domingo, 15 de junho de 2014

DEUS de CONSOLAÇÃO

Deus pode fazer-nos sentir confortáveis mesmo nos locais mais desconfortáveis. Ele pode libertar-nos de situações nas quais pensávamos que ficaríamos presos para sempre. Ele pode dar-nos paz, mesmo no meio do drama. Antes de a nossa vida acabar, viveremos, amaremos e experimentaremos, também, a perda.
Perder algumas coisas ajudar-nos-á a apreciar as coisas que ainda temos. É o sabor do falhanço que faz o sucesso ser tão doce. Como se pode celebrar a vitória se nunca se soube o que era perder? Podemos viver cada dia sem saber o que o amanhã nos reserva, mas saberemos que Deus sustém todos os nossos amanhãs.
Eles não estão nas mãos do seu patrão, do corrector da bolsa, dos governantes outra pessoa qualquer. Nem estão nas tuas mãos para que os possas manipular ou controlar. Não, todos os nossos amanhãs estão nas mãos de Deus!
Ele estará lá quando tudo e todos já tiverem ido embora. Ele estará lá para ti e para mim nos locais mais escuros. A promessa d’Ele para nós é: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmo 30:5). Não importa o quão longa tem sido a noite, a manhã nasce sempre e com ela a Sua alegria. Pensa nisto, a noite pode ter sido escura, mas sobreviveste sempre para ver a manhã. Não foi? De alguma forma, a Sua graça protegeu-nos, deu-nos tudo o que precisávamos, amparou-nos, acalmou-nos, confortou-nos e ajudou-nos a ultrapassar todas as coisas.
O tempo passa, as estações mudam, mas Deus não. Ele será sempre o Deus de toda a consolação, e Ele está a olhar por nós Hoje!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

CICATRIZES

Na Odisseia (um dos dois principais poemas épicos da Grécia Antiga), quando Odisseu (Ulisses para os romanos) regressa a casa disfarçado de mendigo, a sua família não o reconhece. Depois de algum tempo, a sua ama de infância vê nele uma cicatriz e reconhece-o e lembra-se. Até esse momento, nem mesmo ela o reconhecia. Quando Tomé ouviu que o Senhor Jesus estava vivo, disse: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos…de maneira nenhuma o crerei.” (João 20:25). As cicatrizes de Jesus eram a prova de que Ele tinha sido crucificado e tinha ressuscitado. Quando Tomé as viu com os seus próprios olhos, respondeu: “Senhor meu, e Deus meu!” (João 20:28). É a primeira vez que a Escritura regista um discípulo a dirigir-se directamente ao Senhor Jesus como Deus, e isto foi a reacção às Suas cicatrizes.
Alguém contou sobre um amigo: “Tenho um amigo que passou a sua vida num orfanato. A sua mãe levou-o lá quando ele era um rapazinho, deixou-o debaixo de uma grande árvore, e disse-lhe que voltaria nessa tarde para vir buscá-lo…mas não voltou. Ele agora já é um homem de meia-idade. Um dia, eu tinha combinado encontrar-me com ele e atrasei-me. Encontrei-o agitado, irrequieto, a transpirar e visivelmente perturbado. Mais tarde ele disse-me: “Não consigo evitar. Descontrolo-me quando um amigo se atrasa, porque a minha mãe me deixou à espera…e nunca voltou.”
Ele já era um homem adulto…mas ainda tinha cicatrizes. Todos temos cicatrizes, algumas visíveis, outras menos visíveis.