sábado, 2 de maio de 2026

MURMURADORES

 Quando pensamos que a malta à nossa volta vai parar de murmurar, eis que lá vem mais uma metralhada de asneiras. É impressionante como há pessoas que vendo outras num poço lhes atribuem logo a responsabilidade por lá terem ido parar. Mania disparatada essa de apontar o dedo e avançar com uma vasta coleção de explicações para as dores alheias. Pior do que não nos escutarem e não conseguirem estabelecer a mínima empatia, é resolverem virar o bico ao prego. É impressionante, mas conseguem vitimizar-se quando não são elas que estão no epicentro da tragédia. Insistem que é a nós que nos está garantidamente a escapar algo. Tomam-nos por burros, ainda que sejam elas a teimar na nossa culpa. Afirmam que nos achamos o centro do universo e que exigimos o caminho todo atapetado, mas quem se comporta como "deus" declarando ter respostas na ponta da língua para tudo e mais alguma coisa é essa corja de "peritos" religiosos. E quando não conseguem vergar o nosso espírito crítico, não hesitam em fazer uso de chantagem emocional. Aludem a um conjunto de quadros escuros que, segundo esses camaradas, indiciam a nossa ausência de fé. Pois bem, é exatamente aí que se enganam, já que vamos conseguindo ver Deus, mesmo que não percebamos porque é que permite certos desastres. Jamais enfiemos essa carapuça, pois somos daqueles que O vislumbram nas mais pequenas coisas e até estranhamos quando Ele Se esconde. Sim, cremos N’Ele em todas as circunstâncias, mesmo naquelas que apelam à descrença.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

HUMILDADE

 É ótimo reportar ao Senhor Jesus o que fazemos diariamente. E quando tal acontece de coração cheio, melhor ainda. Já o mesmo não pode ser dito quando existem vestígios de autoconvencimento e excessiva confiança. Ainda que venham envoltos numa película de piedade há que desconfiar. O emproamento ministerial é meio caminho andado para o espalhanço espiritual. Basta lembrar que foi o orgulho o motivo da queda de Satanás. Conosco não será diferente se nos deixarmos enredar pelo fascínio do poder. A vaidade é altamente nociva, pois desvia-nos do foco d’Aquele que nos enche(u) as medidas. A nossa alegria assenta no facto de “termos os nossos nomes escritos no céu”, mais do que qualquer outra coisa. A nossa glória jamais deve assentar no que fazemos em nome de Deus, mas naquilo que Ele fez por nós.