É mesmo bom conversar com Jesus, pelo que há que aproveitar cada metro palmilhado para Lhe falar do que nos vai na alma. Sem constrangimento ou receio de sermos mal interpretados. Até porque Ele não Se acanha nada de nos colocar logo em perspetiva. É que, por vezes, nos nossos assomos de entusiasmo dizermo-nos prontos para isto e aquilo, inclusive para O seguir para todo o lado. Aí, Jesus destrunfa-nos de nós mesmos, pondo-nos a pensar e a fazer contas de cabeça. Não basta afirmar que se está pronto, importa avançar com a noção adequada da exigência da caminhada. O Seu desafio para O seguir está sempre de pé; o que seria mesmo recomendável que caísse era a resma de desculpas sofisticadas, já para não falar nas esfarrapadas, que utilizamos para justificar um protelamento. Jesus não se deixa levar pelas nossas cantigas, algumas de fazer chorar até as pedras. Não que seja insensível, Ele conhece-nos é tremendamente bem para condescender com a nossa famigerada tendência de procrastinar um compromisso sério com Ele. Jesus deixa claro que não está apto para experimentar o Seu domínio quem "pega na charrua e olha para trás." Fitemo-Lo sem pestanejar e sigamos-Lhe o rasto.
domingo, 26 de julho de 2026
sábado, 2 de maio de 2026
SEUS IMITADORES
Depois de picos únicos de comunhão com o Pai, Jesus fazia-Se ao caminho em direção ao Seu destino de eleição: Pessoas. O investimento sobrenatural catapultou-O sempre para o mundo real. A valorização do cume do monte nunca Lhe retirou a perceção do que se passava no sopé do mesmo. Até porque é no vale que muitos precisam desesperadamente da Sua ajuda. Não admira, portanto, que a multidão se dirigisse em massa ao Seu encontro. E no meio dela, ainda hoje, é possível ouvir pedidos de pais com o coração nas mãos por causa dos seus filhos. Dói muito ver uns e outros totalmente desgastados devido à manipulação do maligno. No fundo, todos nos sentimos impotentes diante das musculadas opressões do inimigo das nossas almas. Vale-nos Jesus que chamou a Si esse combate. Só Ele mesmo para fazer frente ao mal e repeli-lo. Sim, apenas Jesus tem o condão de colocar em ordem o nosso interior. Agora, não nos fiquemos somente pela celebração efusiva das Suas maravilhas. Aliás, antes que comecemos a embandeirar em arco, Jesus acena-nos com a cruz. E se este Seu tipo de linguagem nos parece difícil de decifrar, basta recordar que a Sua vitória não assentou no triunfalismo, mas no altruísmo. Que, diga-se de passagem, somos desafiados a imitar.
