Depois de picos únicos de comunhão com o Pai, Jesus fazia-Se ao caminho em direção ao Seu destino de eleição: Pessoas. O investimento sobrenatural catapultou-O sempre para o mundo real. A valorização do cume do monte nunca Lhe retirou a perceção do que se passava no sopé do mesmo. Até porque é no vale que muitos precisam desesperadamente da Sua ajuda. Não admira, portanto, que a multidão se dirigisse em massa ao Seu encontro. E no meio dela, ainda hoje, é possível ouvir pedidos de pais com o coração nas mãos por causa dos seus filhos. Dói muito ver uns e outros totalmente desgastados devido à manipulação do maligno. No fundo, todos nos sentimos impotentes diante das musculadas opressões do inimigo das nossas almas. Vale-nos Jesus que chamou a Si esse combate. Só Ele mesmo para fazer frente ao mal e repeli-lo. Sim, apenas Jesus tem o condão de colocar em ordem o nosso interior. Agora, não nos fiquemos somente pela celebração efusiva das Suas maravilhas. Aliás, antes que comecemos a embandeirar em arco, Jesus acena-nos com a cruz. E se este Seu tipo de linguagem nos parece difícil de decifrar, basta recordar que a Sua vitória não assentou no triunfalismo, mas no altruísmo. Que, diga-se de passagem, somos desafiados a imitar.
sábado, 2 de maio de 2026
SILÊNCIO
A melhor resposta às vozes negativas que murmuram aos nossos ouvidos é a declaração firme de que confiamos em Deus. Podemos até não estar a perceber patavina da razão que leva gente de má índole a disparar uma nuvem de flechas na direção de pessoas justas; mas como não somos tapadinhos, denunciamos essas práticas persecutórias, reiterando em simultâneo total submissão à soberania de Deus. Há comentários, provocações e perseguições que nos assustam a valer, sendo, no entanto, um estímulo a que voemos para mais perto Daquele que tem “o Seu trono no céu e, com os Seus olhos bem abertos, vigia atentamente” tudo o que se passa aqui por baixo. É certo que quando o chão nos foge questionamos qual deve ser a nossa rota, acabando invariavelmente por concluir que o único refúgio seguro é mesmo Deus. Ele é o ninho onde podemos pousar tanto em dias de sol como de alta ventania. Aquele que nos abriga não está inerte, pois na Sua paciência dá oportunidade a cada vida para demonstrar de que massa interior é feita. Revelemos que, tal como Ele, detestamos as vias da violência. Deixemos que Deus ponha ordem nas coisas, pois Ele” é justo e quer a justiça. E os que forem justos serão admitidos à Sua presença.”
MURMURADORES
Quando pensamos que a malta à nossa volta vai parar de murmurar, eis que lá vem mais uma metralhada de asneiras. É impressionante como há pessoas que vendo outras num poço lhes atribuem logo a responsabilidade por lá terem ido parar. Mania disparatada essa de apontar o dedo e avançar com uma vasta coleção de explicações para as dores alheias. Pior do que não nos escutarem e não conseguirem estabelecer a mínima empatia, é resolverem virar o bico ao prego. É impressionante, mas conseguem vitimizar-se quando não são elas que estão no epicentro da tragédia. Insistem que é a nós que nos está garantidamente a escapar algo. Tomam-nos por burros, ainda que sejam elas a teimar na nossa culpa. Afirmam que nos achamos o centro do universo e que exigimos o caminho todo atapetado, mas quem se comporta como "deus" declarando ter respostas na ponta da língua para tudo e mais alguma coisa é essa corja de "peritos" religiosos. E quando não conseguem vergar o nosso espírito crítico, não hesitam em fazer uso de chantagem emocional. Aludem a um conjunto de quadros escuros que, segundo esses camaradas, indiciam a nossa ausência de fé. Pois bem, é exatamente aí que se enganam, já que vamos conseguindo ver Deus, mesmo que não percebamos porque é que permite certos desastres. Jamais enfiemos essa carapuça, pois somos daqueles que O vislumbram nas mais pequenas coisas e até estranhamos quando Ele Se esconde. Sim, cremos N’Ele em todas as circunstâncias, mesmo naquelas que apelam à descrença.
