sábado, 2 de janeiro de 2010

APRENDENDO A ESPERAR

Não somos muito pacientes. Tendemos a ser refilões, apressados e a ultrapassar tudo e todos. Robert Levine inventou uma palavra a que chamou honko-second. É o tempo entre o momento que o semáforo muda e a pessoa atrás de nós buzina. Por vezes, esperar é a coisa pior que nos podem pedir. Só no Velho Testamento é-nos ordenado quarenta e três vezes "espera no Senhor".
Aprender a esperar bem é um teste de maturidade. Scott Peck escreveu: "A gratificação retardada é um processo é um processo de programar a dor e o prazer da vida de tal maneira que reforça o prazer satisfazendo e experimentando primeiro a dor e ultrapassando-a depois. É a única forma decente de viver." Esperar obriga-nos a reconhecer que não estamos no controlo das coisas. Humilha-nos na medida em que precisamos de ser humilhados.
Veja-se o que acontece com o trapezista. Por um momento, que deve assemelhar-se à eternidade, fica suspenso no vazio. Não pode voltar para trás, mas é demasiado cedo para ser agarrado por quem o irá segurar. Tem de esperar com confiança absoluta. Se não fizer, poderá morrer. Neste exacto instante, podes estar a viver um momento muito vulnerável. Tens de fazer o que Deus te ordenou, mas ainda não consegues sentir a Sua mão a segurar-te. Moisés esperou 80 anos por um ministério que durou 40 - dois terços da sua vida foram gastos a preparar-se! A nossa vida não é medida pela sua extensão, mas pela sua eficácia e pelo impacto para Deus. Por isso, espera, que Deus não te irá desapontar.

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