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18
No Princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.” João 1:1-3
A quem constituiu herdeiro de tudo.” Hebreus 1:2
Olhando para Jesus, Autor e Consumador da fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz, desprezando a afronta e assentou-Se à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:2
O que têm estes versículos em comum?
Jesus Cristo foi o Princípio de tudo! Ele, a Palavra de Deus se fez carne, foi pioneiro na Criação, foi pioneiro na vida humana, venceu o pecado, venceu a morte, foi pioneiro na ressurreição e foi pioneiro na construção da Igreja.
Quando cremos em Jesus, Ele muda os nossos corações através da salvação, mudando a nossa eternidade, as nossas vidas, as nossas famílias e gerações. Jesus, o pioneiro da nossa salvação e fé, começa o Seu trabalho primeiro nos nossos corações.
É Ele que planta coisas belas nos nossos corações - segredos, sonhos, esperanças - e os planos de Deus para nós são muito maiores do que os nossos planos poderiam ser.
Deus nunca nos faz mal. São as questões do nosso coração (ciúme, inveja, competitividade, comparação, mágoa, amargura e falta de perdão) que limitam que Deus comece algo do princípio nas nossas vidas.
A Sua salvação começou nos nossos corações e afecta todas as partes das nossas vidas. Tudo começa e termina com Jesus. Devemos abrir espaço nos nossos corações para Ele. O que Ele colocou no nosso coração dará frutos incríveis nas nossas vidas.
Vamos permitir que Ele termine o que começou, recusando-nos a dar ao diabo e à nossa carne, oportunidades ou pontos de apoio nos nossos corações, e mantendo firmemente a vontade e propósitos de Deus nas nossas vidas.  

domingo, 28 de outubro de 2018

ESCUDO


O escudo de um soldado romano protegia-o da cabeça aos pés. Era feito de ferro, forrado com grossas camadas de tecido, e mergulhava-se em águas antes de ir para a batalha. Desta forma, as setas flamejantes dos inimigos extinguiam-se ao seu contacto.
O diabo não pode penetrar num coração puro, mergulhado na Palavra de Deus e fortificado pela fé. Foi por isso que o Senhor Jesus disse a Pedro: “Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.” Lucas 22:32.
É a nossa fé que está a ser atacada; é a nossa fé que precisa de ser alimentada e nutrida; é a nossa fé que nos sustém nas batalhas da vida!
O Senhor Jesus disse: “Tende fé em Deus.” (Marcos 11:22). Ele não disse simplesmente “Tenham fé em algo maior que vocês.” Não! Ele disse: “Tende fé em Deus.”
Se hoje estamos a ser atacados, clamemos pela Sua promessa. Isaías diz: “Ele dá esforço ao cansado, e multiplica as forças ao que não têm nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos certamente cairão. Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” (vs.29-31).
A fé que está a ser atacada é uma fé que está a ser construída. É nas batalhas da vida que descobrimos se alimentámos ou negligenciámos a nossa fé!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

GRAÇA


E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com Ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que Ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento. E, estando por detrás, aos seus pés. Chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento.”

         Algumas pessoas sentem-se magoadas com a religião que nem sequer colocariam a hipótese de jantar com um fariseu. Outras são tão religiosas que não fazem ideia de como chegar ao coração do pecador. Mas com o Senhor Jesus não era assim. Ele aceitou o convite do fariseu, e mostrou graça à pecadora.
         Há aqui três lições importantes a reter:
         - Os outros podem saber o mal que fizemos, mas só Jesus sabe o bem que nos pode fazer no futuro. Simão, o fariseu, viu a pecadora como uma erva daninha, O Senhor Jesus, pelo contrário, viu-a como uma potencial rosa que precisava de ser regada!
         - Lembrar-nos do que Deus já fez por nós vai permitir que demonstremos um amor e generosidade extravagantes. Imaginemos a cena: a mulher a ungir os pés do Senhor com um perfume valiosíssimo! Quando nos apaixonamos por Jesus, a primeira coisa que entregamos é o nosso coração e a segunda é a nossa carteira!
         - Não devemos ter medo de demonstrar os nossos sentimentos. Alguns são mais conservadores, ao estilo de “…aquietai-vos…”, mas outros são mais da linha de “Gritai e cantai de júbilo ao Senhor…”. Mas o que interessa e é importante, é que sejamos nós mesmos, verdadeiros!

GIGANTES



         Um dia, um soldado acusado de fugir do inimigo, foi levado perante Alexandre “O Grande” que lhe perguntou: “Como te chamas?” De cabeça baixa, o soldado respondeu: “”Alexandre”. Alexandre “O Grande” agarrou-o pelos ombros, olhou-o nos olhos e disse-lhe: “Soldado, muda a tua conduta, ou muda o teu nome!”
         Tu e eu fomos chamados para viver uma vida digna d’Aquele cujo nome representamos! Nós somos filhos, filhos de Deus! (“Mas a todos quanto o receberem, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crerem no Seu nome.” João 1:12.
         Independentemente do gigante que enfrentamos, seja vicio, ressentimento, medo, orgulho, inveja ou outro qualquer que seja, temos de compreender que:
         - Tu e eu não somos únicos. “Não veio sobre vós tentação senão humana…” 1Coríntios 10:13. Golias não foi sempre um gigante; ele foi alimentado e nutrido até se tornar um gigante. Os nossos gigantes são normalmente pequenos pecados que se alimentaram do que não presta, ou que menosprezámos, assumiram vida própria, cresceram e agora estão a atormentar-nos.
         - Não podemos enfrentar os gigantes sozinhos.” O nosso gigante irá sempre destruir-nos sempre que o tentarmos travar com a nossa própria força. Davi disse a Golias: “…do Senhor é a guerra, e Ele vos entregará nas nossas mãos.” Nós precisamos da ajuda divina para deixar os velhos hábitos e estabelecer novos comportamentos. Então pudemos dizer como Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” Filipenses 4:13.
            - Temos de enfrentar o nosso gigante de cabeça erguida. A Bíblia diz: “E sucedeu que, levantando-se o filisteu, e indo encontrar-se com Davi, apressou-se Davi, e correu ao combate, a encontrar-se com o filisteu.” 1Samuel 17:48. Não fujamos, não tentemos negociar, não nos comprometemos, nem arranjemos desculpas. Façamos com que o nosso gigante saia para a luz e não o deixemos voltar à nossa vida. Estabelecemos fronteiras e vamos mantê-las. Afastemo-nos das más companhias. Acima de tudo, não olhemos para Deus à luz do nosso gigante, olhemos para o nosso gigante à luz de Deus!

sábado, 29 de setembro de 2018

O PRECIOSO SANGUE DE JESUS


O sangue de Jesus Cristo é, sem dúvida, o presente mais precioso que Deus Pai deu à Sua Igreja!
Os cristãos frequentemente cantam sobre o poder do sangue, mas poucos ingressam no poder deste sangue (“Logo mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por Ele salvos da ira.” Romanos 5:9).
Não podemos invocar o sangue de Jesus como uma fórmula mística de protecção. Temos de perceber a sua grande glória e benefícios (“Mas agora em Cristo Jesus, vós que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.” Efésios 2:13).
Vamos entender um pouco mais do valor do sangue de Jesus e como pode realizar mudanças maravilhosas na nossa vida! (“E três são os que testificam na Terra: O Espírito, a Palavra e o sangue; e estes três concordam num.” 1João 5:8).
Na Bíblia, o sangue é citado de duas maneiras: Sangue Derramado e Sangue Aspergido.
A maioria dos cristãos apenas sabe a respeito do sangue de Jesus aquilo que Ele diz quando comemorava a Páscoa com os Seus discípulos, e que é normalmente lembrado nos cultos de ceia: “Semelhantemente tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós.” Lucas 22:20.
Mas este é o limite do conhecimento que muitos têm sobre o sangue de Jesus. Sabem somente sobre o sangue derramado e pouco sobre o sangue aspergido!
A primeira referência bíblica à aspersão do sangue está em Êxodo 12:22: “Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e lançai na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém, nenhum de vós saia da porta de sua casa até à manhã.”
Enquanto o sangue permaneceu na bacia, ele não teve efeito nenhum; era meramente sangue que havia sido derramado. O sangue só adquiriu poder para livrar os israelitas quando foi aspergido! (“E a Jesus, o Mediador duma Nova Aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” Hebreus 12:24)
Este sangue é um tipo do sangue de Cristo. O sangue derramado no Calvário não foi desperdiçado, ele não caiu no chão e desapareceu. Não! Este precioso sangue foi colocado algures numa fonte celestial e se Jesus Cristo é o Senhor da nossa vida, então o “umbral da nossa porta”, o coração foi aspergido com o Seu sangue. E esta aspersão não é apenas para perdão, mas também para protecção!
Quando somos aspergidos, estamos totalmente sob a protecção do sangue de Cristo, contra todos os poderes destruidores do diabo. Quando os demónios vêem o sangue de Cristo no “umbral da nossa porta”, eles não nos podem tocar, porque não podem tocar em alguém aspergido com o sangue de Cristo!
O sangue de Jesus Cristo é aspergido em nós pela fé. Não é uma aspersão física; antes, é uma transacção espiritual. Ele faz isso em resposta à nossa fé. O sangue de Jesus não produzirá algum efeito nas nossas almas, até que verdadeiramente creiamos no poder do Seu sacrifício no Calvário (“Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados, dantes cometidos sob a paciência de Deus.” Romanos 3:25).
Eu acredito que a nossa atitude deve ser mais firme. Nós somos comprados pelo sangue, salvos pelo sangue, mais do que vencedores por meio de Jesus Cristo! Não estamos num tribunal com o diabo, defendendo uma causa. Não! Nós somos vitoriosos! Jesus Cristo conquistou a vitória por nós. O Seu sangue prevaleceu. E creio que o nosso grito, nesta guerra espiritual, que estamos diariamente envolvidos, deveria ser:
Eu sou lavado, comprado, justificado, salvo, resgatado pelo sangue. E proclamo a vitória do sangue de Jesus!
Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes de vossos pais. Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.” 1Pedro 1:18,19

O PROCESSO DE PUREZA


Deus é puro. Para nós, a pureza é um processo. Desde a entrada do pecado no coração humano, Deus foi chamando as pessoas para serem restauradas à Sua presença. Deus sabe tudo sobre cada um de nós, e sabe que nem tudo é puro, mas Seu plano é nos tirar da escuridão, e encher-nos da sua bondade. Ele colocou dentro de nós o Espírito Santo para peneirar tudo o que se opõe a Ele.
O processo de pureza de Deus começa com Jesus Cristo e termina em unidade com Ele. A Sua Palavra nos ensina que a pureza é um estado físico, bem como um estado espiritual - o que fazemos, o que dizemos, o que sentimos, o que pensamos - quem somos por dentro e por fora.
O sacrifício de animais marcou o processo de pureza para as pessoas no Velho Testamento. Em cumprimento da Sua promessa de derramar o Seu Espírito sobre nós, Deus enviou o Seu Filho Jesus, para viver como nosso exemplo de pureza e unidade com Ele, e para ser o nosso puro sacrifício, para que pudéssemos ser um com Deus (“E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.” João 17:23).
Por meio da fé em Jesus Cristo somos julgados como puros. Tão puros que podemos ter relação com Deus, Ele ouve as nossas orações, e nos transforma para reflectir a Sua imagem (“Mas todos nós, com cara descoberta, reflectindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” 2Coríntios 3:18). Não podemos alcançar a pureza sozinhos, precisamos d’Ele e da Sua bondade. Ele deu-nos a Sua Palavra e o Espírito Santo para completar o processo de pureza que Ele começou dentro de nós. No nosso processo de pureza Ele pode nos trazer mais perto da unidade com Ele e uns aos outros, e através de Sua graça possamos ser uma luz para aqueles que ainda têm de começar o seu processo de pureza em Jesus Cristo.

sábado, 22 de setembro de 2018

O NAVIO DO EVANGELHO


Para definir a brevidade da vida, Jó assemelhou a sua a um correio, a um navio e a uma águia. Ele observava os carteiros na sua pressa diária de levar e trazer mensagens e disse: “E os meus dias são mais velozes de que um correio…”; Ele via os navios a saírem do porto com as suas cargas e disse: “Meus dias passam como navios veleiros…”; E via a águia caindo sobre a sua presa e disse: “Meus dias passam como a águia que se lança à comida…” (Jó 9:25,26).
E nós, os “Jós modernos”, podemos também comparar os nossos dias com estas coisas. Mas vamos focar-nos apenas no exemplo dos navios.
Vamos pensar sobre a vida como uma viagem através do oceano do tempo até ao porto da eternidade. Todos embarcámos no mar da vida, e ninguém sabe o quão perto está o porto de desembarque.
Cada um de nós tem de fazer esta viagem. Estamos aqui no mar do tempo e não podemos voltar atrás para alterar a nossa embarcação que começou com o nosso nascimento e termina com a nossa morte aqui. A morte não é uma evasão da existência, é, sim, desembarcar nas praias da eternidade.
A viagem não é fácil, por vezes o tempo está difícil. Há ondas fortes de tentação, tempestades que ameaçam nos tirar do curso certo e nos mandar para o desespero. O mar está infestado de criaturas perigosas que tentam devorar a nossa alma.
A nossa necessidade é a de um “navio” que seja capaz de nos levar ao porto celestial e de um Piloto que conheça o caminho e em qual possamos confiar.
É necessário que todos nós examinemos o navio em que estamos navegando, e vejamos se é seguro!
Religiosamente falando, a Humanidade está dividida em muitos grupos os quais navegam em muitos navios:
O NAVIO “NÃO HÁ DEUS” (“Disse o néscio no seu coração: Não Há Deus!” Salmo 14:1).
O NAVIO “NÃO EXISTE INFERNO” (“O caminho do tolo é reto aos seus olhos…” Provérbios 12:15).
O NAVIO “DAS BOAS OBRAS” (“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” Efésios 2:8).
O NAVIO “DO FANATISMO” (“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12). Há quem proclame que a salvação está na sua igreja ou denominação, mas esta SÓ está em Jesus Cristo!
O NAVIO “DO EVANGELHO
Vamos olhá-lo e descrevê-lo:
ELE É CAPAZ DE NAVEGAR – Os passageiros estão salvos de qualquer perigo. As ondas fortes da tentação não os varrerão do convés. O Capitão não deixará que os passageiros sejam tentados além do que podem suportar. Nada os separará do amor de Cristo. Estão salvos do inferno, porque Jesus se fez propiciação pelos seus pecados.
A PASSAGEM É A MESMA PARA TODOS E NÃO HÁ REDUÇÃO DE PREÇO – É muita cara. O ouro e a prata não podem pagar uma passagem para este navio. Ela tem de ser paga pela moeda da justiça de Deus. Os passageiros não estão neste navio pelo resultado das suas obras, mas pelo resultado do trabalho consumado por Cristo no Calvário!
Tudo já foi pago pelo Senhor Jesus Cristo. O preço foi pago até ao destino final. Não há perigo de alguém ser lançado no meio do oceano. O Mestre do barco já pagou o preço por nós!

sábado, 15 de setembro de 2018

DONS



Já alguma vez pensámos porque Deus se dedica tanto? A nossa existência aqui poderia ser medíocre. Jesus poderia ter deixado este mundo e nós nunca saberíamos a diferença. Mas não foi isso que Ele fez. Se nós damos presentes para demonstrar o nosso amor, quanto mais Ele! (“Se vós pois, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que Lhe pedirem? Mateus 7:11).
Os dons (bens) de Deus emitem a luz do Seu coração (“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Tiago 1:17).
Todos os dons de Deus revelam o Seu amor, porém nenhum revela mais o Seu amor do que o dom (presente) da cruz. Eles vieram, não embrulhados em papel, mas em paixão. Não foram colocados à volta de uma árvore, mas numa cruz. Foram cobertos com laços, mas salpicados com sangue!
“…ofereça dons…”
Que dons são estes? Será só o dom da cruz? Penso que não! E os pregos? A coroa de espinhos? As vestes que os soldados tiraram? Já tirámos tempo para abrir estes presentes? É verdade que a única atitude requerida para a nossa salvação foi o sangue derramado. Mas Ele fez muito mais! O lugar da crucificação está cheio de presentes (dons) de Deus. Vamos abrir alguns!
- Cristo suporta o nosso lado mau (“Porque o que faço não o aprovo, pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.” Romanos 7:15).
         Nos momentos que antecederam a crucificação do Senhor há uma cena que muitas vezes nos passa despercebida. “E, cuspindo n’Ele…” (Mateus 27:30).
         A obrigação dos soldados era simples: levar o Senhor até ao monte e crucificá-Lo. Mas eles tinham outra ideia, queriam divertir-se primeiro. Os açoites foram ordenados, a crucificação também. Mas quem teria prazer em cuspir num Homem quase morto? O ato de cuspir não tem a finalidade de machucar o corpo. O ato de cuspir é a intenção de degradar a alma. Eles sentiram-se grandes ao humilhar o Senhor.
         Talvez nós nunca tenhamos cuspido em alguém, mas provavelmente já murmuramos, já caluniámos! E a sensação de quem faz isso é que acham que são maiores do que aquele que estão humilhando.
         O cuspo dos soldados simboliza o lixo que por vezes vai no nosso coração, e vê o que o Senhor faz com isso. Ele o carregou até à cruz! Os anjos estavam presentes mas não desviaram o cuspo. Aquele que escolheu ser cravado com a lança, suportou também o cuspo do homem porque conhecia o lado obscuro dele. Na cruz, Jesus trocou connosco (“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se maldição por nós…” Gálatas 3:13).

- Ele fala a nossa linguagem (“E, também por cima d’Ele estava um titulo, escrito em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS.” Lucas 23:38)
         O grego era a linguagem da cultura regente. O latim era o idioma dos romanos, e o hebraico era o idioma dos hebreus. Jesus Cristo foi declarado Rei em todas elas. Deus tem uma mensagem para cada uma. Não há língua que Ele não fale. E a pergunta é esta: “Em que linguagem é que Ele está falando contigo?” Não estou a falar do idioma, mas no teu dia-a-dia. Qual a linguagem que Deus tem utilizado para falar à tua vida? Deus também fala a nossa língua.
O importante para nós é compreender que na cruz o Senhor Jesus nos ganhou também o acesso diário ao Pai para falarmos com Ele!

- Vitória (“E João, viu que o lenço que tinha estado sobre a Sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.” João 20:7).
Só Deus pode transformar qualquer tragédia em triunfo. Na sexta-feira da crucificação, João não sabia o que nós não sabemos agora. Ele não sabia que a tragédia de sexta seria o triunfo de domingo. Mas não fugiu como os outros. A Bíblia não fala do dia a seguir á crucificação (sábado), mas podemos imaginar o quanto difícil terá sido esse dia para os discípulos. Mas quando chegou o domingo João estava lá. Porquê? O Senhor estava morto, o seu futuro comprometido. Quem lhe garantia que aqueles que mataram Jesus não viriam atrás dele para também o matarem?
Talvez tenha ficado porque amava o Senhor Jesus. Para alguns, Jesus era alguém que fazia milagres, para outros era um Mestre, para outros a esperança de Israel. Mas para João, Ele era tudo isto e muito mais. Para João o Senhor Jesus era um Amigo!
E não se abandona um amigo, nem mesmo quando Ele morre. João ficou perto do Senhor. Era um hábito seu. Ele esteve perto d’Ele no Cenáculo. Esteve perto d’Ele no Getsémani. Esteve aos pés da cruz durante a crucificação, e estava perto da sepultura durante o enterro. E nós? Quando nos encontramos na mesma posição de João, o que fazemos? Quando chega o “sábado” da nossa vida como reagimos? Fugimos? Abandonamos o Senhor? Ou permanecemos ao Seu lado? Queremos a vitória? Queremos o milagre? Então temos de esperar pelo “domingo”!
João através dos trapos viu o poder da vida (“…Ele viu, e creu…” João 20:8).
E a questão final é esta: Pode Deus neste “domingo” fazer algo parecido na nossa vida? Pode Ele tornar uma tragédia numa vitória? Não tenho dúvidas. Basta fazer o que João fez. Ficar perto d’Ele. Da cruz não mana apenas salvação, mas também dons intermináveis!

sábado, 8 de setembro de 2018

DECISÕES!



Deus não pode ser travado pela economia ou por algum tipo de crise. Mas é nos tempos de crise que a Igreja tem oportunidade de brilhar. Como filhos de Deus temos em nós o poder de reverter o “nosso mundo” e sermos as mãos e os pés de Cristo nestes tempos em que estamos vivendo!
Eis algumas decisões que precisamos de tomar para pudermos “brilhar”:
- Em lugar de odiar, decide amar.
- Em lugar de criticar, decide animar.
- Em lugar de te renderes, decide perseverar.
- Em lugar de desvalorizares, decide valorizar.
- Em lugar de responderes à ofensa, decide perdoar.
- Em lugar de não fazeres nada, decide fazer algo.
- Em lugar de derrubares, decide construir.
- Em lugar de estancares, decide ser frutífero.
- Em lugar de ser parte do problema, decide ser parte da solução.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

JESUS E A MULHER SAMARITANA


Quem era esta mulher? Era uma pessoa discriminada, simplesmente porque era mulher! (“E nisto vieram os Seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou porque falas com ela?” (vs.27); Uma pessoa rejeitada pelos judeus por ser samaritana (“…porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos.” (vs.9); Uma pessoa rejeitada por ter uma vida moral duvidosa (“Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.” (vs.18); Uma pessoa que vivia escondida da sociedade. Foi buscar água ao meio-dia para não se encontrar com ninguém (hora sexta vs.6,7). O normal era as pessoas irem buscar água de manhã cedo por causa do calor.
1.     Jesus foi até onde ela estava. Não é pelo esforço humano que se encontra Deus. Foi Ele que veio até nós!
2.     Jesus deu-Se a conhecer. Ela primeiro pergunta se Ele era maior que Jacó. “És Tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?” (vs.12). Mas Ele responde e diz-lhe: “Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna.” (vs.13,14). Era como se Ele estivesse a dizer à mulher: “Jacó deu um poço natural (religião) mas Eu tenho uma fonte espiritual, viva e eterna! Quem tiver esta fonte dentro de si, não precisa de depender de poços exteriores para ter alegria, esperança!
3.     A mulher samaritana “vivia do passado “…Jacó nos deu o poço…” (vs.13). Ela estava presa ao passado. A água do poço representa a experiência que Jacó teve com Deus, mas não servia nem era satisfatória para ela.
4.     A proposta de JesusMas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (vs.21). O tempo para ter uma experiência com Deus é o presente. Não podemos ficar dependentes dos outros, da experiência dos outros, mas ter a nossa própria experiência! O nosso apelo deve ser: “Senhor dá-me dessa água, para que não mais tenha sede…” (vs.15)

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

TENS PROCURADO?


É difícil imaginar circunstâncias mais humildes do que aquelas que rodearam o nascimento de Jesus. Max Lucado, desenha-nos esta imagem: “O estábulo cheira mal, o chão é duro. Teias de aranha cobrem o tecto e um rato, corre pelo chão, Maria olha para a face do seu filho. O Seu Senhor. Sua Majestade. Neste momento, o ser humano que melhor compreende quem é Deus, e o que Ele está a fazer, é uma adolescente num estábulo mal cheiroso. Ela lembra-se das palavras do anjo "O Seu reino será eterno". Majestade no meio da Terra.
Santidade na imundície do estrume e do suor. A Divindade entrando no mundo no chão de um estábulo.
Este bebé já dominou o Universo. Os Seus mantos de eternidade foram trocados pelos trapos que O mantêm quente. O Seu trono dourado foi trocado por um curral de ovelhas. Anjos adoradores substituídos por pastores. Entretanto, a cidade adormecida não tem consciência que Deus visitou o seu planeta. O dono da hospedaria nunca acreditaria que tinha acabado mandar Deus para o frio. E as pessoas zombariam de qualquer pessoa que lhes dissesse que O Messias descansava nos braços de uma adolescente na periferia da sua cidade.
Todos estavam demasiado ocupados para considerarem a possibilidade. Mas aqueles que perderam a chegada de Sua Majestade naquela noite, perderam-na não por de actos de malícia ou de maldade, mas perderam-na porque não estavam a olhar para Ele.”

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

"...TENHO SEDE..."


Todos nós, de uma forma ou de outra já experimentámos ter sede. Mas seja qual for o tipo de sede que já experimentámos, abrasadora, debilitante, etc., não pode ser comparada à sede da crucificação, que foi um longo processo de desidratação (João 19:28).
A começar no Getsémani, onde o Senhor Jesus suou a ponto de derramar gotas de sangue (Lucas 22:44), passando pela prisão e pelos julgamentos, primeiro diante de Anás e Caifás (João 18:13,24), depois perante Pilatos e Herodes (Lucas 23:1-8). Tudo isto com açoites, escárnio, zombaria e ainda a obrigação de carregar a cruz! Um sofrimento desta natureza esgotou com certeza todos os líquidos do Seu corpo. E há a acrescentar as horas que Ele ficou pendurado na cruz sem ter acesso a qualquer líquido!
Como é possível que o Criador dos rios e dos mares tivesse os lábios ressequidos?! Como é possível que o Omnipotente estivesse sedento? Como é possível que Aquele que acalmou o mar com as Suas palavras ansiasse por algumas gotas de refrigério?
Ele que se recusou a transformar pedras em pão quando estava faminto no deserto, agora na cruz, recusava-Se a criar água para matar a sede!
Ele já nos tinha ensinado como viver, agora, na cruz, ensina-nos como morrer!
As gotas que Ele ansiava tornaram-se rios de benção para nós!
A Sua sede não era apenas o desejo de beber água. Mas expressava o Seu anseio de tornar a ter comunhão com o Pai, após as horas terríveis de separação (“Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; Quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” Salmo 42:1,2).
Ele teve sede para que fossemos salvos da sede eterna!
Um dos primeiros sinais de vida é a sede. Todos nós nascemos sedentos. Mas, assim como entramos neste mundo trazendo connosco a sede física, também trazemos a sede espiritual embutida na nossa alma.
Mas a questão não é se temos sede, pois todos temos, mas sim até quando teremos sede.
O último convite que aparece na Bíblia é este: “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve diga: Vem. E quem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida.” Apocalipse 22:17