segunda-feira, 24 de agosto de 2009

COMO É QUE ALGUÉM PODE ACREDITAR QUE O NOVO TESTAMENTO RELATA A VIDA DE JESUS?

Parece haver um consenso geral de que os documentos do Novo Testamento foram escritos muitos anos após os acontecimentos e, portanto, não contêm informações confiáveis. Contudo, a realidade é que a vida do Senhor Jesus foi escrita por testemunhas oculares ou pessoas que registaram o depoimento original. Os escritores estavam todos vivos à época em que aqueles factos aconteceram e eles tiveram um contacto pessoal com os acontecimentos ou com as pessoas que testemunharam os factos.

Há forte evidência interna de que os Evangelhos foram escritos em data próxima aos eventos. O livro de Actos regista a actividade missionária da Igreja primitiva e foi escrito em continuação, pela mesma pessoa que escreveu o Evangelho segundo S. Lucas. O livro de Actos termina, estando o Apóstolo Paulo vivo em Roma, não sendo registada a sua morte.

Isto nos conduz a crer que foi escrito antes da sua morte, visto que outros grandes acontecimentos da sua vida foram registados. Temos algumas razões para acreditar que Paulo foi condenado à morte durante a perseguição de Nero em 64 d.C., o que significa que o livro de Actos foi escrito antes desta época.

Se o livro de Actos foi escrito antes de 64 d.C., então o Evangelho de Lucas, do qual Actos é sequência, foi escrito algum tempo antes, provavelmente no fim dos anos cinquenta ou início da década de sessenta do primeiro século. A morte de Cristo aconteceu por volta do ano 30 d.C., o que coloca a redacção de Lucas dentro do período máximo de 30 anos após os factos.

Na Igreja primitiva, era voz corrente que o primeiro Evangelho foi escrito por Mateus, o que nos coloca ainda mais perto da época de Cristo. Esta evidência leva a crer que os três primeiros Evangelhos foram todos redigidos no período de 30 anos após a ocorrência dos factos, uma época em que testemunhas oculares hostis ainda viviam, e que poderiam contradizer o seu testemunho, se não fosse exacto.

Este tipo de evidência conduziu um estudioso liberal, Jonh A. T. Robinson, a redatar os documentos do Novo Testamento, recuando a data mais do que cria a maioria dos estudiosos liberais. Robinson argumenta em Redating de New Testament que todo o Novo Testamento teria sido concluído em 70 d.C., que está bem dentro do período das testemunhas oculares.

Factos envolvidos levaram W. F. Albright, o grande arqueólogo bíblico, a comentar: "Já podemos dizer enfaticamente que não há mais nenhuma base sólida para datar qualquer livro do Novo Testamento depois de 80 d. C., duas gerações completas antes da data estipulada por dois dos críticos mais radicais, que é entre 130 e 150 a.C." (William F. Albright, Recent Discoveries in Bible Lands, Nova Iorque, Funk and Wagnalls, p.136).

A data de Albright, 80 d.C., pode ser questionada quando chegamos ao Evangelho de João. Há uma grande possibilidade de que o exílio do Apóstolo João para Patmos, citado em Apocalipse 1, durante o governo de Domiciano, tenha sido em 95,96 d.C. Há uma forte corrente tradicional que afirma ter João escrito Apocalipse lá, naquela época. Isto é testificado também por Clemente de Alexandria, Eusébio e Irineu (Robert Gromacki, New Testament Survey, p.391).

A evidência mostra que:

1- Os documentos não foram escritos muito tempo após os acontecimentos, mas num período próximo a eles.

2- Foram escritos por pessoas durante o período quando muitos que estavam familiarizados com os factos ou foram testemunhas oculares ainda estavam vivos.

A conclusão indiscutível é que a imagem de Cristo no Novo Testamento é confiável.

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