sexta-feira, 12 de outubro de 2018

GRAÇA


E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com Ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que Ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento. E, estando por detrás, aos seus pés. Chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento.”

         Algumas pessoas sentem-se magoadas com a religião que nem sequer colocariam a hipótese de jantar com um fariseu. Outras são tão religiosas que não fazem ideia de como chegar ao coração do pecador. Mas com o Senhor Jesus não era assim. Ele aceitou o convite do fariseu, e mostrou graça à pecadora.
         Há aqui três lições importantes a reter:
         - Os outros podem saber o mal que fizemos, mas só Jesus sabe o bem que nos pode fazer no futuro. Simão, o fariseu, viu a pecadora como uma erva daninha, O Senhor Jesus, pelo contrário, viu-a como uma potencial rosa que precisava de ser regada!
         - Lembrar-nos do que Deus já fez por nós vai permitir que demonstremos um amor e generosidade extravagantes. Imaginemos a cena: a mulher a ungir os pés do Senhor com um perfume valiosíssimo! Quando nos apaixonamos por Jesus, a primeira coisa que entregamos é o nosso coração e a segunda é a nossa carteira!
         - Não devemos ter medo de demonstrar os nossos sentimentos. Alguns são mais conservadores, ao estilo de “…aquietai-vos…”, mas outros são mais da linha de “Gritai e cantai de júbilo ao Senhor…”. Mas o que interessa e é importante, é que sejamos nós mesmos, verdadeiros!

GIGANTES



         Um dia, um soldado acusado de fugir do inimigo, foi levado perante Alexandre “O Grande” que lhe perguntou: “Como te chamas?” De cabeça baixa, o soldado respondeu: “”Alexandre”. Alexandre “O Grande” agarrou-o pelos ombros, olhou-o nos olhos e disse-lhe: “Soldado, muda a tua conduta, ou muda o teu nome!”
         Tu e eu fomos chamados para viver uma vida digna d’Aquele cujo nome representamos! Nós somos filhos, filhos de Deus! (“Mas a todos quanto o receberem, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crerem no Seu nome.” João 1:12.
         Independentemente do gigante que enfrentamos, seja vicio, ressentimento, medo, orgulho, inveja ou outro qualquer que seja, temos de compreender que:
         - Tu e eu não somos únicos. “Não veio sobre vós tentação senão humana…” 1Coríntios 10:13. Golias não foi sempre um gigante; ele foi alimentado e nutrido até se tornar um gigante. Os nossos gigantes são normalmente pequenos pecados que se alimentaram do que não presta, ou que menosprezámos, assumiram vida própria, cresceram e agora estão a atormentar-nos.
         - Não podemos enfrentar os gigantes sozinhos.” O nosso gigante irá sempre destruir-nos sempre que o tentarmos travar com a nossa própria força. Davi disse a Golias: “…do Senhor é a guerra, e Ele vos entregará nas nossas mãos.” Nós precisamos da ajuda divina para deixar os velhos hábitos e estabelecer novos comportamentos. Então pudemos dizer como Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” Filipenses 4:13.
            - Temos de enfrentar o nosso gigante de cabeça erguida. A Bíblia diz: “E sucedeu que, levantando-se o filisteu, e indo encontrar-se com Davi, apressou-se Davi, e correu ao combate, a encontrar-se com o filisteu.” 1Samuel 17:48. Não fujamos, não tentemos negociar, não nos comprometemos, nem arranjemos desculpas. Façamos com que o nosso gigante saia para a luz e não o deixemos voltar à nossa vida. Estabelecemos fronteiras e vamos mantê-las. Afastemo-nos das más companhias. Acima de tudo, não olhemos para Deus à luz do nosso gigante, olhemos para o nosso gigante à luz de Deus!

sábado, 6 de outubro de 2018

DONS



Já alguma vez pensámos porque Deus se dedica tanto? A nossa existência aqui poderia ser medíocre. Jesus poderia ter deixado este mundo e nós nunca saberíamos a diferença. Mas não foi isso que Ele fez. Se nós damos presentes para demonstrar o nosso amor, quanto mais Ele! (“Se vós pois, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que Lhe pedirem? Mateus 7:11).
Os dons (bens) de Deus emitem a luz do Seu coração (“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Tiago 1:17).
Todos os dons de Deus revelam o Seu amor, porém nenhum revela mais o Seu amor do que o dom (presente) da cruz. Eles vieram, não embrulhados em papel, mas em paixão. Não foram colocados à volta de uma árvore, mas numa cruz. Foram cobertos com laços, mas salpicados com sangue!
“…ofereça dons…”
Que dons são estes? Será só o dom da cruz? Penso que não! E os pregos? A coroa de espinhos? As vestes que os soldados tiraram? Já tirámos tempo para abrir estes presentes? É verdade que a única atitude requerida para a nossa salvação foi o sangue derramado. Mas Ele fez muito mais! O lugar da crucificação está cheio de presentes (dons) de Deus. Vamos abrir alguns!
- Cristo suporta o nosso lado mau (“Porque o que faço não o aprovo, pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.” Romanos 7:15).
         Nos momentos que antecederam a crucificação do Senhor há uma cena que muitas vezes nos passa despercebida. “E, cuspindo n’Ele…” (Mateus 27:30).
         A obrigação dos soldados era simples: levar o Senhor até ao monte e crucificá-Lo. Mas eles tinham outra ideia, queriam divertir-se primeiro. Os açoites foram ordenados, a crucificação também. Mas quem teria prazer em cuspir num Homem quase morto? O ato de cuspir não tem a finalidade de machucar o corpo. O ato de cuspir é a intenção de degradar a alma. Eles sentiram-se grandes ao humilhar o Senhor.
         Talvez nós nunca tenhamos cuspido em alguém, mas provavelmente já murmuramos, já caluniámos! E a sensação de quem faz isso é que acham que são maiores do que aquele que estão humilhando.
         O cuspo dos soldados simboliza o lixo que por vezes vai no nosso coração, e vê o que o Senhor faz com isso. Ele o carregou até à cruz! Os anjos estavam presentes mas não desviaram o cuspo. Aquele que escolheu ser cravado com a lança, suportou também o cuspo do homem porque conhecia o lado obscuro dele. Na cruz, Jesus trocou connosco (“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se maldição por nós…” Gálatas 3:13).

- Ele fala a nossa linguagem (“E, também por cima d’Ele estava um titulo, escrito em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS.” Lucas 23:38)
         O grego era a linguagem da cultura regente. O latim era o idioma dos romanos, e o hebraico era o idioma dos hebreus. Jesus Cristo foi declarado Rei em todas elas. Deus tem uma mensagem para cada uma. Não há língua que Ele não fale. E a pergunta é esta: “Em que linguagem é que Ele está falando contigo?” Não estou a falar do idioma, mas no teu dia-a-dia. Qual a linguagem que Deus tem utilizado para falar à tua vida? Deus também fala a nossa língua.
O importante para nós é compreender que na cruz o Senhor Jesus nos ganhou também o acesso diário ao Pai para falarmos com Ele!

- Vitória (“E João, viu que o lenço que tinha estado sobre a Sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.” João 20:7).
Só Deus pode transformar qualquer tragédia em triunfo. Na sexta-feira da crucificação, João não sabia o que nós não sabemos agora. Ele não sabia que a tragédia de sexta seria o triunfo de domingo. Mas não fugiu como os outros. A Bíblia não fala do dia a seguir á crucificação (sábado), mas podemos imaginar o quanto difícil terá sido esse dia para os discípulos. Mas quando chegou o domingo João estava lá. Porquê? O Senhor estava morto, o seu futuro comprometido. Quem lhe garantia que aqueles que mataram Jesus não viriam atrás dele para também o matarem?
Talvez tenha ficado porque amava o Senhor Jesus. Para alguns, Jesus era alguém que fazia milagres, para outros era um Mestre, para outros a esperança de Israel. Mas para João, Ele era tudo isto e muito mais. Para João o Senhor Jesus era um Amigo!
E não se abandona um amigo, nem mesmo quando Ele morre. João ficou perto do Senhor. Era um hábito seu. Ele esteve perto d’Ele no Cenáculo. Esteve perto d’Ele no Getsémani. Esteve aos pés da cruz durante a crucificação, e estava perto da sepultura durante o enterro. E nós? Quando nos encontramos na mesma posição de João, o que fazemos? Quando chega o “sábado” da nossa vida como reagimos? Fugimos? Abandonamos o Senhor? Ou permanecemos ao Seu lado? Queremos a vitória? Queremos o milagre? Então temos de esperar pelo “domingo”!
João através dos trapos viu o poder da vida (“…Ele viu, e creu…” João 20:8).
E a questão final é esta: Pode Deus neste “domingo” fazer algo parecido na nossa vida? Pode Ele tornar uma tragédia numa vitória? Não tenho dúvidas. Basta fazer o que João fez. Ficar perto d’Ele. Da cruz não mana apenas salvação, mas também dons intermináveis!

sábado, 29 de setembro de 2018

O PRECIOSO SANGUE DE JESUS


O sangue de Jesus Cristo é, sem dúvida, o presente mais precioso que Deus Pai deu à Sua Igreja!
Os cristãos frequentemente cantam sobre o poder do sangue, mas poucos ingressam no poder deste sangue (“Logo mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por Ele salvos da ira.” Romanos 5:9).
Não podemos invocar o sangue de Jesus como uma fórmula mística de protecção. Temos de perceber a sua grande glória e benefícios (“Mas agora em Cristo Jesus, vós que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.” Efésios 2:13).
Vamos entender um pouco mais do valor do sangue de Jesus e como pode realizar mudanças maravilhosas na nossa vida! (“E três são os que testificam na Terra: O Espírito, a Palavra e o sangue; e estes três concordam num.” 1João 5:8).
Na Bíblia, o sangue é citado de duas maneiras: Sangue Derramado e Sangue Aspergido.
A maioria dos cristãos apenas sabe a respeito do sangue de Jesus aquilo que Ele diz quando comemorava a Páscoa com os Seus discípulos, e que é normalmente lembrado nos cultos de ceia: “Semelhantemente tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós.” Lucas 22:20.
Mas este é o limite do conhecimento que muitos têm sobre o sangue de Jesus. Sabem somente sobre o sangue derramado e pouco sobre o sangue aspergido!
A primeira referência bíblica à aspersão do sangue está em Êxodo 12:22: “Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e lançai na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém, nenhum de vós saia da porta de sua casa até à manhã.”
Enquanto o sangue permaneceu na bacia, ele não teve efeito nenhum; era meramente sangue que havia sido derramado. O sangue só adquiriu poder para livrar os israelitas quando foi aspergido! (“E a Jesus, o Mediador duma Nova Aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” Hebreus 12:24)
Este sangue é um tipo do sangue de Cristo. O sangue derramado no Calvário não foi desperdiçado, ele não caiu no chão e desapareceu. Não! Este precioso sangue foi colocado algures numa fonte celestial e se Jesus Cristo é o Senhor da nossa vida, então o “umbral da nossa porta”, o coração foi aspergido com o Seu sangue. E esta aspersão não é apenas para perdão, mas também para protecção!
Quando somos aspergidos, estamos totalmente sob a protecção do sangue de Cristo, contra todos os poderes destruidores do diabo. Quando os demónios vêem o sangue de Cristo no “umbral da nossa porta”, eles não nos podem tocar, porque não podem tocar em alguém aspergido com o sangue de Cristo!
O sangue de Jesus Cristo é aspergido em nós pela fé. Não é uma aspersão física; antes, é uma transacção espiritual. Ele faz isso em resposta à nossa fé. O sangue de Jesus não produzirá algum efeito nas nossas almas, até que verdadeiramente creiamos no poder do Seu sacrifício no Calvário (“Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue, para demonstrar a Sua justiça pela remissão dos pecados, dantes cometidos sob a paciência de Deus.” Romanos 3:25).
Eu acredito que a nossa atitude deve ser mais firme. Nós somos comprados pelo sangue, salvos pelo sangue, mais do que vencedores por meio de Jesus Cristo! Não estamos num tribunal com o diabo, defendendo uma causa. Não! Nós somos vitoriosos! Jesus Cristo conquistou a vitória por nós. O Seu sangue prevaleceu. E creio que o nosso grito, nesta guerra espiritual, que estamos diariamente envolvidos, deveria ser:
Eu sou lavado, comprado, justificado, salvo, resgatado pelo sangue. E proclamo a vitória do sangue de Jesus!
Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes de vossos pais. Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.” 1Pedro 1:18,19

O PROCESSO DE PUREZA


Deus é puro. Para nós, a pureza é um processo. Desde a entrada do pecado no coração humano, Deus foi chamando as pessoas para serem restauradas à Sua presença. Deus sabe tudo sobre cada um de nós, e sabe que nem tudo é puro, mas Seu plano é nos tirar da escuridão, e encher-nos da sua bondade. Ele colocou dentro de nós o Espírito Santo para peneirar tudo o que se opõe a Ele.
O processo de pureza de Deus começa com Jesus Cristo e termina em unidade com Ele. A Sua Palavra nos ensina que a pureza é um estado físico, bem como um estado espiritual - o que fazemos, o que dizemos, o que sentimos, o que pensamos - quem somos por dentro e por fora.
O sacrifício de animais marcou o processo de pureza para as pessoas no Velho Testamento. Em cumprimento da Sua promessa de derramar o Seu Espírito sobre nós, Deus enviou o Seu Filho Jesus, para viver como nosso exemplo de pureza e unidade com Ele, e para ser o nosso puro sacrifício, para que pudéssemos ser um com Deus (“E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.” João 17:23).
Por meio da fé em Jesus Cristo somos julgados como puros. Tão puros que podemos ter relação com Deus, Ele ouve as nossas orações, e nos transforma para reflectir a Sua imagem (“Mas todos nós, com cara descoberta, reflectindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” 2Coríntios 3:18). Não podemos alcançar a pureza sozinhos, precisamos d’Ele e da Sua bondade. Ele deu-nos a Sua Palavra e o Espírito Santo para completar o processo de pureza que Ele começou dentro de nós. No nosso processo de pureza Ele pode nos trazer mais perto da unidade com Ele e uns aos outros, e através de Sua graça possamos ser uma luz para aqueles que ainda têm de começar o seu processo de pureza em Jesus Cristo.

sábado, 22 de setembro de 2018

O NAVIO DO EVANGELHO


Para definir a brevidade da vida, Jó assemelhou a sua a um correio, a um navio e a uma águia. Ele observava os carteiros na sua pressa diária de levar e trazer mensagens e disse: “E os meus dias são mais velozes de que um correio…”; Ele via os navios a saírem do porto com as suas cargas e disse: “Meus dias passam como navios veleiros…”; E via a águia caindo sobre a sua presa e disse: “Meus dias passam como a águia que se lança à comida…” (Jó 9:25,26).
E nós, os “Jós modernos”, podemos também comparar os nossos dias com estas coisas. Mas vamos focar-nos apenas no exemplo dos navios.
Vamos pensar sobre a vida como uma viagem através do oceano do tempo até ao porto da eternidade. Todos embarcámos no mar da vida, e ninguém sabe o quão perto está o porto de desembarque.
Cada um de nós tem de fazer esta viagem. Estamos aqui no mar do tempo e não podemos voltar atrás para alterar a nossa embarcação que começou com o nosso nascimento e termina com a nossa morte aqui. A morte não é uma evasão da existência, é, sim, desembarcar nas praias da eternidade.
A viagem não é fácil, por vezes o tempo está difícil. Há ondas fortes de tentação, tempestades que ameaçam nos tirar do curso certo e nos mandar para o desespero. O mar está infestado de criaturas perigosas que tentam devorar a nossa alma.
A nossa necessidade é a de um “navio” que seja capaz de nos levar ao porto celestial e de um Piloto que conheça o caminho e em qual possamos confiar.
É necessário que todos nós examinemos o navio em que estamos navegando, e vejamos se é seguro!
Religiosamente falando, a Humanidade está dividida em muitos grupos os quais navegam em muitos navios:
O NAVIO “NÃO HÁ DEUS” (“Disse o néscio no seu coração: Não Há Deus!” Salmo 14:1).
O NAVIO “NÃO EXISTE INFERNO” (“O caminho do tolo é reto aos seus olhos…” Provérbios 12:15).
O NAVIO “DAS BOAS OBRAS” (“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” Efésios 2:8).
O NAVIO “DO FANATISMO” (“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12). Há quem proclame que a salvação está na sua igreja ou denominação, mas esta SÓ está em Jesus Cristo!
O NAVIO “DO EVANGELHO
Vamos olhá-lo e descrevê-lo:
ELE É CAPAZ DE NAVEGAR – Os passageiros estão salvos de qualquer perigo. As ondas fortes da tentação não os varrerão do convés. O Capitão não deixará que os passageiros sejam tentados além do que podem suportar. Nada os separará do amor de Cristo. Estão salvos do inferno, porque Jesus se fez propiciação pelos seus pecados.
A PASSAGEM É A MESMA PARA TODOS E NÃO HÁ REDUÇÃO DE PREÇO – É muita cara. O ouro e a prata não podem pagar uma passagem para este navio. Ela tem de ser paga pela moeda da justiça de Deus. Os passageiros não estão neste navio pelo resultado das suas obras, mas pelo resultado do trabalho consumado por Cristo no Calvário!
Tudo já foi pago pelo Senhor Jesus Cristo. O preço foi pago até ao destino final. Não há perigo de alguém ser lançado no meio do oceano. O Mestre do barco já pagou o preço por nós!

sábado, 8 de setembro de 2018

DECISÕES!



Deus não pode ser travado pela economia ou por algum tipo de crise. Mas é nos tempos de crise que a Igreja tem oportunidade de brilhar. Como filhos de Deus temos em nós o poder de reverter o “nosso mundo” e sermos as mãos e os pés de Cristo nestes tempos em que estamos vivendo!
Eis algumas decisões que precisamos de tomar para pudermos “brilhar”:
- Em lugar de odiar, decide amar.
- Em lugar de criticar, decide animar.
- Em lugar de te renderes, decide perseverar.
- Em lugar de desvalorizares, decide valorizar.
- Em lugar de responderes à ofensa, decide perdoar.
- Em lugar de não fazeres nada, decide fazer algo.
- Em lugar de derrubares, decide construir.
- Em lugar de estancares, decide ser frutífero.
- Em lugar de ser parte do problema, decide ser parte da solução.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

JESUS E A MULHER SAMARITANA


Quem era esta mulher? Era uma pessoa discriminada, simplesmente porque era mulher! (“E nisto vieram os Seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou porque falas com ela?” (vs.27); Uma pessoa rejeitada pelos judeus por ser samaritana (“…porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos.” (vs.9); Uma pessoa rejeitada por ter uma vida moral duvidosa (“Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.” (vs.18); Uma pessoa que vivia escondida da sociedade. Foi buscar água ao meio-dia para não se encontrar com ninguém (hora sexta vs.6,7). O normal era as pessoas irem buscar água de manhã cedo por causa do calor.
1.     Jesus foi até onde ela estava. Não é pelo esforço humano que se encontra Deus. Foi Ele que veio até nós!
2.     Jesus deu-Se a conhecer. Ela primeiro pergunta se Ele era maior que Jacó. “És Tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?” (vs.12). Mas Ele responde e diz-lhe: “Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna.” (vs.13,14). Era como se Ele estivesse a dizer à mulher: “Jacó deu um poço natural (religião) mas Eu tenho uma fonte espiritual, viva e eterna! Quem tiver esta fonte dentro de si, não precisa de depender de poços exteriores para ter alegria, esperança!
3.     A mulher samaritana “vivia do passado “…Jacó nos deu o poço…” (vs.13). Ela estava presa ao passado. A água do poço representa a experiência que Jacó teve com Deus, mas não servia nem era satisfatória para ela.
4.     A proposta de JesusMas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (vs.21). O tempo para ter uma experiência com Deus é o presente. Não podemos ficar dependentes dos outros, da experiência dos outros, mas ter a nossa própria experiência! O nosso apelo deve ser: “Senhor dá-me dessa água, para que não mais tenha sede…” (vs.15)

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

TENS PROCURADO?


É difícil imaginar circunstâncias mais humildes do que aquelas que rodearam o nascimento de Jesus. Max Lucado, desenha-nos esta imagem: “O estábulo cheira mal, o chão é duro. Teias de aranha cobrem o tecto e um rato, corre pelo chão, Maria olha para a face do seu filho. O Seu Senhor. Sua Majestade. Neste momento, o ser humano que melhor compreende quem é Deus, e o que Ele está a fazer, é uma adolescente num estábulo mal cheiroso. Ela lembra-se das palavras do anjo "O Seu reino será eterno". Majestade no meio da Terra.
Santidade na imundície do estrume e do suor. A Divindade entrando no mundo no chão de um estábulo.
Este bebé já dominou o Universo. Os Seus mantos de eternidade foram trocados pelos trapos que O mantêm quente. O Seu trono dourado foi trocado por um curral de ovelhas. Anjos adoradores substituídos por pastores. Entretanto, a cidade adormecida não tem consciência que Deus visitou o seu planeta. O dono da hospedaria nunca acreditaria que tinha acabado mandar Deus para o frio. E as pessoas zombariam de qualquer pessoa que lhes dissesse que O Messias descansava nos braços de uma adolescente na periferia da sua cidade.
Todos estavam demasiado ocupados para considerarem a possibilidade. Mas aqueles que perderam a chegada de Sua Majestade naquela noite, perderam-na não por de actos de malícia ou de maldade, mas perderam-na porque não estavam a olhar para Ele.”

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

"...TENHO SEDE..."


Todos nós, de uma forma ou de outra já experimentámos ter sede. Mas seja qual for o tipo de sede que já experimentámos, abrasadora, debilitante, etc., não pode ser comparada à sede da crucificação, que foi um longo processo de desidratação (João 19:28).
A começar no Getsémani, onde o Senhor Jesus suou a ponto de derramar gotas de sangue (Lucas 22:44), passando pela prisão e pelos julgamentos, primeiro diante de Anás e Caifás (João 18:13,24), depois perante Pilatos e Herodes (Lucas 23:1-8). Tudo isto com açoites, escárnio, zombaria e ainda a obrigação de carregar a cruz! Um sofrimento desta natureza esgotou com certeza todos os líquidos do Seu corpo. E há a acrescentar as horas que Ele ficou pendurado na cruz sem ter acesso a qualquer líquido!
Como é possível que o Criador dos rios e dos mares tivesse os lábios ressequidos?! Como é possível que o Omnipotente estivesse sedento? Como é possível que Aquele que acalmou o mar com as Suas palavras ansiasse por algumas gotas de refrigério?
Ele que se recusou a transformar pedras em pão quando estava faminto no deserto, agora na cruz, recusava-Se a criar água para matar a sede!
Ele já nos tinha ensinado como viver, agora, na cruz, ensina-nos como morrer!
As gotas que Ele ansiava tornaram-se rios de benção para nós!
A Sua sede não era apenas o desejo de beber água. Mas expressava o Seu anseio de tornar a ter comunhão com o Pai, após as horas terríveis de separação (“Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; Quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” Salmo 42:1,2).
Ele teve sede para que fossemos salvos da sede eterna!
Um dos primeiros sinais de vida é a sede. Todos nós nascemos sedentos. Mas, assim como entramos neste mundo trazendo connosco a sede física, também trazemos a sede espiritual embutida na nossa alma.
Mas a questão não é se temos sede, pois todos temos, mas sim até quando teremos sede.
O último convite que aparece na Bíblia é este: “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve diga: Vem. E quem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida.” Apocalipse 22:17

sábado, 4 de agosto de 2018

QUEM DIZEIS QUE EU SOU?


O Senhor Jesus foi Aquele que causou uma grande revolução nas nossas vidas!
Foi Ele que despertou o ânimo e o sentido da nossa vida. Ensinou-nos a amar a verdade e a sermos fieis à nossa consciência.
É Ele que nos ensina contra o individualismo e a agressividade. Leva-nos a pensar na brevidade da vida e a buscar aquilo que transcende o tempo (a eternidade).
É Ele que agita os nossos corações. Ele é para nós a Luz do mundo. Brilha onde a luz do sol nunca penetra. Lança fora todos os nossos temores e enche-nos de esperança quando estamos abatidos.
Ele faz-nos perceber que a vida humana, embora seja bela, se evapora como uma gota de água no calor do dia. Ele faz-nos “ver” um mundo que ultrapassa a esfera material, além dos limites físicos.
Ele não quer que deixemos de ser ambiciosos, mas que ambicionemos acumular um tesouro que a traça não corrói e nem os ladrões roubam!
Ele foi Aquele que não usou violência com os Seus inimigos, deixou que o humilhassem, ficou em silêncio no auge da Sua dor…POR AMOR A NÓS!
Ele é Aquele que nós queremos a reinar no nosso coração, pois só Ele nos pode ensinar a vivermos a nossa curta vida aqui.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

PACIÊNCIA

Por natureza não somos muito pacientes. Tendemos a ser refilões, apressados e a ultrapassar tudo e todos. Robert Levine inventou uma palavra a que chamou "honko-second". É o tempo entre o momento que o semáforo muda e a pessoa atrás de nós buzina. Por vezes, esperar é a coisa pior que nos podem pedir. Só no Velho Testamento, é-nos ordenado quarenta e três vezes "espera no Senhor!" Aprender a esperar bem é um teste de maturidade. Scott Peck escreveu: "A gratificação retardada é um processo de programar a dor e o prazer da vida de tal maneira que reforça o prazer satisfazendo e experimentando primeiro a dor e ultrapassando-a depois. É a única forma decente de viver". Esperar obriga-nos a reconhecer que não estamos no controle das coisas. Humilha-nos na medida em que precisamos de ser humilhados.
Veja-se o que acontece com o trapezista. Por um momento, que deve assemelhar-se à eternidade, fica suspenso no vazio. Não pode voltar para trás, mas é demasiado cedo para ser agarrado por quem o irá segurar. Tem de esperar com confiança absoluta. Se não o fizer, poderá morrer. Neste exacto instante, podes estar a viver um momento muito vulnerável. Tens de fazer o que Deus te ordenou, mas ainda não consegues sentir a Sua mão a segurar-te. Moisés esperou 80 anos por um ministério que durou 40 - dois terços da sua vida foram gastos a preparar-se! A tua vida não é medida pela sua extensão, mas pela sua eficácia e pelo impacto para com Deus. Por isso, espera, que Deus não te irá desapontar.

sábado, 21 de julho de 2018

O VALOR DO TEMPO


Todos vivemos confinados pelo tempo (Eclesiastes 3:1): 60 segundos num minuto, 60 minutos numa hora, 24 horas num dia, sete dias numa semana, 365 dias (ou 366) num ano. Não importa o que façamos, não podemos escapar da influência do tempo. Com frequência presumimos que o tempo está ao nosso dispor. Mas vejamos uma perspectiva contundente sobre o valor do tempo:
Ø Para conhecer o valor de 1 ano, perguntemos a um estudante que não passou de ano lectivo.
Ø Para conhecer o valor de 1 mês, perguntemos a uma mãe que deu à luz um bebé prematuro.
Ø Para conhecer o valor de 1 semana, perguntemos a um editor de um jornal semanal.
Ø Para conhecer o valor de 1 dia, perguntemos a um trabalhador contratado por um dia e que tem dez filhos para alimentar.
Ø Para conhecer o valor de 1 hora, perguntemos a um casal de namorados que esperam para se encontrar.
Ø Para conhecer o valor de 1 minuto, perguntemos a uma pessoa que perdeu o comboio, o autocarro ou o avião que o levaria a um lugar importante.
Ø Para conhecer o valor de 1 segundo perguntemos a uma pessoas que sobreviveu a um choque frontal numa colisão de carros.
Ø Para conhecer o valor de 1 milésimo de segundo, perguntemos a um atleta que ganhou “apenas” a medalha de prata, nos Jogos Olímpicos, por terminar em segundo lugar.

A importância das virtudes relacionadas com o tempo, como a prontidão e o sentido de oportunidade, variam de uma cultura para a outra.
Mas vivamos em que lugar for, algumas realidades sobre o tempo afecta-nos a todos. O tempo não pode ser poupado! Não podemos comprar tempo adicional. Cada um de nós tem apenas 24 horas num dia. Todos nós temos um tempo finito de dias para viver sobre esta Terra (“A duração de uma vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam aos oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos.” Salmo 90:10). Por esta razão façamos o que fizermos, gastemos o tempo da maneira que gastarmos deveríamos ter sempre em mente que precisamos de ser cuidadosos com o tempo que temos, porque uma vez perdido, o tempo não pode ser recuperado (“Remindo o tempo, porquanto os dias são maus. Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.” Efésios 5:16,17).
O Senhor Jesus foi O único que teve sempre o tempo controlado. Ele era Senhor do Seu tempo (“Disse-lhes pois Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.” João 7:6).
Nós não sabemos quando vai ser o nosso último ano, o nosso último mês, a nossa última semana, o nosso último dia, a nossa última hora, o nosso último minuto, o nosso último segundo, ou até o nosso último milésimo de segundo. Mas sabemos que, se estivermos preparados, seja em que altura for, iremos para a glória! (1Tessalonicenses 5:1-10).
Para conhecermos melhor o Valor do Tempo, precisamos de fazer a nós próprios uma pergunta: “Que tenho feito com Jesus?” Eu penso que esta é uma excelente pergunta, porque grande parte do que fazemos em cada dia, consiste em actividades que têm pouca ou nenhuma consequência eterna (“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da Terra. Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Colossenses 3:1-3).
A utilização mais produtiva do tempo que temos, requer mais atenção da nossa parte para as coisas de Deus e menos para as coisas do mundo (“Mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6:33).

quinta-feira, 12 de julho de 2018

NASCER DE NOVO


Há um provérbio popular que diz o seguinte: “Até mesmo o terreno mais fértil permanece estéril se nenhuma semente for lançada nele.”
         Aparentemente Nicodemos não sabia disso. (João 3:1-7). Ele pensava que a terra podia gerar frutos sem que fossem lançadas as sementes. Ele era muito sábio nas questões, mas descuidado com a semente. Era um legalista. É assim que os legalistas pensam: Preparam a terra, mas esquecem-se da semente. Os fariseus achavam que a fé era uma obra exterior. Mediam a espiritualidade das pessoas pelo título que elas possuíam, pelo som das orações, pelo montante das ofertas. Se eles fossem agricultores, certamente teriam as terras mais atraentes, o melhor equipamento, a terra lavrada e arada. Discutiriam sobre as melhores técnicas para lançar adubo, etc. Mas eles teriam um problema: Discutiriam muito sobre técnica, porém colheriam pouco fruto!
         Porque em tão pouco tempo, um galileu tinha gerado mais fruto do que todos os fariseus de uma geração inteira. Isso fez com que eles ficassem chateados e decidiram ignorar os Seus resultados e insultaram os Seus métodos. Com excepção de Nicodemos.
         Ele não era só curioso. Ele estava perturbado. Perturbado pela maneira como as pessoas davam ouvidos ao Senhor Jesus.  
         Nicodemos foi atraído a Jesus, porém ele não queria que o vissem junto com o Senhor, por isso encontrou-se com Ele de noite. Faz sentido. O legalismo não oferece luz alguma.
         Nicodemos começa com cortesias (vs.2), mas o Senhor desconsidera o elogio (vs.3). Nada de conversa que interesse. Jesus vai directo ao assunto. Direito ao coração. Direito ao problema. O Senhor sabe que o coração do legalista é duro e por isso começa a martelar:
- Não podes ajudar um cego acendendo uma luz.
- Não podes ajudar um surdo aumentando o volume da música.
- Não podes mudar o interior decorando o exterior.
- Não podes colher fruto se não semeares.
         Nicodemos, precisas de nascer de novo!!!
O encontro do Senhor Jesus com Nicodemos foi mais do que um encontro entre duas figuras religiosas. Foi uma colisão entre duas visões diferentes da salvação. Nicodemos pensava que a pessoa fazia a obra. O Senhor Jesus dizia que Deus é quem faz a obra. Nicodemos pensava que tudo era uma troca. O Senhor dizia que era um presente. Nicodemos pensava que o homem deveria merecê-la. O Senhor dizia que o homem deveria aceitá-la.
Depois de passar a sua vida a estudar as Escrituras na base da lógica, o mestre fariseu fica repentinamente calado quando o Senhor abre a porta da graça e a luz desta graça invade a escuridão do seu coração!
Imagino Nicodemos com vontade de fazer esta pergunta: “Qual a motivação que está por detrás disto?” O Amor! (João 3:16).
Ele nunca ouvira tais palavras. Ele já tinha participado em muitos debates sobre salvação. No entanto, esta é a primeira na qual nenhuma regra foi estabelecida, nenhum código, nem ritual. Apenas: “Todo aquele que crer terá a vida eterna.
Mesmo na mais escura das noites podia-se ver o assombro na cara de Nicodemos: “Todo aquele que crer?” Mas não é todo aquele que alcança? Todo aquele que é bem-sucedido? Não! “Todo aquele que crê!

terça-feira, 10 de julho de 2018

DESCANSAR NO SENHOR


Quando foi a última vez que descansamos no Senhor? Quando foi que nós descansamos de verdade, onde nenhuma situação ou circunstância nos tirou daquele estado de profunda dependência e confiança em Deus?
Infelizmente o que acontece connosco é que raramente descansamos plenamente em Deus, tendo a certeza de que Ele estará cuidando integralmente das nossas vidas. Temos a tendência de querermos tomar as rédeas nas nossas mãos. Descansar em Deus é algo muito difícil, e o facto de nós não descansarmos n’Ele muitas vezes faz-nos perder o sono. Por isso vamos ver 3 tipos de Insónias que não nos deixam descansar plenamente em Deus.
1. Insónia da Ansiedade (1Pedro 5:7)
Possivelmente os leitores desta carta de Pedro estavam enfrentando algumas desavenças no que diz respeito ao relacionamento dos jovens para com os mais idosos desta igreja. É possível que os jovens estavam tendo urna atitude de exaltação e insubmissão perante os líderes daquela igreja. E então neste texto o Apóstolo Pedro está exortando os jovens de que estes tenham uma atitude de humildade diante dos mais idosos, o que certamente levaria Deus a exaltá-los no devido tempo (vs.5,6), e também que todos lançassem sobre Deus toda a ansiedade que eles estavam sentindo ou passando.
A idéia de lançar sobre Deus a nossa ansiedade é nós transportarmos um sentimento particular para Ele. E o versículo diz para lançarmos sobre Deus TODAS as nossas ansiedades, não apenas algumas ou aquelas que definitivamente estão fora do nosso controlo. É TODAS!
2. Insónia da Angústia (Salmo 42:5)
Este Salmo é um salmo didáctico, e o que se esperava de um salmo didáctico é que o seu autor esteja ensinando e incentivando os seus leitores a uma mudança de atitude em relação a algo de errado que estavam cometendo,
Este Salmo ensina-nos a esperarmos e descansarmos no Senhor, pois Ele é o nosso auxílio e o nosso Deus,
A palavra abatida tem vários significados, mas os que mais se encaixam aqui com este texto são: desesperado, enfraquecido, debilitado, cansado e deprimido,
Quando os filhos de Coré escreveram este salmo eles encontravam-se nestas situações. Eles desejavam o descanso do Senhor, pois encontravam-se exilados, o que fazia que eles estivessem longe do Templo do Senhor. Só o Senhor os poderia livrar da angústia em que se encontravam.
3. Insónia da Amargura (Hebreus 12:14,15)
O contexto imediato destes versículos está tratando a respeito da disciplina que Deus aplica sobre os Seus filhos, com o propósito de promover o arrependimento e a restauração. E logo após falar a respeito da disciplina de Deus, o autor da carta incentiva os seus leitores a seguirem mutuamente a paz buscando a santificação.
E por incrível que pareça o autor logo em seguida diz que não pode haver nenhuma raiz de amargura (ódio) no meio desta comunidade cristã, ou num grupo de pessoas que se dizem crentes, pois esta raiz de amargura levaria outras pessoas a contaminarem-se.
Eu creio que, se numa igreja existem membros que não se relacionam frequentemente no amor de Cristo uns com os outros, esta igreja dificilmente irá caminhar rumo à sua santificação e glorificação. Uma igreja só cresce mutuamente se o seu corpo estiver em total ajuste de acordo com a comunhão mútua e com o Senhor.
Conclusão: Para desenvolvermos urna dependência em Deus, precisamos aprender a entregar e depositar nas Suas mãos toda a nossa ansiedade, angústia e toda a amargura que possa haver nos nossos corações.
Se a ansiedade nos tomou, a angústia nos perturba e a amargura nos endurece, é tempo de depender de Deus, pois a vitória será Ele que nos irá conceder, e só assim é que nós de facto descansaremos no Senhor (Salmo 4:8).

A PALAVRA de DEUS



No Salmo 1, Davi escreveu que a pessoa que medita na Palavra de dia e de noite torna-se como uma árvore firmemente plantada junto a ribeiros, e tudo nela será prosperidade. Ser firmemente plantado é ser estável. Cada um de nós pode ser estável, e tudo o que fizermos pode prosperar. O caminho é meditar na Palavra de Deus (“…e na sua lei medita de dia e de noite.”).
Meditar na Palavra significa trazê-la sempre à nossa mente, ponderar e pensar a respeito dela, como o Senhor ordenou a Josué (1:8): “Não se aparte de ti o livro desta Lei, antes medita nele de dia e de noite…”
Em Isaías 55:11, o Senhor promete: “Assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.”
Em 2Coríntios 3:18, o Apóstolo Paulo diz que ao contemplarmos a glória do Senhor, na Sua Palavra, somos transformados (“…de glória em glória…”). Parte de contemplar a glória do Senhor consiste em conhecer o glorioso plano que Ele tem para nós e crer nisso.
Deus ama-nos e tem um plano perfeito e glorioso para a nossa vida. No primeiro capítulo da epístola aos Efésios, Paulo diz que Deus delineou todo o plano da salvação por intermédio de Cristo para satisfazer o intenso amor com que Ele nos amou. Isso significa que por causa desse amor Ele planeou uma vida maravilhosa e gloriosa para nós. Precisamos de crer nisso e confessar essa verdade.
O papel de satanás é tentar minar o plano de Deus para a nossa vida. Ele trabalha para que sintamos indignos. Porquê? Porque ele quer que nós não creiamos que somos intensamente amados por Deus. O diabo sabe que, ao ouvirmos a Palavra de Deus frequentemente e permitir que ela se torne parte da nossa vida e do nosso sistema de pensamento, isso vai-nos transformar, e ele não quer que isso aconteça.
  Crer no que Deus diz sobre nós muda a nossa atitude e a nossa opinião a respeito de nós mesmos.
Pergunta a ti mesmo: “O que penso de mim mesmo?” “Qual é a minha opinião a respeito de mim mesmo?” E em seguida, pensa: “O que Deus pensa de mim?” “Qual é a Sua opinião a meu respeito?”
O que Ele pensa de cada um de nós encontra-se na Sua Palavra. Talvez o inimigo te tenha mentido durante toda a tua vida, e tu acreditaste nele. Agora é tempo de acreditar em Deus!
Em João 17:17, o Senhor disse que a Palavra de Deus é a Verdade (“Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a Verdade.”). E em João 8:32, Ele disse que a verdade nos libertará (“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”).
Não somente a Palavra de Deus, mas, também, a Palavra da Verdade nos libertará, mas também mudará a nossa aparência e a nossa natureza. Eis porque precisamos de ouvi-la, lê-la, estudá-la e meditar sobre Ela, permitindo que ela entre dentro de nós.
Em Cristo podemos ser confiantes, alegres, mais que vencedores, fieis, amigos de Deus e alguém que pode estar na Sua presença!
Confessemos a respeito de nós mesmos o que Deus diz de nós na Sua Palavra. À medida que fazemos isso, Deus começará a trabalhar na tua vida. Ele curará o teu coração ferido, quebrantado, transformando-te num amigo fiel, que ama ao Senhor e a quem Ele também ama muito.
Sim, Deus quer mudar o nosso carácter, a nossa vida. Deus ama-nos. Cada um de nós é uma pessoa especial para Ele. O inimigo não quer que nos sintamos amados, mas Deus sim!
Deus nos abençoe na medida que nós aprendermos a declarar a Sua Palavra, que não voltará para Ele vazia, mas cumprirá a vontade e o propósito divino na nossa vida!