terça-feira, 15 de novembro de 2016

LUZ

O que é a luz? Os cientistas não podem defini-la. Mas o importante não é a definição; O que importa é que exista a luz.
- A importância da luz. Pessoas, animais e plantas buscam a luz. Há alegria ao ver o sol nascer e uma certa tristeza em vê-lo a pôr-se.
- Mas a que tipo de luz se referia o Senhor? Luz eléctrica ou de outra fonte? Jesus falava, sim, da luz espiritual que deve irradiar da vida de cada crente salvo (“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se portanto a luz que há em ti são trevas, quando grandes serão tais trevas.” Mateus 6:22).
 Jesus disse de Si mesmo que Ele era a Luz (“Eu Sou a Luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em Mim não permaneça nas trevas.” João 12:46).
E a luz que irradiamos é a Sua Palavra, ou seja, os Seus ensinos (“Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para o meu caminho.” Salmo 119:105).
Mas será que isso sucede com cada um de nós? Será a nossa vida um nascer do sol, ou somos apenas portadores das sombras do sol-posto? (“E esta é a mensagem que d’Ele ouvimos, e vos anunciamos: Que Deus é luz, e n’Ele não há trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com Ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” 1João 1:5-7).
Que inspiramos nos outros? Alegria ou desgosto?
Buscam os outros a nossa companhia como as plantas buscam o sol?

A luz de uma vela num lugar descampado pode ser vista a cerca de 3kms! E a nossa? (2Coríntios 3:1-13).

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O SENHOR PROVERÁ

A vida de Abraão ensina-nos várias coisas:
Primeiro: Podemos caminhar com Deus, e no entanto não saber os detalhes do nosso destino (Hebreus 11:8).
Segundo: Quando Deus nos faz uma promessa, o cronograma é da responsabilidade d’Ele. Abraão esperou 20 anos pelo nascimento de Isaque e pelo cumprimento da promessa (Génesis 12:2).
Terceiro: Por vezes erramos antes de acertar. Cansado de esperar, Abraão gerou Ismael. Se ele tivesse esperado, Isaac teria nascido no tempo de Deus. Por vezes, os nossos maiores erros vêm da impaciência.
Quarto: A vida de Abraão ensina que podemos ter fé numa área e no entanto sentir medo noutra. Quando Abraão chegou a Gerar o rei Abimelech gostou da sua mulher Sara. Pensando apenas nele, Abraão disse: “É minha irmã” (Génesis 20:2). Todos nós temos os nossos "momentos Gerar" quando nos enterramos no medo, no interesse pessoal ou nas exigências dos outros, Se não fosse pela graça de Deus, todos seríamos desclassificados.

Depois lemos: "depois destas coisas” (Génesis 22:1,2). Repara nas palavras "depois destas coisas". Os testes pelos quais temos passado começam a fazer sentido quando enfrentamos o maior de todos os testes. Quando o passamos, como Abraão, podemos chamar Deus "Jeová Jireh", que significa “O Senhor proverá” (Génesis 22:14). E, nessa altura, o Senhor dirá: “Agora chegaste ao lugar onde te posso usar.”

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

CAIR

Está escrito em Daniel 8:18, que o profeta caiu, ninguém assoprou para derrubá-lo, e imediatamente o Senhor o levantou. O versículo anterior diz que Daniel, por espontânea vontade, caiu de joelhos, prostrado, em sinal de adoração, caindo para a frente. Da mesma forma, em Daniel 10.9, Daniel cai para a frente, com o rosto em terra, bem diferente dos “neovertiginosos” que caem para trás. Em Ezequiel 43:3, ele prostra-se com o rosto em terra, em sinal de reverência.
Quando à queda de Paulo, em Actos 9, é necessário entender que se tratava de um pecador, um perseguidor que, a partir dessa experiência, tornou-se um grande pregador e ensinador da Palavra de Deus. Contudo, a Bíblia não regista outras situações em que o Apóstolo tenha caído e tampouco ele próprio faz apologia de tal prática. Em Actos 20:20, Paulo enfatiza que jamais deixou de anunciar coisa alguma proveitosa, ensinando publicamente e de casa em casa. Se tal costume fosse útil, ou prática corrente, não haveria dúvidas que o Apóstolo teria recomendado aos seus obreiros para ministrarem o “cair no poder”, facto não ocorrido em nenhuma das suas epístolas. O que não é bíblico, não queremos no nosso meio.
Nas três vezes em que homens caem, no Novo Testamento, o termo no original grego é “pesotes prosekinsan”, que significa cair prostrado em sinal de devoção (Mateus 2:11; Apocalipse 1:17; 5:14).
Das 518 vezes que o verbo cair, aparece na Bíblia, 400 têm sentido pejorativo, como cair da presença de Deus, cair em pecado, cair em desgraça, cair em enfermidade, etc. 100 vezes refere-se a quedas de objectos, casas e fenómenos da natureza. Apenas 18 têm sentido positivo, como semente caindo em boa terra, etc. Destas, há 11 em que os homens de Deus caem para a frente em sinal de reverência, nunca para trás, em toda a Bíblia. Cair para trás, e não para a frente, está associado normalmente a pecado ou desobediência (1Samuel 4:18).
As pessoas que sopram, ou pregam sobre a queda, são apreciadas pela plateia como obreiros “super-heróis”, enquanto as pessoas que caem são consideradas mais espirituais que aquelas que não caem, pois estas são também vistas como insensíveis e, portanto, incrédulas. Isto gera dúvidas, sectarismo e constrangimentos.
Que uma pessoa possa cair cheia do Espírito Santo, até se pode admitir, mas fazer disso parte da liturgia, com cultos rotulados de “cair no poder”, torna estranho tudo que o Novo Testamento nos ensina.
Quanto à “nova unção”, João fala (1João 2:26,27), temos uma referência que se encaixa no assunto abordado: “Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam. E a unção, que vós recebestes d’Ele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a Sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim n’Ele permanecereis.”

Desse modo, não pode haver uma nova unção, e sim uma renovação. “Nova unção” pressupõe um novo evangelho; portanto, um evangelho estranho. Em Gálatas 1:8, Paulo escreveu: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.”